ESTUDOS PORTUGUESES
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        • II. O caráter orgânico e democrático da monarquia medieval portuguesa
        • III. A formação das instituições representativas e o papel das Cortes
        • IV. A origem das Cortes e a representação dos Concelhos
        • V. O caráter consultivo das Cortes e a soberania Real
        • VI. O pacto fundamental e a legitimidade da Monarquia
        • VII. Reflexões sobre o Estado, a Nação e o Pacto na Tradição Política Portuguesa
        • VIII. O Absolutismo, o Pombalismo e a Reação Tradicionalista
        • IX. A Legitimidade Dinástica e Institucional na História Portuguesa
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Santo António

António Sardinha

Além do santo popular associado a tradições e milagres, Santo António foi uma figura histórica de grande virtude e inteligência, importante na espiritualidade e identidade portuguesa. O texto discute a relevância social e intelectual dos santos, defendendo que estes representam altos valores espirituais e contribuem para a consciência e missão histórica do povo. Por fim, apresenta Santo António como símbolo da colaboração de Portugal no movimento franciscano e como inspiração para a renovação moral e cultural da nação.




​Santo António
Não é o santo menineiro do nosso calendário que eu venho lembrar à homenagem de quantos se não esqueceram ainda de Santo António de Lisboa. Esse pertence à devoção ingénua do povo, com os cravos florindo no escuro e o mistério profundo do Solstício enchendo de perturbações indizíveis o coração das raparigas. Guarde-lhes o glorioso Taumaturgo a pureza dos seus alvoroços – fiador de bons casamentos, poder de prodígio que recupera as coisas perdidas e afugenta as malícias do Demónio! Com uma lágrima sentida de saudade eu o entrego à evocação longínqua da minha infância, lá numa vila distante em que ia adorá-lo por mão de uma velha tia numa igreja hoje caída – piedade para as igrejas de Portugal! –, pelas tardinhas lentas de novena, com o rosmaninho embalsamando-lhe o altar. Porque é do Outro, do que ficou na história e que encheu o mundo com os clarões admiráveis da sua virtude e da sua inteligência, que nós nos devemos recordar. Ao Santo António da lenda todos o conhecem, desde o milagre das bilhas quebradas até ao seu alistamento no exército português, onde ganhou as dragonas de tenente-coronel. Já não acontece o mesmo com o místico assombroso do século XIII, que proclamado «Vaso do Espírito Santo» pela consciência religiosa do seu tempo, foi um dos maiores luzeiros da Cristandade medieval.

No declínio cada vez maior da baixa superstição racionalista, a verdadeira ciência, instituindo o misticismo como uma experiência positiva, leva-nos hoje, independentemente de toda a ideia teológica, a encarar a realidade moral que é um Santo como uma realidade psíquica superior. Passou já a corrente, tanto tempo em moda depois dos trabalhos de Charcot, que considerava os Santos como uma manifestação típica de histeria, como um puro fenómeno hospitalar. Agora com o impulso dado à observação psicológica pela visão penetrante de William James, os estudos místicos dentro do ponto de vista científico aumentam de hora para hora, confirmando quanto experimentalmente se pode confirmar a definição que a teologia nos apresenta dos Santos. Num pequeno volume, Hysterie et sainteté, o doutor Lavraud, professor na Faculdade Livre de Medicina em Lille, prova-nos que os Santos não são nada uma anomalia, tendo-os antes como o produto de uma vontade firmemente exercida e caracterizada pela mais absoluta unidade de vida interior.

Registemos esta conclusão do ilustre sábio, esquecidos como não estamos da ignomínia que sobre a figura excelsa de Nun’Álvares procurou lançar há anos a desonestidade de um diagnóstico retrospectivo. E interessante seria continuar no exame do assunto, se ele não crescesse para além dos limites que forçosamente me aprisionam. Basta que o enunciemos, solicitando para ele a atenção intelectual de quem se preocupa com as elevadas coisas do espírito. Assim compreenderemos melhor a acção social dos nossos Santos, que não são apenas nomes venerados no fundo das capelas, mas expressões altamente representativas da alma nacional, de que brotaram como flores supremas.

No agiológio português, Santo António marca uma das mais erguidas revelações do génio da nossa raça. No maravilhoso movimento de renovação espiritual que foi durante a Idade Média o franciscanismo, Santo António é a colaboração prestada pela nossa pequena pátria a uma das mais belas épocas da história do Ocidente. Trocando pelo burel grosseiro de frade-menor a sua murça roçagante de cónego de Santo Agostinho, Santo António sente-se arrebatado pelo ardor apostólico que o vai em breve tornar o verbo vivo das Escrituras. Arde em sede de martírio, ambicionando a sorte padecida pelos cinco mártires de Marrocos. É para ali que António se dirige no desejo insofrido de padecer também tormento em testemunho das verdades cristãs. Santo António iniciava assim o caminho do Portugal vindouro que na dilatação da Fé encontraria a razão universal do seu imperialismo.

