In José Manuel Quintas e Manuel Vieira da Cruz (org.), António Sardinha. Poesia, Lisboa, E-Primatur, 2024, p. 176.
A Elvas, chave do Reino
Oiçamos o louvor do sangue antigo!
Vai entoá-lo uma colina santa
onde repousa tanta vida, tanta,
que a tornam toda ela num jazigo!
Vibra um combate em cada grão de trigo,
um coração de herói em cada planta.
Altar da Raça, a Raça se alevanta
daquele chão pisado p'lo inimigo!
Elvas, ó Elvas, Badajoz à vista
- Deus dos Exércitos, Senhor, valei-nos! -,
és uma ruga nobre na fronteira!
Mas no terreno rubro da conquista,
ó chave truculenta destes Reinos,
cresce em sinal de pazes a oliveira!
Oiçamos o louvor do sangue antigo!
Vai entoá-lo uma colina santa
onde repousa tanta vida, tanta,
que a tornam toda ela num jazigo!
Vibra um combate em cada grão de trigo,
um coração de herói em cada planta.
Altar da Raça, a Raça se alevanta
daquele chão pisado p'lo inimigo!
Elvas, ó Elvas, Badajoz à vista
- Deus dos Exércitos, Senhor, valei-nos! -,
és uma ruga nobre na fronteira!
Mas no terreno rubro da conquista,
ó chave truculenta destes Reinos,
cresce em sinal de pazes a oliveira!
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