A Crise em seus aspetos morais
J. A. da Silva Cordeiro
Esta obra de Silva Cordeiro surgiu no rol de publicações aconselhadas nas páginas da revista Nação Portuguesa, sendo por António Sardinha referida nos seguintes textos:
Tirando a breve referência no artigo “Oliveira Martins”, as restantes são elogiosas a respeito do "notabilíssimo” , "admirável" livro - A Crise em seus aspetos morais (Coimbra, França Amado, 1896). A visão de conjunto acerca do constitucionalismo do século XIX está bem alinhada com o julgamento crítico de Silva Cordeiro.
Em "Velando as Armas":
[...] A ideia republicana é que era de precedência clássica. A prova encontra-se no Catão do próprio Garrett, quando o ideologismo de 20 lhe desencadeou uma saraivada, bastante exaustiva, de tropos e exclamações. Quanto ao mais, só a influência do romantismo francês, no seu significado político, se manifestou perniciosa entre nós. Herculano, ainda pelas razões indicadas, combate-lhe a perturbação económica, na defesa da enfiteuse, por exemplo. Debalde! A lufada destruidora passa-lhe por cima, empurrando-o a ele para o suicídio moral do isolamento e ao país para a carreira doida da perdição.
Referindo-se a Herculano, há três períodos de Silva Cordeiro que definem com a maior agudeza crítica o pecado original do Constitucionalismo. A geração romântica... não soube desentranhar do filão riquíssimo da nossa poesia popular os motivos que convinham para soldar os novos costumes liberais na continuidade histórica do sentimento nacional – observa superiormente o malogrado professor. Se abrirmos uma pequena exceção para algumas das Lendas e Narrativas de Herculano e para Garrett no Frei Luís de Sousa (sugestão profunda e em tudo verdadeira do carácter nacional), no mais, força é dizê-lo com Oliveira Martins e com o sr. Teófilo Braga, os românticos, destruindo muito, nada reconstruiram que pudesse erguer a geração liberal à consciência da sua unidade com as anteriores. De sorte que a vida constitucional, com as suas eleições, impostos e recrutamento, aparecia ao povo dos campos como enxertia artificial numa carcomida árvore, uma estrangeirada para uso de aventureiros, fidalgos ou bacharéis lá da cidade...»
Em "El-Rei D. Carlos":
No admirável trabalho que é o seu estudo A Crise, Silva Cordeiro fixaria mais tarde à questão o seu verdadeiro significado, ao ocupar-se dela no capítulo que intitulou «Oliveira Martins e o germanismo na política». O tipo procurado para o remoçamento da Monarquia na Pátria e da Pátria na Monarquia era uma espécie de realeza socialista ou de democracia conservadora – nas terminologias perplexas da época, de que o Estado prussiano oferecia a exemplificação acabada.
Em "Oliveira Martins":
Vinham de atrás as simpatias cesaristas de Oliveira Martins. Silva Cordeiro quer descobri-las até no prefácio do seu Febo Moniz. À base, não passavam talvez de uma sobrevivência psíquica do avô que servira D. Miguel, depois de corrigido pela experiência no seu vago romantismo político. O que é certo é que, na meia-penumbra da sua hereditariedade, esse apelo instintivo para César volver-se-ia no polo positivo do doutrinarismo de Oliveira Martins. Se ele denunciava a decadência de Portugal, não lhe redigia, no entanto, sinistramente, o termo de óbito. Incorporado na vida moderna, Portugal salvar-se-ia pela seiva perigosa da Revolução. Mas a Revolução de Oliveira Martins não era a revolução burguesa de Teófilo Braga, com quem ele, para honra sua, nunca se entendeu. Era a revolução social de Proudhon, inimiga das abstrações sanguinárias do Terror, confiada num ideal generoso de perfeição e justiça.
(...)
