Joaquim António da Silva Cordeiro, Britelo, Celorico de Basto, 1859 – Lisboa, 1915
Frequentou o Colégio de S. Caetano entre 1869 e 1875 e o Seminário de Nossa Senhora da Conceição, em Braga, de 1870-71 a 1874-1875. Bacharel em Direito na Universidade de Coimbra, que frequentou de 1880-1881 a 1885-1886; no ano lectivo de 1881-1882 frequentou, também, a Faculdade de Teologia.
Iniciou a sua carreira profissional como professor do ensino liceal e em janeiro de 1902 foi nomeado professor de Filosofia do Curso Superior de Letras, ocupando a cadeira deixada vaga por Costa Lobo.
Colaborou na revista O Instituto (1884-85) com trabalhos sobre assuntos jurídicos e económicos, no jornal progressista de Braga A Correspondência do Norte; no semanário A Academia de Coimbra; Correio do Norte e Tribuna.
Na sua primeira obra, Ensaios de philosophia da história, escrita quando o autor frequentava o segundo ano do bacharelato em Direito, revela-se ainda seduzido por algumas propostas positivistas que abandona mais tarde, em A crise em seus aspectos morais, em favor de uma «sociologia realista» (Álvaro Ribeiro), um socialismo mutualista e cooperativista na linha de Proudhon ou Lassalle.
Segundo Amadeu Carvalho Homem, «Do “Iluminismo” ao Positivismo. Joaquim António da Silva Cordeiro e a sua obra», Revista de História das Ideias, vol. III (1981), «Pelo seu cariz de empenhamento e de intervenção política, este escrito bem poderá ombrear com todos os que, na fase final da dinastia brigantina, contribuíram para o descrédito total do constitucionalismo monárquico.»
A sua obra A Crise em seus aspectos morais surge no rol das publicações aconselhadas na 1ª série da revista Nação Portuguesa, em 1914-16. António Sardinha considerou essa obra um livro notabilíssimo, partilhando a visão crítica de Silva Cordeiro acerca do "constitucionalismo" do século XIX.
Iniciou a sua carreira profissional como professor do ensino liceal e em janeiro de 1902 foi nomeado professor de Filosofia do Curso Superior de Letras, ocupando a cadeira deixada vaga por Costa Lobo.
Colaborou na revista O Instituto (1884-85) com trabalhos sobre assuntos jurídicos e económicos, no jornal progressista de Braga A Correspondência do Norte; no semanário A Academia de Coimbra; Correio do Norte e Tribuna.
Na sua primeira obra, Ensaios de philosophia da história, escrita quando o autor frequentava o segundo ano do bacharelato em Direito, revela-se ainda seduzido por algumas propostas positivistas que abandona mais tarde, em A crise em seus aspectos morais, em favor de uma «sociologia realista» (Álvaro Ribeiro), um socialismo mutualista e cooperativista na linha de Proudhon ou Lassalle.
Segundo Amadeu Carvalho Homem, «Do “Iluminismo” ao Positivismo. Joaquim António da Silva Cordeiro e a sua obra», Revista de História das Ideias, vol. III (1981), «Pelo seu cariz de empenhamento e de intervenção política, este escrito bem poderá ombrear com todos os que, na fase final da dinastia brigantina, contribuíram para o descrédito total do constitucionalismo monárquico.»
A sua obra A Crise em seus aspectos morais surge no rol das publicações aconselhadas na 1ª série da revista Nação Portuguesa, em 1914-16. António Sardinha considerou essa obra um livro notabilíssimo, partilhando a visão crítica de Silva Cordeiro acerca do "constitucionalismo" do século XIX.
Refs
Joaquim António da Silva Cordeiro, e Sérgio Campos Matos. A Crise em seus aspectos morais. Lisboa: Centro de História da Universidade de Lisboa, edições Cosmos, 1999. lxxxvi, 244 pp.; facsimiles; 23 cm. 2001 - Maria de Fátima Bonifácio - Recensão_a_joaquim_antónio_silva_cordeiro_-_a_crise_em_seus_aspectos_morais_-_1896_-_analise_social_-_156_12.pdf