Portugal - Do Minho a Timor
Vasco Silvério Marques e Aníbal Mesquita Borges
No terceiro quartel do século XX, durante um período revolucionário de dois anos, alguns portugueses inverteram com êxito o sentido histórico de Portugal - sentido que vinha dos primórdios da nacionalidade, da marcha de séculos que, desde a noite dos tempos, tinha formado e engrandecido Portugal. A revisão constitucional de Dezembro de 1992, operada por força da ratificação do Tratado da União Europeia, assinado, em Maastricht, a 7 de Fevereiro de 1992, formalizou o fim de um processo iniciado duas décadas antes com a revisão constitucional não consumada de 1971 e a eliminação, do texto constitucional, da missão nacional recolhida da História. Tanto as negociações que conduziram a Maastricht, da iniciativa de um governo social-liberal, como a revisão marcellista da Constituição Portuguesa de 1933, excederam os preceitos constitucionais então vigentes, ou seja, utilizando os meios legais, destruíram a legalidade vigente.
Trata esta obra de Portugal, não dos regimes ou dos sistemas de governo, mas da doutrina e da política ultramarina portuguesa, tentando descortinar as razões mais profundas que motivaram alguns portugueses a defender o sentido atlântico e luso-tropical que tinha garantido a independência de Portugal, ao longo dos últimos oito séculos, e as motivações de outros que optaram pelos caminhos do continente, da ibéria e da Europa civilizada, sacrificando, a partir de Julho de 1974, com sangue, destruição e tragédias - sem paralelo - pedaços da Nação. Formalizado o abandono da Pátria Ultramarina, com a Constituição de 1976, o que agora resta vai sendo cedido, em cada vez maiores fatias de soberania, elevando o risco da própria perda da independência de Portugal.
Trata esta obra de Portugal, não dos regimes ou dos sistemas de governo, mas da doutrina e da política ultramarina portuguesa, tentando descortinar as razões mais profundas que motivaram alguns portugueses a defender o sentido atlântico e luso-tropical que tinha garantido a independência de Portugal, ao longo dos últimos oito séculos, e as motivações de outros que optaram pelos caminhos do continente, da ibéria e da Europa civilizada, sacrificando, a partir de Julho de 1974, com sangue, destruição e tragédias - sem paralelo - pedaços da Nação. Formalizado o abandono da Pátria Ultramarina, com a Constituição de 1976, o que agora resta vai sendo cedido, em cada vez maiores fatias de soberania, elevando o risco da própria perda da independência de Portugal.
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