Debalde Antero se colocou à frente da Liga Patriótica do Norte. Debalde o início do reinado de D. Carlos facilitava o esforço reparador. Os partidos puderam mais! Oliveira Martins, ministro, tropeçou depressa nas rabulices de Dias Ferreira. Mas a sua influência no Rei manteve-se firme. Uma monarquia socialista, como a dos Hohenzollern, que alie as duas artes – militarismo e reformas económicas –, eis todo o ideal germanista dos Benst, dos Bismarck, dos Mommsen, que por um conjunto de circunstâncias se tornou o ideal político de Oliveira Martins e que evidentemente está orientando o novo reinado, observaria, já falecido Oliveira Martins, Silva Cordeiro no seu livro notabilíssimo A crise. Efetivamente, D. Carlos adivinhara em Oliveira Martins o seu estadista, o seu colaborador, muito embora as exigências do pacto constitucional o impedissem de lhe evitar a queda. Tanto Oliveira Martins o reconheceu, que o seu Príncipe Perfeito seria dedicado ao moço Rei, mais tarde sacrificado pelos mesmos partidos que a ele lhe haviam imposto o pior dos ostracismos.
Em Mouzinho da Silveira:
Em nota ao seu livro A crise, escrevia já em 1895 o grande e malogrado espírito que foi o professor Silva Cordeiro: «Interessantíssimos são, por mais de um aspeto, estes artigos do sr. Laranjo com os quais o público português nada perderia, se o autor os englobasse em opúsculo. Uma observação profundamente verdadeira, aí registada, é que os economistas anteriores à revolução liberal valem geralmente mais que os subsequentes quando, perdida a tradição da economia e dos costumes nacionais, passaram a fazer cópia de economistas estrangeiros; os primeiros, pelo contrário, menos teóricos, mais portugueses, deixaram obra útil que o francesismo liberalão logo pôs de parte.» Referia-se Silva Cordeiro ao trabalho valioso do doutor José Frederico Laranjo, Os estudos económicos em Portugal, saído primeiramente no Instituto e depois, ao que parece, reunido em volume. Com uma notável antecipação crítica, o doutor Frederico Laranjo, ao historiar as ideias dos economistas nacionais, declara sem hesitações que a «revolução portuguesa de 1820 e o regime liberal, que se lhe seguiu depois de várias lutas, cedo perderam de vista os elementos tradicionais característicos, para ficarem de todo sob o influxo de filosofia da época, cuja corrente lhes tinha dado direção».
Silva Cordeiro denuncia o mesmo facto e alude com verdade e justiça à obra dessa meia-dúzia de autores esquecidos, que antecederam entre nós o desvario reformista do Constitucionalismo. É-me grato prestar-lhes também homenagem, contemplando no seu esforço persistente e iluminado de bons amigos da riqueza e da prosperidade da pátria a influência benéfica do reinado de D. Maria I, mais modesto, mas, sem dúvida, mais em harmonia com a satisfação do interesse coletivo, de que a empertigada ditadura pombalina. Deixaram eles lembrança de si nos cinco volumes das Memórias Económicas, da Academia, onde predominam com vigoroso destaque Domingos Vandeli, Rodrigues de Brito, Vila-Nova Portugal, entre muitos que ainda merecem hoje a nossa atenção e o nosso estudo.
(...)
Ora tanto José Frederico Laranjo como Silva Cordeiro palpitaram bem as raízes nacionalistas desses olvidados e modestos obreiros. É uma plêiade brilhante, a que novos nomes se vieram associar. Lembrarei o do desembargador José Acúrsio das Neves, para nós um conhecido, como mestre que é da nossa Contrarrevolução. Agonizava José Acúrsio das Neves, quando em 34 o ódio liberalista o perseguiu na sua aldeia distante. Para morrer em paz, só teve um palheiro onde se abrigar...
(...)
