1934.12.19 - "la Falange Española de las J.O.N.S. no es un movimiento fascista" (J. A. Primo de Rivera)
1975 - Excerto da entrevista de João Medina com Francisco Rolão Preto ( Não, não e não...):
- Lá conheceu José António?
- Com efeito, lá conheci José António Primo de Rivera, que nessa altura trabalhava no programa da Falange. Por sinal que me pareceu uma "coisa" bastante condescendente para com o processo capitalista. E eu que já levava de cá os meus fumos todos de revolta, uma atitude "à esquerda", social, procurei mostrar-lhe que aquilo não era o caminho e que ele não devia esquecer a posição revolucionária. Andámos um mês naquela colaboração, o mês que passei em casa dele.
- Primo de Rivera, cujo retrato inclui no seu livro sobre a guerra de Espanha com uma dedicatória do chefe da Falange, com data de 1934, e do qual se despediu, na primeira vez que esteve com ele, com a saudação romana - que tal era ele como homem, como pessoa? Todos os adversários dele o apresentam como um homem distinto, galante, de muita fineza, não é verdade?...
- Era alguém! Uma personalidade! Um hidalgo, um grande de Espanha!
- E fascista...
- Inabalável falangista! Sobre o ponto de vista Portugal-Espanha, tenho muito interesse em dizer-lhe que não se esqueça que, apesar de todas as nossas camaradagens, não houve dia que eu não tivesse que lhe dizer "não", como aliás, depois, ao generalíssimo Franco, quando se referiam aos destinos ibéricos - que segundo eles, impunham uma rectificação das posições respectivas dos nossos países.
[João Medina queria apresentar Francisco Rolão Preto e José António Primo de Rivera como fascistas. Teve aqui mais um tiro pela culatra. Rolão Preto deu-lhe como resposta uma corrigida exclamativa. José António não era "Fascista", antes um "Inabalável falangista!". Na perspectiva de Rolão Preto, o Falangismo não podia ser confundido com o Fascismo: o Falangismo era o Nacional-Sindicalismo em Espanha - Rolão Preto colaborara com José António Primo de Rivera na elaboração do programa da Falange! - pela "conciliação de Liberdade com a Autoridade da conquista do Pão e da Justiça" (16 de Maio de 1939) (Para além da Revolução... A Revolução - Entrevistas, 1940, p. 134)]
- Com efeito, lá conheci José António Primo de Rivera, que nessa altura trabalhava no programa da Falange. Por sinal que me pareceu uma "coisa" bastante condescendente para com o processo capitalista. E eu que já levava de cá os meus fumos todos de revolta, uma atitude "à esquerda", social, procurei mostrar-lhe que aquilo não era o caminho e que ele não devia esquecer a posição revolucionária. Andámos um mês naquela colaboração, o mês que passei em casa dele.
- Primo de Rivera, cujo retrato inclui no seu livro sobre a guerra de Espanha com uma dedicatória do chefe da Falange, com data de 1934, e do qual se despediu, na primeira vez que esteve com ele, com a saudação romana - que tal era ele como homem, como pessoa? Todos os adversários dele o apresentam como um homem distinto, galante, de muita fineza, não é verdade?...
- Era alguém! Uma personalidade! Um hidalgo, um grande de Espanha!
- E fascista...
- Inabalável falangista! Sobre o ponto de vista Portugal-Espanha, tenho muito interesse em dizer-lhe que não se esqueça que, apesar de todas as nossas camaradagens, não houve dia que eu não tivesse que lhe dizer "não", como aliás, depois, ao generalíssimo Franco, quando se referiam aos destinos ibéricos - que segundo eles, impunham uma rectificação das posições respectivas dos nossos países.
[João Medina queria apresentar Francisco Rolão Preto e José António Primo de Rivera como fascistas. Teve aqui mais um tiro pela culatra. Rolão Preto deu-lhe como resposta uma corrigida exclamativa. José António não era "Fascista", antes um "Inabalável falangista!". Na perspectiva de Rolão Preto, o Falangismo não podia ser confundido com o Fascismo: o Falangismo era o Nacional-Sindicalismo em Espanha - Rolão Preto colaborara com José António Primo de Rivera na elaboração do programa da Falange! - pela "conciliação de Liberdade com a Autoridade da conquista do Pão e da Justiça" (16 de Maio de 1939) (Para além da Revolução... A Revolução - Entrevistas, 1940, p. 134)]