Na Feira dos Mitos - Ideias & Factos
António Sardinha
António Sardinha
- Na Feira dos Mitos - Ideias & Factos -
(1ª ed., 1926; 2ª ed., Edições GAMA, 1942)
- Na Feira dos Mitos - Ideias & Factos -
(1ª ed., 1926; 2ª ed., Edições GAMA, 1942)
Índice
Eu, pecador me confesso...
[ Prefácio, ass. em Elvas, Quinta do Bispo, 16 de Novembro de 1921 ]
Alva da Páscoa
Do valor da Tradição
Monsieur Homais em Patmos
[ Guerra Junqueiro ]
Jornada de uma ideia
A "Lenda Negra"
[ acerca dos Jesuítas ]
O velho Teófilo
A voz dos Bispos
A nova Rússia
[ antes da Revolução Bolchevique ]
Na morte do Senhor
O espírito universitário
[ espírito jurídico ]
A «Carta»
[ A Carta Constitucional de 29 de Abril de 1926 ]
O Brasil
Os Jesuítas e as Letras
Évora-Monte
[ 1834 ]
Santo António
Pátria e Monarquia
24 de Julho
O «milagre» de Ourique
As "Linhas de Elvas"
Nun'Álvares
Juxta Crucem
Os Judeus e os Descobrimentos
Com João Coutinho
Ciência e Democracia
[ acerca de uma conferência de Almeida Lima - Mocidade Republicana ]
A estátua do Marquês
[ Obra da Maçonaria ]
Aljubarrota
No Forte da Graça
[ por ocasião da prisão de Afonso Costa em Elvas, 1918]
Natal
Um Vereador
[ António Lino Neto]
Mgr. Ragonesi
[ acerca da visita a Lisboa de Mons. Ragonesi em Julho de 1918]
No Parlamento
[ 1918 - uma representação dos monárquicos no parlamento da república ]
E agora?
[ após o assassínio de Sidónio Pais ]
Sinal da Raça
A moral da derrota
Nocturno de S. Silvestre
Eu, pecador me confesso...
[ Prefácio, ass. em Elvas, Quinta do Bispo, 16 de Novembro de 1921 ]
Alva da Páscoa
Do valor da Tradição
Monsieur Homais em Patmos
[ Guerra Junqueiro ]
Jornada de uma ideia
A "Lenda Negra"
[ acerca dos Jesuítas ]
O velho Teófilo
A voz dos Bispos
A nova Rússia
[ antes da Revolução Bolchevique ]
Na morte do Senhor
O espírito universitário
[ espírito jurídico ]
A «Carta»
[ A Carta Constitucional de 29 de Abril de 1926 ]
O Brasil
Os Jesuítas e as Letras
Évora-Monte
[ 1834 ]
Santo António
Pátria e Monarquia
24 de Julho
O «milagre» de Ourique
As "Linhas de Elvas"
Nun'Álvares
Juxta Crucem
Os Judeus e os Descobrimentos
Com João Coutinho
Ciência e Democracia
[ acerca de uma conferência de Almeida Lima - Mocidade Republicana ]
A estátua do Marquês
[ Obra da Maçonaria ]
Aljubarrota
No Forte da Graça
[ por ocasião da prisão de Afonso Costa em Elvas, 1918]
Natal
Um Vereador
[ António Lino Neto]
Mgr. Ragonesi
[ acerca da visita a Lisboa de Mons. Ragonesi em Julho de 1918]
No Parlamento
[ 1918 - uma representação dos monárquicos no parlamento da república ]
E agora?
[ após o assassínio de Sidónio Pais ]
Sinal da Raça
A moral da derrota
Nocturno de S. Silvestre
Em Na Feira dos Mitos - Ideias & Factos (1ª edição, 1926), se reuniram as prosas de António Sardinha publicadas no jornal A Monarquia, entre Fevereiro de 1917 e Dezembro de 1919, correspondendo a um período de intensa propaganda do Integralismo Lusitano e que o próprio identificou como as suas "primeiras páginas de voluntário da Reacção."
Este foi um volume póstumo, mas ainda organizado e preparado pelo Autor que, "ao olhar para trás, num exame rápido do caminho andado", em Novembro de 1921, escreveu o prefácio intitulado "EU, PECADOR, ME CONFESSO" onde, referindo-se à "anarquia mental" e ao "sibaritismo literário" dos seus vinte anos, escreveu: "Levanto as mãos ao Senhor, - eu que sou feito de barro grosseiro e impuro, por não me haver perdido nas estradas do Egito".