Imagino suficientemente demonstrada a insensatez reformadora de Mouzinho da Silveira. «A falência de critério que presidiu à transplantação do sistema administrativo da França é tanto mais para reparos – comenta o senhor dr. Lino Neto –, quanto é certo que, ao tempo, na imprensa e na tribuna francesa, estava ele sendo vivamente combatido. La Fayette chegou mesmo a pensar em acomodar à França as instituições administrativas locais da península ibérica.» Efetivamente, o sistema francês ruíra no mais estrondoso dos insucessos. E muito antes de Mouzinho da Silveira no-lo vestir como uma camisa de forças, já Royer-Collard o condenava em termos singularmente vigorosos. «Nós vimos a velha sociedade desaparecer e com ela essa multidão de instituições domésticas e de magistraturas independentes que ela abrigava no seu seio, feixe poderoso de direitos privados, verdadeiras repúblicas na monarquia.» Outro tanto sucederia entre nós com Mouzinho, na sua ação destrutiva. «A enxertia do regime liberalista fizeram-na legisladores, estadistas e literatos – pondera Silva Cordeiro –, copiando leis francesas por amor da arte, sem a circunspeção que a história e o carácter nacional impunham. Está nisso provavelmente, uma das causas da anarquia violenta de 1836-1847 e da anarquia mansa que lhe sucedeu.»
Em "O velho Teófilo":
Deriva de Littré e de Laffite o falso positivismo de Teófilo. Teófilo está até incorporado nos orgulhosos de entendimento, de quem Comte escrevia: «Os sábios atuais são profundamente indignos de uma alta missão social pela sua dupla ausência característica de pensamentos gerais e de sentimentos elevados.» Riamos, pois, desse positivista por bastardia que é Teófilo Braga! Já o espírito profundo de Silva Cordeiro punha reservas ao positivismo do velho professor. De facto, é um positivismo que só se acredita em públicos semianalfabetos, como são aqueles em que Teófilo pontifica.
Os princípios basilares em que se apoiaria a nova ordem de coisas reduziam-se, à alemã, no militarismo e nas reformas económicas, com o elemento político substituído pelo elemento administrativo, com a representação orgânica dos municípios e das classes substituindo a representação parlamentar dos partidos.
- Velando as Armas (1917)
- El-Rei D. Carlos (1918)
- Oliveira Martins (1918)
- Mouzinho da Silveira;
- O Velho Teófilo
Tirando a breve referência no artigo “Oliveira Martins”, as restantes são elogiosas a respeito do "notabilíssimo” , "admirável" livro - A Crise em seus aspetos morais (Coimbra, França Amado, 1896). A visão de conjunto acerca do constitucionalismo do século XIX está bem alinhada com o julgamento crítico de Silva Cordeiro.
Em "Velando as Armas":
[...] A ideia republicana é que era de precedência clássica. A prova encontra-se no Catão do próprio Garrett, quando o ideologismo de 20 lhe desencadeou uma saraivada, bastante exaustiva, de tropos e exclamações. Quanto ao mais, só a influência do romantismo francês, no seu significado político, se manifestou perniciosa entre nós. Herculano, ainda pelas razões indicadas, combate-lhe a perturbação económica, na defesa da enfiteuse, por exemplo. Debalde! A lufada destruidora passa-lhe por cima, empurrando-o a ele para o suicídio moral do isolamento e ao país para a carreira doida da perdição.
Referindo-se a Herculano, há três períodos de Silva Cordeiro que definem com a maior agudeza crítica o pecado original do Constitucionalismo. A geração romântica... não soube desentranhar do filão riquíssimo da nossa poesia popular os motivos que convinham para soldar os novos costumes liberais na continuidade histórica do sentimento nacional – observa superiormente o malogrado professor. Se abrirmos uma pequena exceção para algumas das Lendas e Narrativas de Herculano e para Garrett no Frei Luís de Sousa (sugestão profunda e em tudo verdadeira do carácter nacional), no mais, força é dizê-lo com Oliveira Martins e com o sr. Teófilo Braga, os românticos, destruindo muito, nada reconstruiram que pudesse erguer a geração liberal à consciência da sua unidade com as anteriores. De sorte que a vida constitucional, com as suas eleições, impostos e recrutamento, aparecia ao povo dos campos como enxertia artificial numa carcomida árvore, uma estrangeirada para uso de aventureiros, fidalgos ou bacharéis lá da cidade...»
