Alberto Pinheiro Torres (Braga, 2 de Novembro de 1874 — Porto, 31 de Julho de 1962). Licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra, foi advogado, jornalista, escritor e político.
Apoiou os jovens exilados que na Bélgica, em 1913, lançaram o Integralismo Lusitano, vindo a ser figura destacada na fundação do Centro Católico Português, no qual veio a ocupar várias funções directivas. Fundou o Círculo Católico de Operários, em Vila do Conde, e foi precursor da Obra dos Congressos Católicos, tentativa de relançamento do Movimento Social Católico. Foi chanceler da Ordem do Santo Sepulcro de Jerusalem.
Apoiou os jovens exilados que na Bélgica, em 1913, lançaram o Integralismo Lusitano, vindo a ser figura destacada na fundação do Centro Católico Português, no qual veio a ocupar várias funções directivas. Fundou o Círculo Católico de Operários, em Vila do Conde, e foi precursor da Obra dos Congressos Católicos, tentativa de relançamento do Movimento Social Católico. Foi chanceler da Ordem do Santo Sepulcro de Jerusalem.
*
Nasceu em Braga, onde realizou os estudos secundários, licenciando-se em Coimbra no ano de 1900. Iniciou a sua actividade profissional como advogado na cidade do Porto, ingressando pouco depois na magistratura, sendo nomeado subdelegado do Procurador Régio junto do tribunal de Cabeceiras de Basto. Foi director da Casa de Correcção e Detenção do Distrito do Porto.
A Associação Católica, criada em 20 de Janeiro de 1872, publicou o jornal A Palavra (1872-1913), onde se destacou Manuel Frutuoso da Fonseca, contando, depois de 1874, com outras figuras como os padres Benevenuto de Sousa e Roberto Maciel. No período em que foi estudante em Coimbra, Pinheiro Torres manteve colaboração com diversos periódicos católicos. Em 1907, do referido grupo do catolicismo social irá emergir o jornal operário O Grito do Povo, sob a direcção de Pinheiro Torres. Foi administrador do Concelho de Caminha e depois deputado às Cortes, eleito nas listas do Partido Nacionalista (1908-1910). Em 1910, foi director do diário A Palavra.
Após a implantação da República, recusou-se a obedecer ao governo e foi destituído da sua carreira de magistrado. Em 1911, passou a exercer apenas a advocacia, com escritório no Porto.
Em 1913, está entre os apoiantes e colaboradores da revista de jovens exilados na Bélgica Alma Portuguesa, na qual Luís de Almeida Braga cunhou a expressão Integralismo Lusitano. Colaborou depois nas revistas Lusitânia: revista católica mensal, que se publicou no Porto entre Janeiro e Dezembro de 1914, tendo como responsáveis editoriais Francisco de Sousa Gomes Velloso e Manuel Gonçalves Cerejeira (mais tarde cardeal Cerejeira). Também colaborou com A Ideia Nacional: revista política bi-semanal que se publicou em Aveiro entre Março e Maio de 1915.
Foi eleito deputado nas listas do Centro Católico Português, onde liderou as minorias católicas e monárquicas (1918-19). Em 1920, organizou a Cruzada Nacional D. Nuno Álvares Pereira no Porto. Regressou ao parlamento na legislatura final da Primeira República (1925-1926), eleito pelo círculo de Torres Vedras. Foi um dos fundadores da Ordem dos Advogados Portugueses, integrando o seu primeiro conselho geral (1927).
Após a entrada em vigor da Constituição de 1933 foi deputado na primeira legislatura (1935-1938), integrando a "ala católica" da União Nacional. Foi um dos promotores das alterações legislativas sobre a «defesa da família» que proibiram o divórcio dos casados pela Igreja Católica. Teve intervenções de vulto sobre a educação, particularmente sobre o ensino primário.
Foi autor do romance Uma Tragédia no Campo (1898), da peça Maria Telles (em co-autoria com Afonso Lopes Vieira) e do livro de poesia em prosa Alva.
A Associação Católica, criada em 20 de Janeiro de 1872, publicou o jornal A Palavra (1872-1913), onde se destacou Manuel Frutuoso da Fonseca, contando, depois de 1874, com outras figuras como os padres Benevenuto de Sousa e Roberto Maciel. No período em que foi estudante em Coimbra, Pinheiro Torres manteve colaboração com diversos periódicos católicos. Em 1907, do referido grupo do catolicismo social irá emergir o jornal operário O Grito do Povo, sob a direcção de Pinheiro Torres. Foi administrador do Concelho de Caminha e depois deputado às Cortes, eleito nas listas do Partido Nacionalista (1908-1910). Em 1910, foi director do diário A Palavra.
Após a implantação da República, recusou-se a obedecer ao governo e foi destituído da sua carreira de magistrado. Em 1911, passou a exercer apenas a advocacia, com escritório no Porto.
Em 1913, está entre os apoiantes e colaboradores da revista de jovens exilados na Bélgica Alma Portuguesa, na qual Luís de Almeida Braga cunhou a expressão Integralismo Lusitano. Colaborou depois nas revistas Lusitânia: revista católica mensal, que se publicou no Porto entre Janeiro e Dezembro de 1914, tendo como responsáveis editoriais Francisco de Sousa Gomes Velloso e Manuel Gonçalves Cerejeira (mais tarde cardeal Cerejeira). Também colaborou com A Ideia Nacional: revista política bi-semanal que se publicou em Aveiro entre Março e Maio de 1915.
Foi eleito deputado nas listas do Centro Católico Português, onde liderou as minorias católicas e monárquicas (1918-19). Em 1920, organizou a Cruzada Nacional D. Nuno Álvares Pereira no Porto. Regressou ao parlamento na legislatura final da Primeira República (1925-1926), eleito pelo círculo de Torres Vedras. Foi um dos fundadores da Ordem dos Advogados Portugueses, integrando o seu primeiro conselho geral (1927).
Após a entrada em vigor da Constituição de 1933 foi deputado na primeira legislatura (1935-1938), integrando a "ala católica" da União Nacional. Foi um dos promotores das alterações legislativas sobre a «defesa da família» que proibiram o divórcio dos casados pela Igreja Católica. Teve intervenções de vulto sobre a educação, particularmente sobre o ensino primário.
Foi autor do romance Uma Tragédia no Campo (1898), da peça Maria Telles (em co-autoria com Afonso Lopes Vieira) e do livro de poesia em prosa Alva.
Relacionado