FRANCISCO ROLÃO PRETO
A Monarquia
é a
Restauração da Inteligência
é a
Restauração da Inteligência
LISBOA
1920
On ne peut rien comprendre d'humain
sans comprendre leur ilusion.
MAURRAS
sans comprendre leur ilusion.
MAURRAS
ÍNDICE
CAPÍTULO I - O PRAGMATISMO DA GUERRA
Interpretando a Primeira Guerra Mundial como o colapso das ilusões pacifistas, internacionalistas e socialistas, Rolão Preto defende que o conflito revelou a permanência da luta, do sacrifício e da necessidade histórica. A partir dessa leitura, apresenta o nacionalismo como uma doutrina capaz de unir indivíduo, sociedade e Estado em torno de um interesse comum, contrapondo-o ao universalismo socialista, considerado abstrato e incapaz de resistir ao apelo concreto da pátria, das fronteiras e da identidade nacional
CAPÍTULO II - A FALÊNCIA DA INTERNACIONAL
Interpretando a Primeira Guerra Mundial como o colapso das ilusões pacifistas, internacionalistas e socialistas, Rolão Preto defende que o conflito revelou a permanência da luta, do sacrifício e da necessidade histórica. A partir dessa leitura, apresenta o nacionalismo como uma doutrina capaz de unir indivíduo, sociedade e Estado em torno de um interesse comum, contrapondo-o ao universalismo socialista, considerado abstrato e incapaz de resistir ao apelo concreto da pátria, das fronteiras e da identidade nacional.
CAPÍTULO III - A INTERNACIONAL E O NACIONALISMO
Análise da relação entre internacionalismo socialista e nacionalismo, tomando como ponto de partida o episódio da «Maison du Peuple», em Bruxelas, durante a invasão alemã da Bélgica em 1914. Rolão Preto argumenta que a posição atribuída a Koster, ao desvalorizar conceitos como honra, direito internacional e compromissos nacionais como expressões burguesas, estava de acordo com a lógica do socialismo internacional marxista. Em seguida, discute a formação da Associação Internacional Operária, o papel decisivo de Karl Marx na consolidação da Internacional e a tensão entre a ficção de uma solidariedade proletária universal e as forças concretas do poder, do egoísmo individual e das identidades nacionais. A conclusão é que tanto a Primeira como a Segunda Internacional falharam por negarem a diversidade histórica, nacional e humana, demonstrando que o instinto nacional e a força dos indivíduos prevaleceram sobre o ideal abstrato da pátria universal.
CAPÍTULO IV - OS SOCIALISTAS E A GUERRA
Analisa a atitude dos socialistas italianos perante a Primeira Guerra Mundial, destacando a oposição do socialismo ufficiale à intervenção da Itália, a sua defesa da neutralidade e da Internacional socialista. Rolão Preto expõe a sua interpretação, vendo essa ação como convergente com os interesses germânicos e contraposta ao nacionalismo intervencionista.
CAPÍTULO V - FALÊNCIA DA DEMOCRACIA
CAPÍTULO VI - A DITADURA DO PROLETARIADO
VII - O DILEMA
VIII - A MONARQUIA SOCIAL
IX - A RESTAURAÇÃO DA INTELIGÊNCIA
Interpretando a Primeira Guerra Mundial como o colapso das ilusões pacifistas, internacionalistas e socialistas, Rolão Preto defende que o conflito revelou a permanência da luta, do sacrifício e da necessidade histórica. A partir dessa leitura, apresenta o nacionalismo como uma doutrina capaz de unir indivíduo, sociedade e Estado em torno de um interesse comum, contrapondo-o ao universalismo socialista, considerado abstrato e incapaz de resistir ao apelo concreto da pátria, das fronteiras e da identidade nacional
CAPÍTULO II - A FALÊNCIA DA INTERNACIONAL
Interpretando a Primeira Guerra Mundial como o colapso das ilusões pacifistas, internacionalistas e socialistas, Rolão Preto defende que o conflito revelou a permanência da luta, do sacrifício e da necessidade histórica. A partir dessa leitura, apresenta o nacionalismo como uma doutrina capaz de unir indivíduo, sociedade e Estado em torno de um interesse comum, contrapondo-o ao universalismo socialista, considerado abstrato e incapaz de resistir ao apelo concreto da pátria, das fronteiras e da identidade nacional.