Dilatar a Fé é, ainda agora, dilatar a civilização. No tocante exame de consciência que é Le voyage du Centurion, Ernesto Psichari escreve: «Por isso o viajante sobre a terra de África, faça o que ele fizer e seja ele quem for, é sempre Cristóvão com o seu grosso cajado, transportando perto da cabeça curvada o menino com o globo e a auréola de luz invisível.» Nós assistimos à ressurreição do mesmo conceito de Cristandade na pena de um dos mais aclamados escritores militares do presente. Refiro-me ao americano Mahan que, perante os perigos em que o futuro da raça branca se embrenha e dificulta, não trepida em apontar ao século XX «que a grande tarefa que altamente se impõe ao mundo da Cristandade civilizada, a sua grande missão que é necessário cumprir, para não desaparecer, consiste em receber no seu seio e educar no seu próprio ideal essas antigas e diferentes civilizações... a cuja frente se alinham a China, a Índia e o Japão».
Santo António teve, quanto a nós, a adivinhação dessa nossa vocação histórica. Desgarrando das areias amadas de Portugal, traçava-nos pelo seu exemplo a estrada do futuro. E se o dedo de Deus o desviou da palma augustíssima do martírio, foi porque um alto destino, um destino mais fecundo e mais edificante, o aguardava na Itália, já purificada pelo cristianismo consolador de São Francisco de Assis.

Na dureza das lutas medievais, que tornaram a Itália a casa paterna da dor, na expressão formidável de Dante, a paz só se conheceu com a submissão voluntária espalhada nas almas pela palavra humilde do Poverello. A Igreja cura-se por ele de uma das suas crises mais graves. E o florescimento da poesia e da arte diz-nos quanta frescura e alegria salutar o esposo da Senhora Pobreza não derramou a mãos ambas em torno de si. Pois no florescimento da religião franciscana, se São Francisco é o divino Mestre, Santo António é o novo São Paulo.

Pregando a primeira vez por obediência, a chama do Espírito Santo abrasa-o tão arrebatadoramente, que São Francisco, desvanecido, ao chegar-lhe a fama dessa oração, não se teve em si que não exclamasse: «Já temos um bispo!» Bem depressa Santo António é cognominado por Gregório IX «Arca do Testamento». Ensina teologia em várias cátedras. Do alto do púlpito, a sua língua, como uma flama, fustiga a simonia e a corrupção, não havendo auditório que não se curve às rajadas dominadoras da sua eloquência. Professa teologia em Bolonha, com Rolando Bandinelli, mais tarde Alexandre IV. Montpellier e Tolosa escutaram também os ensinamentos de António. E Renan quer que o Cantico delle Creature, de São Francisco, fosse posto em verso por tão grande português. Se na santidade e na fé militante deixava de si um sinal luminoso, até o lirismo da raça lhe emprestou as suas asas bem rasgadas!
​
É este o Santo António que intelectual e socialmente nós temos que comemorar e que conhecer. Revigorar-lhe o culto não é indiferente para honra da pátria nem para o decaído marasmo que nos entenebrece como um eclipse já longo demais. Clamemos por todas as nossas energias, por todos os títulos da existência para nos restituirmos à consciência perdida da nossa finalidade. Os Santos são na vida dos povos o índice dos seus merecimentos espirituais. Possam perante Deus valer, mais que os nossos crimes, as virtudes dos nossos Santos! E que Santo António de Lisboa, oficial condecorado do exército português, nos conduza de novo ao caminho da salvação, como, de cima da sua mulinha branca, nos conduziu à vitória na batalha do Buçaco!


​
In Na Feira dos Mitos - Ideias e Factos, 1926.


Refs

Psichari, Le voyage du centurion

São Francisco de Assis, Cantico delle Creature.
​​...nós não levantaríamos nem o dedo mínimo, se salvar Portugal fosse salvar o conúbio apertado de plutocratas e arrivistas em que para nós se resumem, à luz da perfeita justiça, as "esquerdas" e as "direitas"!

​​- António Sardinha (1887-1925) - 
Fotografia

​www.estudosportugueses.com​

​2011-2025
​
[sugestões, correções e contributos: [email protected]]