Francisco Rolão Preto - A Monarquia é a Restauração da Inteligência - 1920
CAPÍTULO PRIMEIRO
O pragmatismo da guerra
O pragmatismo da guerra
O Nacionalismo
A Floração Nacionalista
Universalismo Socialista
RESUMO
Interpretando a Primeira Guerra Mundial como o colapso definitivo das ilusões pacifistas e internacionalistas da véspera, Rolão Preto defende que o conflito revelou a permanência da luta, do sacrifício e da necessidade histórica como leis imutáveis da vida dos povos, contra a “utopia” romântica que as pretendia superadas. A partir desta leitura, o capítulo desenvolve-se em três momentos articulados:
O capítulo abre com dois epígrafes de registo distinto: um de Maurras, de conteúdo doutrinário (o colapso de “sistemas de ideias” perante a guerra); outro de Anatole France, de valor literário e evocativo (o pressentimento da iminência do conflito). O capítulo fecha anunciando a discussão subsequente da Primeira e da Segunda Internacional.
- O Nacionalismo — apresentado como a única doutrina capaz de fazer coincidir o interesse do indivíduo com o da sociedade, ao conceber o homem não como fim da organização social mas como função orgânica da nação; o sacrifício de guerra é invocado como prova viva dessa identificação.
- A Floração Nacionalista — Sustenta que o desmembramento político do pós-guerra (Finlândia, Estónia, Polónia, checoslovacos, jugoslavos, Arménia, Síria, Egipto, entre outros) confirma empiricamente a tese da “autocriação nacionalista”, isto é, a tendência natural dos povos para a diferenciação nacional, visível tanto nas pequenas nações emergentes como no imperialismo renovado das grandes potências (Grã-Bretanha, EUA, Japão, Itália, França).
- Universalismo Socialista — contrapõe-se a este nacionalismo triunfante o fracasso do internacionalismo socialista, ilustrado factualmente pelo colapso da Segunda Internacional em Agosto de 1914: perante a guerra, o operariado europeu revelou que o vínculo à pátria era mais forte do que a solidariedade abstracta de classe. O assassinato de Jaurès, às vésperas da declaração de guerra, é invocado como símbolo desse desmentido histórico ao sonho da “nação universal”.
O capítulo abre com dois epígrafes de registo distinto: um de Maurras, de conteúdo doutrinário (o colapso de “sistemas de ideias” perante a guerra); outro de Anatole France, de valor literário e evocativo (o pressentimento da iminência do conflito). O capítulo fecha anunciando a discussão subsequente da Primeira e da Segunda Internacional.