CAPÍTULO III - A INTERNACIONAL E O NACIONALISMO
Análise da relação entre internacionalismo socialista e nacionalismo, tomando como ponto de partida o episódio da «Maison du Peuple», em Bruxelas, durante a invasão alemã da Bélgica em 1914. Rolão Preto argumenta que a posição atribuída a Koster, ao desvalorizar conceitos como honra, direito internacional e compromissos nacionais como expressões burguesas, estava de acordo com a lógica do socialismo internacional marxista. Em seguida, discute a formação da Associação Internacional Operária, o papel decisivo de Karl Marx na consolidação da Internacional e a tensão entre a ficção de uma solidariedade proletária universal e as forças concretas do poder, do egoísmo individual e das identidades nacionais. A conclusão é que tanto a Primeira como a Segunda Internacional falharam por negarem a diversidade histórica, nacional e humana, demonstrando que o instinto nacional e a força dos indivíduos prevaleceram sobre o ideal abstrato da pátria universal.
CAPÍTULO IV - OS SOCIALISTAS E A GUERRA
Analisa a atitude dos socialistas italianos perante a Primeira Guerra Mundial, destacando a oposição do socialismo ufficiale à intervenção da Itália, a sua defesa da neutralidade e da Internacional socialista. Rolão Preto expõe a sua interpretação, vendo essa ação como convergente com os interesses germânicos e contraposta ao nacionalismo intervencionista.
CAPÍTULO V - FALÊNCIA DA DEMOCRACIA
CAPÍTULO VI - A DITADURA DO PROLETARIADO
VII - O DILEMA
VIII - A MONARQUIA SOCIAL
IX - A RESTAURAÇÃO DA INTELIGÊNCIA
INTRODUÇÃO
Diante das ruínas que a ficção e o orgulho dos homens espalharam pelo mundo, a inteligência reconquista o seu lugar redentor.
Em pó se desfaz a mentira socialista, em pedaços se quebrou o ídolo democrata; a verdade política surge das trevas apocalípticas desta confusão babilónica de paixões desenfreadas.
Através do sacrifício amargo destes tempos de tragédia, o plano divino restaura para as nossas consciências esclarecidas o sentido profundo dos seus eternos mandamentos.
Quando a tempestade passar reflorirá então mais brilhante a virtude salvadora dos eternos princípios. Assim pensa também o grande espírito que é Enrico Corradini, o chefe admirável da Ideia Nazionale.
Ao inquérito que assim lhe dirigimos:
- Devemos crer no triunfo do Nacionalismo, na restauração da Inteligência por cima da mentira democrata?
Devemos crer no triunfo da ordem latina, da ordem clássica que abraçará e irmanara todos os povos herdeiros da civilização romana - França, Espanha Itália e Portugal?
Devemos crer que a Nação vencerá os seus inimigos internos como vencerá os seus inimigos externos no campo de batalha?
Devemos crer no futuro da Civilização Latina, da tradição e da cultura Latina?
Corradini respondeu estas esplêndidas linhas que são mais que uma introdução à nossa obra, pois que são uma ardente oração nacionalista, uma afirmação de fé e de esperança no nacionalismo:
Em pó se desfaz a mentira socialista, em pedaços se quebrou o ídolo democrata; a verdade política surge das trevas apocalípticas desta confusão babilónica de paixões desenfreadas.
Através do sacrifício amargo destes tempos de tragédia, o plano divino restaura para as nossas consciências esclarecidas o sentido profundo dos seus eternos mandamentos.
Quando a tempestade passar reflorirá então mais brilhante a virtude salvadora dos eternos princípios. Assim pensa também o grande espírito que é Enrico Corradini, o chefe admirável da Ideia Nazionale.
Ao inquérito que assim lhe dirigimos:
- Devemos crer no triunfo do Nacionalismo, na restauração da Inteligência por cima da mentira democrata?
Devemos crer no triunfo da ordem latina, da ordem clássica que abraçará e irmanara todos os povos herdeiros da civilização romana - França, Espanha Itália e Portugal?