Em "El-Rei D. Carlos":
No admirável trabalho que é o seu estudo A Crise, Silva Cordeiro fixaria mais tarde à questão o seu verdadeiro significado, ao ocupar-se dela no capítulo que intitulou «Oliveira Martins e o germanismo na política». O tipo procurado para o remoçamento da Monarquia na Pátria e da Pátria na Monarquia era uma espécie de realeza socialista ou de democracia conservadora – nas terminologias perplexas da época, de que o Estado prussiano oferecia a exemplificação acabada.
Em "Oliveira Martins":
Vinham de atrás as simpatias cesaristas de Oliveira Martins. Silva Cordeiro quer descobri-las até no prefácio do seu Febo Moniz. À base, não passavam talvez de uma sobrevivência psíquica do avô que servira D. Miguel, depois de corrigido pela experiência no seu vago romantismo político. O que é certo é que, na meia-penumbra da sua hereditariedade, esse apelo instintivo para César volver-se-ia no polo positivo do doutrinarismo de Oliveira Martins. Se ele denunciava a decadência de Portugal, não lhe redigia, no entanto, sinistramente, o termo de óbito. Incorporado na vida moderna, Portugal salvar-se-ia pela seiva perigosa da Revolução. Mas a Revolução de Oliveira Martins não era a revolução burguesa de Teófilo Braga, com quem ele, para honra sua, nunca se entendeu. Era a revolução social de Proudhon, inimiga das abstrações sanguinárias do Terror, confiada num ideal generoso de perfeição e justiça.
(...)
Debalde Antero se colocou à frente da Liga Patriótica do Norte. Debalde o início do reinado de D. Carlos facilitava o esforço reparador. Os partidos puderam mais! Oliveira Martins, ministro, tropeçou depressa nas rabulices de Dias Ferreira. Mas a sua influência no Rei manteve-se firme. Uma monarquia socialista, como a dos Hohenzollern, que alie as duas artes – militarismo e reformas económicas –, eis todo o ideal germanista dos Benst, dos Bismarck, dos Mommsen, que por um conjunto de circunstâncias se tornou o ideal político de Oliveira Martins e que evidentemente está orientando o novo reinado, observaria, já falecido Oliveira Martins, Silva Cordeiro no seu livro notabilíssimo A crise. Efetivamente, D. Carlos adivinhara em Oliveira Martins o seu estadista, o seu colaborador, muito embora as exigências do pacto constitucional o impedissem de lhe evitar a queda. Tanto Oliveira Martins o reconheceu, que o seu Príncipe Perfeito seria dedicado ao moço Rei, mais tarde sacrificado pelos mesmos partidos que a ele lhe haviam imposto o pior dos ostracismos.
Em Mouzinho da Silveira:
Em nota ao seu livro A crise, escrevia já em 1895 o grande e malogrado espírito que foi o professor Silva Cordeiro: «Interessantíssimos são, por mais de um aspeto, estes artigos do sr. Laranjo com os quais o público português nada perderia, se o autor os englobasse em opúsculo. Uma observação profundamente verdadeira, aí registada, é que os economistas anteriores à revolução liberal valem geralmente mais que os subsequentes quando, perdida a tradição da economia e dos costumes nacionais, passaram a fazer cópia de economistas estrangeiros; os primeiros, pelo contrário, menos teóricos, mais portugueses, deixaram obra útil que o francesismo liberalão logo pôs de parte.» Referia-se Silva Cordeiro ao trabalho valioso do doutor José Frederico Laranjo, Os estudos económicos em Portugal, saído primeiramente no Instituto e depois, ao que parece, reunido em volume. Com uma notável antecipação crítica, o doutor Frederico Laranjo, ao historiar as ideias dos economistas nacionais, declara sem hesitações que a «revolução portuguesa de 1820 e o regime liberal, que se lhe seguiu depois de várias lutas, cedo perderam de vista os elementos tradicionais característicos, para ficarem de todo sob o influxo de filosofia da época, cuja corrente lhes tinha dado direção».
