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1936_-_mihail_manoilesco___le_parti_unique_-_institution_politique_des_regimes_nouveaux.pdf

MIHAÏL MANOÏLESCO
Professeur d'Économie Politique à l'École Polytechnique de Bucarest. Ancien Ministre.


LE PARTI UNIQUE INSTITUTION POLITIQUE DES RÉGIMES NOUVEAUX


PARIS
​Les Œuvres Françaises 
​1936

RESUMO DA INTRODUÇÃO
​
Introduz uma reflexão sobre o papel e significado do partido único como instituição política inovadora do século XX, contrastando-o com formas políticas anteriores, como o pluralismo partidário do parlamentarismo do século XIX. Manoïlesco argumenta que as definições e doutrinas são frequentemente construídas a posteriori, por comentadores, e não pelos próprios criadores das instituições. Destaca que o surgimento de novas instituições resulta das necessidades dos povos e da ação de líderes instintivos, mais do que de sistemas teóricos.

O partido único é definido como o partido que, de facto ou de direito, detém exclusividade de ação política num país, tornando-se parte fundamental do regime. [ Luís de Almeida Braga citou-o a propósito da
União Nacional de Salazar]. Manoilesco observa que, apesar da sua relevância, há poucos estudos sobre o partido único, e aqueles existentes concentram-se em casos isolados, sem uma análise sociológica e teórica geral do fenómeno.

São apresentados exemplos concretos de partidos únicos que surgiram de contextos políticos diversos (Rússia, Turquia, Itália, Alemanha, Portugal), sublinhando a universalidade do fenómeno e a ausência de simples imitação entre eles. Manoilesco defende que o aparecimento espontâneo do partido único em diferentes países é um sinal de que se trata de um fenómeno geral do nosso tempo, com causas e explicações profundas.

Questiona se o partido único será uma instituição passageira, útil apenas em fases de transição revolucionária, ou se se tornará uma estrutura permanente do Estado. Enfatiza também uma característica particular destes partidos: o ascetismo e o desinteresse material da sua elite política, contrastando com outras elites históricas.

Finalmente, Manoilesco propõe examinar os problemas constitucionais e funcionais associados ao partido único, que passa a ser um órgão do Estado, com regras jurídicas próprias, questões de exclusividade política, organização interna, comando e recrutamento. O estudo pretende combinar uma análise teórica geral com a apresentação das especificidades de cada caso concreto, evidenciando a “unidade de estilo” desta instituição política moderna.
​

​INTRODUCTION
 
Pour chaque génération, il est plus facile d'interpréter les créations de ses devanciers que de définir l'esprit et le sens de ses propres créations.
Car, surtout de nos jours, les définitions, de même que les doctrines, sont plutôt des manifestations a posteriori ; elles sont l'œuvre des commentateurs et pas des créateurs.
 
Notre siècle s'enrichit de nouvelles institutions sous la poussée biologique des nécessités et sous l'impulsion de quelques grands représentants de l'instinct des peuples et non sous le guide rationnel des systèmes d'idées.
 
C'est pourquoi, la méthode empirique et la solution particulière à chaque pays et à chaque situation semblent l'emporter sur la méthode scientifique et théorique, capable de fournir des règles générales ayant une application universelle.
 
Les grands hommes d'État qui, en créant de nouveaux types d'État, ont imprimé à notre siècle son originalité politique, sont des empiriques qui ont lancé des doctrines universelles plutôt, comme M. Jourdain, « sans le savoir ». Ils ont fondé des institutions qui se ressemblent entre elles d'une manière naturelle, en dehors de toute imitation.
 
Parmi les créations politiques et sociales de notre siècle — qui pour l'historien commence en 1918 — il y en a deux, qui enrichissent d'une manière définitive le patrimoine de l'humanité. Ce sont deux institutions qui, au moins sous leur forme contemporaine, présentent une originalité et une nouveauté incontestables et qui seules parviennent à donner un relief au paysage politique de nos jours.
 
Ces deux institutions sont: la corporation et le parti unique.
 
Dans notre volume Le Siècle du corporatisme ([1]) nous avons entrepris l'examen de la genèse et de la destinée du corporatisme contemporain, de même que l'étude théorique complète de l'État corporatif.
 
Dans le présent ouvrage, nous nous proposons d'étudier cette seconde institution contemporaine, d'un caractère si surprenant et si curieux pour les idéologues « genre xix siècle », qu'est le parti unique ? ([2])
 
Qu'est-ce, d'abord, le parti unique ?
 
