ESTUDOS PORTUGUESES
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      • Almeida Garrett, 1799-1854
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      • Rocha Peixoto, 1866-1909
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    • Publicações aconselhadas, 1914-16
    • Integralismo Lusitano - Periódicos e Editoras
    • Afonso Lopes Vieira, 1878-1946 >
      • 1918 - O Encoberto (Poema)
      • 1922 - Em demanda do Graal
      • 1935 - Éclogas de agora
      • Quatro Cantares
    • Adriano Xavier Cordeiro , 1880-1919
    • Hipólito Raposo, 1885-1953
    • Luís de Almeida Braga, 1886-1970
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      • A Rainha Santa
      • 1916 - A Teoria da Nobreza
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        • 0. Preâmbulo
        • I. A origem e a natureza da realeza tradicional portuguesa
        • II. O caráter orgânico e democrático da monarquia medieval portuguesa
        • III. A formação das instituições representativas e o papel das Cortes
        • IV. A origem das Cortes e a representação dos Concelhos
        • V. O caráter consultivo das Cortes e a soberania Real
        • VI. O pacto fundamental e a legitimidade da Monarquia
        • VII. Reflexões sobre o Estado, a Nação e o Pacto na Tradição Política Portuguesa
        • VIII. O Absolutismo, o Pombalismo e a Reação Tradicionalista
        • IX. A Legitimidade Dinástica e Institucional na História Portuguesa
        • X. O Papel das Cortes na Monarquia Nova e a Representação dos Corpos Sociais
        • XI. Crise do Estado, Crítica ao Individualismo e Perspectivas de Renovação
      • 1924 - A Aliança Peninsular >
        • Assentando posições (conversa preliminar)
        • A unidade hispânica
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        • O lenço de Verónica [in "A Aliança Peninsular"]
        • Pecados velhos [in "A Aliança Peninsular"]
        • Quinas de Portugal [in "A Aliança Peninsular"]
        • Errata necessária [in "A Aliança Peninsular"]
        • A "lenda negra" [In "A Aliança Peninsular"]
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A apologia da guerra

António Sardinha

"A lição de Santo Agostinho (De civitate Dei) surgia apelativa: como no declínio da Roma antiga, com virtudes ancestrais moribundas, como a obediência e a dedicação, perante "a mesa posta do Prazer" e do "Oiro subornante", o castigo viera nas hordas bárbaras para que a palavra de Cristo pudesse ser ouvida, também agora a guerra podia ser esse castigo, a necessária via de expiação que iria abrir as portas para uma Cidade Nova."

​- J. M. Quintas, ["Sob o signo de Antígona" in Filhos de Ramires, 2004, p. 204; vide pp. 202-204.]

Uma ocasião os de Hipona viram um oceano bravo de cabeças ondular e crescer, até ir quebrar-se-lhes de encontro aos muros. Os bárbaros chegavam. « Mas isto é o fim do Mundo! » — gritaram de pânico os habitantes da cidade. Porém, Agostinho, seu bispo, serenou-os logo com a palavra ungida:  "Não é o fim, é o principio!"​

[...]


E quem sabe, quem sabe, se a civilização arrependida da dureza do seu orgulho, não vai tornar Joseph de Maistre o profeta de uma ordem social cristã, com o Homem-Branco [o papa], presidindo na sua fraqueza terrena ao concerto das nações reconciliadas em Jesus?!

Até a pobreza em que o devorismo da guerra nos há-de deixar é uma graça celeste amanhecendo sobre nós. O luxo dos outros não será mais a nossa tentação. Teremos que recomeçar no amanho das fortunas, — ricos e miseraveis, estreitam-se nas mesmas privações, na angustia dos mesmos perigos. Os pais chorarão pelos filhos mortos, mas ensinam aos netos a glória do nome familiar. Os filhos medrarão debaixo da lembrança dos pais caídos pela courela natalícia, será o título futuro da sua admissão social. A sequência restabelece-se, já não ha individuos, marchando ao capricho do seu bel-prazer. Há só a continuidade de um pensamento, transmitindo-se através das idades. Está reunido o concílio pleno da História: — Finados e Nascituros aliam-se por meio de nós. Oh, louvada seja a guerra que matou a Revolução!

"A apologia da guerra", Nação Portuguesa, ano I, n.º 5, Novembro de 1914, pp. 151-161.
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António Sardinha, 1887-1925​
"A apologia da guerra", Nação Portuguesa, ano I, n.º 5, Novembro de 1914, pp. 151-161.
​​...nós não levantaríamos nem o dedo mínimo, se salvar Portugal fosse salvar o conúbio apertado de plutocratas e arrivistas em que para nós se resumem, à luz da perfeita justiça, as "esquerdas" e as "direitas"!

​​- António Sardinha (1887-1925) - 
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​www.estudosportugueses.com​

​2011-2025
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