Silva Cordeiro denuncia o mesmo facto e alude com verdade e justiça à obra dessa meia-dúzia de autores esquecidos, que antecederam entre nós o desvario reformista do Constitucionalismo. É-me grato prestar-lhes também homenagem, contemplando no seu esforço persistente e iluminado de bons amigos da riqueza e da prosperidade da pátria a influência benéfica do reinado de D. Maria I, mais modesto, mas, sem dúvida, mais em harmonia com a satisfação do interesse coletivo, de que a empertigada ditadura pombalina. Deixaram eles lembrança de si nos cinco volumes das Memórias Económicas, da Academia, onde predominam com vigoroso destaque Domingos Vandeli, Rodrigues de Brito, Vila-Nova Portugal, entre muitos que ainda merecem hoje a nossa atenção e o nosso estudo.
(...)
Ora tanto José Frederico Laranjo como Silva Cordeiro palpitaram bem as raízes nacionalistas desses olvidados e modestos obreiros. É uma plêiade brilhante, a que novos nomes se vieram associar. Lembrarei o do desembargador José Acúrsio das Neves, para nós um conhecido, como mestre que é da nossa Contrarrevolução. Agonizava José Acúrsio das Neves, quando em 34 o ódio liberalista o perseguiu na sua aldeia distante. Para morrer em paz, só teve um palheiro onde se abrigar...
(...)
Imagino suficientemente demonstrada a insensatez reformadora de Mouzinho da Silveira. «A falência de critério que presidiu à transplantação do sistema administrativo da França é tanto mais para reparos – comenta o senhor dr. Lino Neto –, quanto é certo que, ao tempo, na imprensa e na tribuna francesa, estava ele sendo vivamente combatido. La Fayette chegou mesmo a pensar em acomodar à França as instituições administrativas locais da península ibérica.» Efetivamente, o sistema francês ruíra no mais estrondoso dos insucessos. E muito antes de Mouzinho da Silveira no-lo vestir como uma camisa de forças, já Royer-Collard o condenava em termos singularmente vigorosos. «Nós vimos a velha sociedade desaparecer e com ela essa multidão de instituições domésticas e de magistraturas independentes que ela abrigava no seu seio, feixe poderoso de direitos privados, verdadeiras repúblicas na monarquia.» Outro tanto sucederia entre nós com Mouzinho, na sua ação destrutiva. «A enxertia do regime liberalista fizeram-na legisladores, estadistas e literatos – pondera Silva Cordeiro –, copiando leis francesas por amor da arte, sem a circunspeção que a história e o carácter nacional impunham. Está nisso provavelmente, uma das causas da anarquia violenta de 1836-1847 e da anarquia mansa que lhe sucedeu.»
Em "O velho Teófilo":
Deriva de Littré e de Laffite o falso positivismo de Teófilo. Teófilo está até incorporado nos orgulhosos de entendimento, de quem Comte escrevia: «Os sábios atuais são profundamente indignos de uma alta missão social pela sua dupla ausência característica de pensamentos gerais e de sentimentos elevados.» Riamos, pois, desse positivista por bastardia que é Teófilo Braga! Já o espírito profundo de Silva Cordeiro punha reservas ao positivismo do velho professor. De facto, é um positivismo que só se acredita em públicos semianalfabetos, como são aqueles em que Teófilo pontifica.
- Em "El-Rei D. Carlos":
Os princípios basilares em que se apoiaria a nova ordem de coisas reduziam-se, à alemã, no militarismo e nas reformas económicas, com o elemento político substituído pelo elemento administrativo, com a representação orgânica dos municípios e das classes substituindo a representação parlamentar dos partidos.