As últimas palavras do sr. Sidónio Pais - "Morro bem, rapazes ! Salvem a pátria."
As notícias do Correio da Manhã, do Rio de Janeiro, acerca do assassínio do presidente Sidónio Pais
DE PORTUGAL
A prisão do sr. Telles de Vasconcelos
Lisboa, 13 (A. H.). Na sessão de hoje da Camara, o secretario da interior explicou as razões pelas quais não pode comparecer, como desejava, a sessão da véspera.
Referindo-se à prisão de Telles de Vasconcellos, o secretário do interior declarou que o governo acha perigosa a permanência em Portugal desse indivíduo. Acrescentou que o governo tem em seu poder documentos que justificam plenamente esta sua resolução.
O sr. Telles de Vasconcellos
Lisboa, 14 (A. H.) - O sr. Telles de Vasconcellos seguiu para a Espanha, acompanhado de alguns guardas da policia civil desta capital.
Decretação do estado de sítio
Lisboa. 14 (A. H.) - Na sessão do Senado, foi hoje aprovada a decretação do estado de sitio, com a suspensão parcial de garantias até o dia 10 do próximo mês de janeiro.
A prorrogação do estado de sítio
Lisbaa, 14 (A. A.) - Está sendo discutido no Senado o projecto de prorrogação do estado de sítio, combatido veementemente pelo sr. Machado dos Santos.
O assalto ao Grémio Lusitano
Lisboa, 14 (A. A.) - A Situação transcreve a portaria que nomeia uma comissão de inquérito para investigar os factos ocorridos no dia 8 do corrente e apurar responsabilidades no assalto feito ao Grémio Lusitano.
Uma sessão agitada na Câmara
Lisboa, 14 (A. A.) — A sessão realizada ontem na Camara dos Deputados, e em que se discutiu a expulsão, para fora do território do pais do sr. Telles de Vasconcellos, foi agitadíssima, resolvendo-se, afinal, a sua situação. Desse modo, seguiu hoje para a fronteira o deputado Telles de Vasconcellos.
O sr. Ferreira, ministro do Interior, ouvido sobre o assunto, declarou ser perigosa a entrada daquele deputado no país, acrescentando ter documentos que justificam, cabalmente, a resolução do governo em expulsá-lo.
[Correio da Manhã, Rio de Janeiro, 15 de Dezembro de 1918, p. 1.]
O presidente Sidónio Pais foi assassinado ante-ontem em Lisboa. / O crime deu-se quando o chefe da nação penetrava na estação do Rossio, a fim de tomar um comboio que o levaria ao Porto. / Em todo o Portugal causou indignação e profundo pezar a notícia do brutal atentado.
Uma carta que compromete o Sr. Magalhães Lima / Caso falhasse o primeiro atentado, outro estava preparado
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