Devemos crer que a Nação vencerá os seus inimigos internos como vencerá os seus inimigos externos no campo de batalha?
Devemos crer no futuro da Civilização Latina, da tradição e da cultura Latina?
Corradini respondeu estas esplêndidas linhas que são mais que uma introdução à nossa obra, pois que são uma ardente oração nacionalista, uma afirmação de fé e de esperança no nacionalismo:
Egregio Signore:
1.º - Il Nazionalismo è, non transitorio, ma immanente. E' la conoscenza delle leggi per cui le nazioni vivono e si ingrandiscono, ed è la pratica di queste leggi. Esso può essere ad ora ad ora oscurato, come conscenza, e sconvolto, come pratica, dal socialismo e dalla demagogia; ma, è immanente e senza di esso e contro di esso i popoli non sono nazioni e le nazioni muoiono. Perciò credo che tutte le ore oggi e sempre, siano del Nazionalismo. Credo molto nelle nazioni Italia, Francia, Spagna, Portogallo, ecc. ecc.; non credo nell «ordine latino» di tali nazioni, dico politico, se per questo non si intenda aleanza.
2.º - I nemici interni delle nazioni degne di questo nome sono la cronaca che passa, la vittoria delle nazioni e degli stati sopra di loro è la storia immortale. Con questo ho risposto alla seconda domanda.
3.º - E alla terza domanda rispondo che la civiltà latina è fra tutte la più splendida e oggi è in piena Vitalità. Altre civiltà che sembrano minacciarla, si nutrono di lei. Come possiamo dunque prevedere la sua fine?
2.º - I nemici interni delle nazioni degne di questo nome sono la cronaca che passa, la vittoria delle nazioni e degli stati sopra di loro è la storia immortale. Con questo ho risposto alla seconda domanda.
3.º - E alla terza domanda rispondo che la civiltà latina è fra tutte la più splendida e oggi è in piena Vitalità. Altre civiltà che sembrano minacciarla, si nutrono di lei. Come possiamo dunque prevedere la sua fine?
Enrico Corradini
[ 1.º O nacionalismo não é transitório, mas imanente. É o conhecimento das leis pelas quais as nações vivem e crescem, e é a prática dessas leis. O seu conhecimento pode ser obscurecido por vezes, e a sua prática pode ser subvertida pelo socialismo e pela demagogia; mas é imanente, e sem ele e contra ele, os povos não são nações, e as nações morrem. Por isso, creio que todos os momentos, hoje e sempre, pertencem ao nacionalismo. Creio profundamente nas nações de Itália, França, Espanha, Portugal, etc., etc.; não creio na "ordem latina" destas nações, digo ordem política, se por isso não se entende aliança.
2.º Os inimigos internos das nações dignas desse nome são meras notícias passageiras; a vitória das nações e dos Estados sobre eles é história imortal. Com isto, respondi à segunda questão.
3.º E à terceira questão, respondo que a civilização latina é a mais esplêndida de todas e está hoje em plena vitalidade. Outras civilizações que parecem ameaçá-la alimentam-se dela. Como podemos, então, prever o seu fim?
2.º Os inimigos internos das nações dignas desse nome são meras notícias passageiras; a vitória das nações e dos Estados sobre eles é história imortal. Com isto, respondi à segunda questão.
3.º E à terceira questão, respondo que a civilização latina é a mais esplêndida de todas e está hoje em plena vitalidade. Outras civilizações que parecem ameaçá-la alimentam-se dela. Como podemos, então, prever o seu fim?
Enrico Corradini ]
"uma ardente oração nacionalista, uma afirmação de fé e de esperança no nacionalismo."
(palavras de Rolão Preto a respeito da resposta de Enrico Corradini (1896-1931) ao inquérito que lhe submeteu, resumindo o seu próprio sentir e pensamento. De notar que Corradini, em 1920, era ainda o director de L'Idea Nazionale. Isto acontecia três anos antes da adesão de Corradini ao fascismo, de que Rolão Preto se virá a demarcar ideologicamente).