Em Outubro de 1926, em "Nota Final", os editores Hipólito Raposo e Rodrigues Cavalheiro, definiram-na como a sua obra jornalística, na "expressão mais sincera e impetuosa, no fulgor espontâneo da crítica e do comentário", acrescentando: “Ao leitor atento das obras de António Sardinha, não escaparão decerto afirmações e atitudes que foram modificadas em diverso sentido em artigos ou livros posteriores. Em mais de um passo dos seus escritos, ele se retifica a si mesmo, com a nobreza de quem, só buscando a verdade, abandona de boamente o caminho andado em vão, e com a humildade do cristão que confessa humanamente o seu erro, sem pecado de vaidade. Até nestas reconsiderações, a sua vida foi um exemplo de coragem moral e de aprumada dignidade que sempre será oportuno recordar.” (Rodrigues Cavalheiro e Hipólito Raposo in “Nota final”, Na Feira dos Mitos, 2ª edição, 1942, p. 314)
Pelo testemunho de Luís Chaves, soube-se uns anos depois que O Valor da Raça - Introdução a uma Campanha Nacional (1915) foi um livro que, por pouco, não terá sido inutilizado: “muitas vezes António Sardinha se me queixou” de que a obra "se ressentiu da precipitação com que foi feito" (Luís Chaves, "Problemas étnicos", Política, nº 10, 10 de Janeiro de 1930, p. 38).
Em meados dos anos de 1960, vem a surgir uma literatura capciosa acerca do Integralismo Lusitano e, ao encerrar-se a década, em 1969, vem mesmo a ser desenterrado um livro que Sardinha tinha anulado e retirado de circulação: O Sentido Nacional duma Existência - António Tomás Pires e o Integralismo Lusitano (1913).
J. M. Q.
Este foi um volume póstumo, mas ainda organizado e preparado pelo Autor que, "ao olhar para trás, num exame rápido do caminho andado", em Novembro de 1921, escreveu o prefácio intitulado "EU, PECADOR, ME CONFESSO" onde, referindo-se à "anarquia mental" e ao "sibaritismo literário" dos seus vinte anos, escreveu: "Levanto as mãos ao Senhor, - eu que sou feito de barro grosseiro e impuro, por não me haver perdido nas estradas do Egito".
Em Outubro de 1926, em "Nota Final", os editores Hipólito Raposo e Rodrigues Cavalheiro, definiram-na como a sua obra jornalística, na "expressão mais sincera e impetuosa, no fulgor espontâneo da crítica e do comentário", acrescentando: “Ao leitor atento das obras de António Sardinha, não escaparão decerto afirmações e atitudes que foram modificadas em diverso sentido em artigos ou livros posteriores. Em mais de um passo dos seus escritos, ele se retifica a si mesmo, com a nobreza de quem, só buscando a verdade, abandona de boamente o caminho andado em vão, e com a humildade do cristão que confessa humanamente o seu erro, sem pecado de vaidade. Até nestas reconsiderações, a sua vida foi um exemplo de coragem moral e de aprumada dignidade que sempre será oportuno recordar.” (Rodrigues Cavalheiro e Hipólito Raposo in “Nota final”, Na Feira dos Mitos, 2ª edição, 1942, p. 314)
Pelo testemunho de Luís Chaves, soube-se uns anos depois que O Valor da Raça - Introdução a uma Campanha Nacional (1915) foi um livro que, por pouco, não terá sido inutilizado: “muitas vezes António Sardinha se me queixou” de que a obra "se ressentiu da precipitação com que foi feito" (Luís Chaves, "Problemas étnicos", Política, nº 10, 10 de Janeiro de 1930, p. 38).
Em meados dos anos de 1960, vem a surgir uma literatura capciosa acerca do Integralismo Lusitano e, ao encerrar-se a década, em 1969, vem mesmo a ser desenterrado um livro que Sardinha tinha anulado e retirado de circulação: O Sentido Nacional duma Existência - António Tomás Pires e o Integralismo Lusitano (1913).
J. M. Q.
NOTA FINAL (na edição de 1942, pp. 314-315)
Por encargo de piedoso afecto, coube-nos o destino triste de inventariar e ordenar o abundante espólio literário de António Sardinha.
As páginas que formam o presente volume, são os artigos escritos pelo nosso querido amigo morto, ao acaso dos acontecimentos, muitas vezes sobre a sua mesa de redactor da
Monarquia, no período político que vai de Fevereiro de 1917 a Dezembro de 1919, correspondente à mais intensa propaganda do Integralismo Lusitano.
Elas representam, portanto, caracterisadamente, a obra jornalística de António Sardinha, na sua expressão mais sincera e impetuosa, no fulgor espontâneo da crítica e do comentário doutrinal.
Lendo-se este livro, que tem um pouco a natureza de diário, bem se compreende a distância que vai de um homem de pensamento a um escrevedor, de um doutrinário a um pedante ou literato de indústria.