C'est un parti politique ayant seul — de fait ou de droit — la liberté d'action politique dans un pays et constituant, ainsi, une institution fondamentale du régime. [cit. por Luís de Almeida Braga]
 
Malgré son importance, on n'a pas beaucoup étudié le parti unique. Il existe quelques bons ouvrages sur le parti national socialiste d'Allemagne et surtout sur le parti fasciste d'Italie. Il n'en existe aucun sur les autres mouvements politiques ayant un caractère analogue.
 
Mais chacun des ouvrages existants se propose d'étudier un seul parti unique. On n'a pas encore entrepris une présentation d'ensemble de tous les partis uniques et on n'a pas encore étudié leur apparition, comme un phénomène sociologique nouveau et particulier à notre siècle.
 
On n'a pas essayé jusqu'ici une explication générale du parti unique qui facilite sa compréhension et qui permette un pronostic sur son destin comme institution ; on n'a pas encore, en un mot, esquissé une théorie du parti unique.
 
Quand on écrit sur les nouveaux régimes autoritaires, on se contente de les appeler « dictatures » et l'on croit que ce mot peut tout dire.
 
On ne se rend pas compte de la complexité intérieure d'un régime autoritaire ou dictatorial de nos jours. On ne réalise pas que la dictature ne pourrait être aujourd'hui une institution patriarcale et primitive, mais un système complet de fonctions, répondant aux exigences infinies de la vie des peuples modernes. On parle simplement de la dictature et on ne comprend ni sa structure intime, ni ses innovations institutionnelles profondes.
 
On ne voit pas surtout le parti unique et son rôle capital dans le fonctionnement des nouveaux régimes.
 
Il n'y a que les dictateurs qui le reconnaissent...
 
Mais, ils sont, peut-être, plus qualifiés que les autres pour se rendre compte de ce que le parti unique représente ! ([3])
 
Le parti unique se manifeste de manière sensiblement analogue, dans beaucoup d'États contemporains.
 
Le parti communiste d'U. R. S. S., installé au pouvoir depuis 1917; le parti républicain du peuple de Turquie, fondé en 1919; le parti national-fasciste d'Italie, né comme mouvement en 1919, conquérant le pouvoir en 1922 et consacré légalement comme parti unique le 9 décembre 1928; le parti national-socialiste d'Allemagne, fondé en 1919, victorieux le 30 janvier 1933 et proclamé, en droit, comme parti unique le 1 décembre 1933, de même que l'Union nationale du Portugal, fondée le 30 juillet 1933, constituent autant d'institutions politiques d'origines différentes, qui présentent pourtant des caractères communs très marqués.
 
Or, c'est justement cette coïncidence qui impose examen théorique du parti unique, comme un problème général de notre époque.
 
Le parti unique est à la base des régimes les plus différents comme conception sociale et comme idéal humain. Il constitue l'instrument politique du communisme russe, de même que celui du fascisme italien et du national-socialisme allemand !
 
Le parti unique est né dans des circonstances politiques les plus diverses: en Russie en succédant à un régime autocratique ; en Italie, au Portugal, en Allemagne et même en Turquie en succédant à des régimes libéraux !
 
Enfin, le parti unique est adopté par les peuples les plus dissemblables comme civilisation et comme origine ethnique depuis l'Extrême-Orient européen (la Russie et la Turquie), jusqu'à l'Extrême-Occident (le Portugal).
 
Cette apparition spontanée de la même institution dans des milieux politiques tellement distincts indique à l'observateur qu'il s'agit d'un phénomène général, qui doit avoir ses causes et ses explications générales.
 
Ce caractère d'universalité est plus significatif que celui du libéralisme à ses débuts. En effet, la diffusion du libéralisme dans le monde a été, en grande partie, un effet d'imitation. La source de la nouvelle idée était unique ; c'est en France qu'elle jaillissait et c'est là que tous les peuples se rendaient pour y puiser.
 
De nos jours, les sources sont multiples et presque sans connexions entre elles. Qui pourrait, par exemple, prétendre que le fascisme s'est inspiré du communisme russe ou du « kémalisme » turc, dans ses formes d'organisation et dans sa consécration comme parti unique ?
 
Et, malgré le haut prestige du fascisme, qui pourrait affirmer que le parti national-socialiste allemand est une simple copie du fascisme et qu'il n'est pas l'incorporation spécifique de l'idéal allemand de nos jours et de l'âme allemande de toujours ?
 
Cette génération spontanée de chaque parti unique dans son pays, prouve qu'il y a quelque chose dans le climat politique contemporain, qui impose cette institution.
 