(palavras de Rolão Preto a respeito da resposta de Enrico Corradini (1896-1931) ao inquérito que lhe submeteu, resumindo o seu próprio sentir e pensamento. De notar que Corradini, em 1920, era ainda o director de L'Idea Nazionale. Isto acontecia três anos antes da adesão de Corradini ao fascismo, de que Rolão Preto se virá a demarcar ideologicamente).
CAPÍTULO OITAVO
A MONARQUIA SINDICAL
A MONARQUIA SINDICAL
Apresentados os princípios gerais - Os doze Princípios da Produção:
I. Negamos que a organização social possa ter por base o indivíduo.
II. Negamos a dissociação dos elementos de produção nacional, isto é, negamos a existência isolada das classes, artificio que põe em litígio as componentes necessários de um mesmo todo.
III. Negamos a solidariedade do proletariado universal, por cima e contra as fronteiras sagradas da nação.
IV. Condenamos a liberdade de trabalho, a livre concorrência, a liberdade de comércio, por contrárias à Produção. Não consideramos direitos sem obrigações.
V. Condenamos a centralização democrática, o monopólio parlamentar e toda a acção das assembleias políticas sobre a gestão e dinâmica da Produção.
VI. Condenamos toda a organização de produtores que não seja pura e nitidamente profissional.
VII. Afirmamos que a Família é a célula primária da sociedade.
VIII. Afirmamos que a Produção é o conjunto dinâmico (orgânico) das suas três partes essenciais: capital, dirigentes e operários.
IX. Afirmamos que o «grupo económico» (Sindicato, Corporação, Oficio, etc.) é a base da Produção.
X. Proclamamos o Rei [mais tarde, em 1933, será "o Estado", como na versão espanhola (de notar que, após o 28 de Maio de 1926, o Integralismo Lusitano suspendeu a reivindicação política monárquica)], chefe da produção nacional e a obrigatoriedade do trabalho que neste momento assiste a todos os Portugueses.
XI. Proclamamos a propriedade um direito sagrado, por interesse nacional e por interesse da Produção.
XII. Proclamamos a «Nação eterna», razão primeira da nossa existência social; a Nação viva e activa, através da cor específica da «Província», da «Região» e do «grupo económico».
Nem luta de classes (marxismo), nem colaboração de classes (neo-democratismo), mas sim Sindicalismo Orgânico - Solidariedade, Mutualidade, Justiça.
I. Negamos que a organização social possa ter por base o indivíduo.
II. Negamos a dissociação dos elementos de produção nacional, isto é, negamos a existência isolada das classes, artificio que põe em litígio as componentes necessários de um mesmo todo.
III. Negamos a solidariedade do proletariado universal, por cima e contra as fronteiras sagradas da nação.
IV. Condenamos a liberdade de trabalho, a livre concorrência, a liberdade de comércio, por contrárias à Produção. Não consideramos direitos sem obrigações.
V. Condenamos a centralização democrática, o monopólio parlamentar e toda a acção das assembleias políticas sobre a gestão e dinâmica da Produção.
VI. Condenamos toda a organização de produtores que não seja pura e nitidamente profissional.
VII. Afirmamos que a Família é a célula primária da sociedade.
VIII. Afirmamos que a Produção é o conjunto dinâmico (orgânico) das suas três partes essenciais: capital, dirigentes e operários.
IX. Afirmamos que o «grupo económico» (Sindicato, Corporação, Oficio, etc.) é a base da Produção.
X. Proclamamos o Rei [mais tarde, em 1933, será "o Estado", como na versão espanhola (de notar que, após o 28 de Maio de 1926, o Integralismo Lusitano suspendeu a reivindicação política monárquica)], chefe da produção nacional e a obrigatoriedade do trabalho que neste momento assiste a todos os Portugueses.
XI. Proclamamos a propriedade um direito sagrado, por interesse nacional e por interesse da Produção.
XII. Proclamamos a «Nação eterna», razão primeira da nossa existência social; a Nação viva e activa, através da cor específica da «Província», da «Região» e do «grupo económico».
Nem luta de classes (marxismo), nem colaboração de classes (neo-democratismo), mas sim Sindicalismo Orgânico - Solidariedade, Mutualidade, Justiça.