Fernando Pacheco de Amorim
Fernando Bayolo Pacheco de Amorim (1920–1999) foi um destacado académico, antropólogo e político português, conhecido pela defesa do espaço económico português. Nasceu em Coimbra, em 6 de Setembro de 1920, e faleceu em Vila Nova de Gaia, em 4 de Maio de 1999.
Percurso Académico
Atividade Política
Obras
Relações Familiares
Era filho do matemático Diogo Pacheco de Amorim e tio de Diogo Pacheco de Amorim, atual deputado (2025) do partido Chega.
Percurso Académico
- Foi professor na Universidade de Coimbra, onde lecionou as cadeiras de Etnologia Geral e Etnologia Regional.
- Exerceu funções como Secretário-Geral da Universidade Livre do Porto e foi um dos impulsionadores da Universidade Portucalense.
- Especializou-se em antropologia e etno-sociologia, com particular foco nas populações dos territórios ultramarinos sob administração portuguesa.
Atividade Política
- Identificado com o ideário monárquico, defendeu a criação de uma Comunidade Económica Portuguesa, sendo muito crítico do chamado "processo de descolonização".
- Foi fundador e primeiro presidente da Liga Popular Monárquica (LPM) organização política criada em 1964, em defesa da presença institucional de monárquicos na política, juntamente com João Vaz Serra de Moura e Henrique de Ataíde. Em 1971, a LPM integrou a Convergência Monárquica, de que veio a resultar, em Maio de 1974, a fundação do Partido Popular Monárquico (PPM).
- Após o golpe militar de 25 de Abril de 1974 não transitou para o recém-criado PPM (fundado em maio de 1974 por figuras como Gonçalo Ribeiro Telles, vindas da oposição ao regime), optando por fundar o Movimento Federalista Português (MFP), que deu origem ao Partido do Progresso, proibido de concorrer às eleições em 1975. Este movimento defendia a manutenção de laços entre Portugal e as províncias ultramarinas através de um modelo federal.
- Pacheco de Amorim foi um dos principais ideólogos civis que apoiaram o General António de Spínola, colaborando na formulação de conceitos políticos que visavam uma transição controlada após 1974. Viveu exilado em Madrid, onde continuou a publicar obras críticas à nova ordem política em Portugal.
Obras
- Condições de Uma Política de Verdadeira Integração (1961)
- Três Caminhos da Política Ultramarina (1962)
- Da Lei Orgânica do Ultramar (1963)
- Unidade Ameaçada: O Problema Ultramarino (1963)
- Para Onde Vamos? – O Problema Ultramarino (1965)
- Na Hora da Verdade: Colonialismo e Neo-Colonialismo na Proposta de Lei de Revisão Constitucional (1971)
- Portugal Traído (1975)
- Manifesto contra a Traição, 3 volumes, 1976).
Relações Familiares
Era filho do matemático Diogo Pacheco de Amorim e tio de Diogo Pacheco de Amorim, atual deputado (2025) do partido Chega.