 
*
 
 
Nous serions tentés — comme seconde préoccupation — de déchiffrer le destin et d'examiner si l'idée de parti unique va se limiter seulement aux pays où elle est déjà réalisée, ou bien si elle va conquérir, un jour, tous les autres pays du monde.
 
Car, il n'est pas absurde de supposer que les impératifs du siècle imposent, dans tous les pays, l'apparition du parti unique, comme un instrument politique ayant le même caractère d'universalité que le système parlementaire et le «polipartidisme» du XIX siècle.
 
La nécessité biologique, qui commande aujourd'hui à chaque peuple d'organiser sa vie, dans son ensemble, implique l'idée d'unité et de continuité dans la direction de l'État et, donc, l'idée d'unicité dans l'organisme politique du pouvoir suprême.
 
Il semblerait donc que, tandis que le xix siècle a été l'ère du pluralisme politique, le xx siècle sera l'ère du monisme politique...
 
Enfin nous serions conduits à distinguer si le parti unique ne constituait qu'un instrument passager, valable et nécessaire seulement pendant la phase destructive et reconstructive de chaque révolution nationale, ou bien une institution permanente, qui sera incrustée à jamais dans la structure de l'État.
 
Cet examen serait étroitement lié à celui des fonctions permanentes du parti unique.
 
Car la pérennité du parti dépendra de la permanence de ses fonctions et du degré d'efficacité que celui-ci atteindra dans leur accomplissement. Sa durée sera celle de ses vertus sociales et nationales, que nous tâcherons de connaître.
 
Ces deux préoccupations concernant la généralisation, ne nous entraîneront pas, pourtant, à entrer dans la voie des pronostics et des prophéties.
 
En rassemblant toutes les données de ces problèmes, nous ne tirerons pas pourtant des conclusions explicites, mais nous laisserons le lecteur dégager ses impressions et sa synthèse.
Une place spéciale sera accordée dans notre ouvrage pour mettre en relief une vertu particulière du parti unique, qui aurait été considérée comme impossible par les sociologues matérialistes du XIX siècle. Cette vertu est le désintéressement matériel de la classe politique constituée par les membres du parti unique.
 
En contraste avec les autres élites politiques que l'histoire connaît, les nouveaux partis uniques n'ont, en général, aucune tendance à se constituer en classes sociales riches et exploitantes. Ils semblent, au contraire, très jaloux de garder un caractère d'ascétisme, qui est en lui-même une source de puissance morale... et politique.
 
Enfin, il sera de notre devoir d'examiner — d'abord théoriquement et ensuite dans la réalité des législations positives — les problèmes fonctionnels et constitutionnels posés par l'existence du parti unique.
 
En effet, le parti unique n'est plus, comme un parti quelconque dans le régime pluraliste, une institution de fait, sans aucune existence juridique officielle ; au contraire, il constitue un organe constitutionnel, dont les rapports avec l'État doivent être réglés d'une manière précise.
 
Non moins importants sont : le problème de la législation de l'exclusivité politique accordée au parti, ainsi que les multiples questions d'organisation, et notamment le problème du commandement, celui du recrutement et de la hiérarchie des membres du parti.
 
*
 
Enfin, après avoir examiné les problèmes et la morphologie du parti unique in abstracto, il conviendra de présenter les différents partis uniques in concreto, d'après leur genèse et leurs conditions particulières de fonctionnement.
En passant du général au particulier, l'exposition sera beaucoup plus facile et les détails ne feront que souligner I ’impressionnante « unité de style » de l'institution nouvelle.
 
 

[1]Le Siècle du Corporatisme, Paris, 1934. (Chez Félix Alcan.) Seconde édition en 1936.
 
[2] Benito Mussolini, La doctrine du fascisme, page 39: « Un parti qui gouverne une nation « totalitairement » est un fait nouveau dans l'histoire. Les rapprochements et les comparaisons sont impossibles. »

[3] Discours de Mussolini en 1929 : « Il ne s'agit pas de savoir si le parti doit exister ou non, car si le parti n'existait pas, moi je l'inventerais et je l’inventerais tel que le P. N. F. est, nombreux, discipliné, ardent, avec une rigide structure hiérarchique. »

Discours de Hitler dans le Congres de Nuremberg, en 1934 : « Tant qu'il y aura un État national-socialiste, le parti national-socialiste existera : et tant qu'il y aura un parti national-socialiste, il ne pourra pas exister un autre État qu'un État national-socialiste. »
​​...nós não levantaríamos nem o dedo mínimo, se salvar Portugal fosse salvar o conúbio apertado de plutocratas e arrivistas em que para nós se resumem, à luz da perfeita justiça, as "esquerdas" e as "direitas"!

​​- António Sardinha (1887-1925) - 
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