Por estas palavras que à nossa saudade parecem ainda quentes da sua alma , ficam definidas em sincera projecção, as duas faces mais salientes da sua figura de pensador e de evangelista da Esperança.
Uns capítulos valem como depoimentos sobre os homens e as coisas do nosso tempo, outros transmudaram-se em profecias em que se contraprova a verdade da nossa doutrina na sua objectivação, muitos também acusam nele o analista-vidente que tantas vezes ilumina de intuição factos e aspectos que a melhor crítica deixara obscuros ou inexplicados.
Na grande fragmentação destas páginas, subsiste a estrutura interna de um tratado de bem servir a nossa Terra, escrito com o ardor de uma apologia, flama sempre acesa em altos clarões de fé e de verdade.
C o m elas, grava-se uma inscrição nova no cipo glorioso da sua passagem por este mundo, que lêem através de lágrimas os seus companheiros de ontem e os numerosos discípulos de hoje. Desaparecido Êle , mortos os ressentimentos , dispersos os rumores que latejavam aos seus golpes, a figura mental do nosso amigo engrandece-se cada vez mais, e, sem atropelos nem violências, na serena justiça da morte, António Sardinha sobe ao primeiro lugar no protesto da inteligência e da fé nacionalista contra os tendeiros do pensamento, contra a superstição das idéias-feitas, contra os falsos grandes-homens de Portugal.
A sua vida, todos o sabem hoje, passou-se num anseio permanente de elevação espiritual, a preço daquela luta áspera que tantas vezes faz sangrar o coração e que só terminou com o último alento da sua agonia.
Mas, como se a sua missão terrena não pudesse medir-se com os passos da sua curta vida, ainda de além da morte ele continua a erguer o mais ardente facho do nosso pensamento de resgate.
Ao leitor atento das obras de António Sardinha, não escaparão decerto afirmações e atitudes que foram modificadas em diverso sentido em artigos ou livros posteriores. Em mais de um passo dos seus escritos, ele se rectifica a si mesmo, com a nobreza de quem, só buscando a verdade, abandona de boamente o caminho andado em vão, e com a humildade do cristão que confessa humanamente o seu erro, sem pecado de vaidade.
Até nestas reconsiderações, a sua vida foi um exemplo de coragem moral e de aprumada dignidade que sempre será oportuno recordar.
O presente livro estava organizado e prefaciado, quando António Sardinha morreu.
Só agora pode ser publicado e cremos que em condições materiais que não causarão desagrado aos leitores devotos do seu nome, como são motivo de contentamento para nós no dever de honrar a sua memória por este encargo de testamentaria espiritual. Ao contrário dos que hão-de seguir-se, só havia que vigiar o trabalho da impressão deste volume, embora o fizéssemos com a mágoa irremediável de que o último retoque da mão do Autor não o deixasse ainda mais perfeito. Os livros que até ao presente pudemos ordenar, reunindo estudos e ensaios dispersos, agrupando e seleccionando poesias, irão sendo publicados, alguns deles conforme o plano e os títulos revelados ainda pelo Autor.
São os seguintes:
POESIA:
Era uma vez um menino... (elegias);
Roubo de Europa (poema);
«Pequena Casa Lusitana» (sonetos);
Procissão de Cinzas & Outros Poemas.
PROSA :
À sombra dos Pórticos (novos ensaios);
Durante a Fogueira (páginas da guerra);
De Vita et Moribus (casos e almas);
Purgatório das Idéias;
A prol do comum;
Da hera nas colunas;
O Processo dum Rei;
À Lareira de Castela (estudos peninsulares).
Lisboa, Outubro de 1926
RODRIGUES CAVALHEIRO e HIPÓLITO RAPOSO.
(negritos acrescentados)
[ Na feira dos mitos - Ideias & Factos, Lisboa, 1926; 2ª edição, Porto, Edições GAMA, 1942. (pdf)
Na feira dos mitos. Ideias & Factos
«Ce que j‟appelle ici antimoderne, aurait pu tout aussi bien être appelé ultramoderne.»
Jacques Maritain.
A HIPÓLITO RAPOSO
MEU CAMARADA
NOS ITINERÁRIOS
SENTIMENTAIS
DO PERIGO E DA ESPERANÇA
EM MEMÓRIA
DO TEMPO ALEGRE
QUE
IN GARLANDIA FUIMUS
MEU CAMARADA
NOS ITINERÁRIOS
SENTIMENTAIS
DO PERIGO E DA ESPERANÇA
EM MEMÓRIA
DO TEMPO ALEGRE
QUE
IN GARLANDIA FUIMUS
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