ESTUDOS PORTUGUESES
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      • Francisco Velasco de Gouveia, 1580-1659
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        • II. O caráter orgânico e democrático da monarquia medieval portuguesa
        • III. A formação das instituições representativas e o papel das Cortes
        • IV. A origem das Cortes e a representação dos Concelhos
        • V. O caráter consultivo das Cortes e a soberania Real
        • VI. O pacto fundamental e a legitimidade da Monarquia
        • VII. Reflexões sobre o Estado, a Nação e o Pacto na Tradição Política Portuguesa
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Traição de Gomes Freire

Leão Ramos Ascensão
Falar da conspiração de 1817 é falar da Gomes Freire, o seu dirigente. Que titulos tem Gomes Freire de Andrade para se impor ao reconhecimento e admiração da nação portuguesa? Gomes Freire, que mais não fosse, não prestou o mínimo serviço a Portugal. "Mau carácter, mau soldado e mau patriota" lhe chamou António Sardinha. Os factos da sua vida demonstram exuberantemente que assim foi.

Nós vamos focar simplesmente da sua atitude em face de Portugal, por onde se verá também que a maçonaria é a anti-nação. Com efeito, Gomes Freire não é mais do que o instrumento da maçonaria em todos os desígnios desta, e para ela a ideia da Pátria não existe ou está abaixo do sentimento que une todos os maçons formando, estranho ao Estado e à nação, o "povo maçónico"

Não falando. já nos tumultos do Campo de Ourique, em que se vê a estranha ligação de Gomes Freire com o duque de Sussex, graduado maçon inglês, conhece-se a atitude do conspirador de 1817 perante a invasão de Junot. Preparada de combinação entre o Grande Oriente de Paris e a maçonaria portuguesa, numa conjura miserável em que estavam envolvidos os representantes diplomáticos de Portugal em Paris e Madrid e o próprio primeiro ministro português, tudo se ocultou ao Rei, na mais ignóbil das traições, para que os franceses, chegados de surpresa a Lisboa, pudessem prendê-lo. Evitou-se isto, mas não se evitou a fácil entrada de Junot em Portugal, nem o auxílio activo e eficaz dos maçons a Junot. Uma deputação maçónica ia cumprimentar o general francês a Sacavém, e Gomes Freire e outros iriam às portas de Arroios esperar Junot e pedir-lhe que protegesse a maçonaria. Em todas as lojas maçónicas colocava-se o busto de Napoleão, com a legenda: Salut et respect pour l'Empereur! Os nossos liberais iriam depois pedir a Napoleão um rei da sua família.

Forma-se, finalmente, a "Legião Lusitana" e Gomes Freire acorre imediatamente a incorporar-se nela. Por coacção? Não. Todos os militares que quisessem ser dispensados do serviço podiam sê-lo, conforme instruções terminantes do próprio Napoleão. E foi assim que, por exemplo, D. Miguel Pereira Forjaz se eximiu a fazer parte da Legião Lusitana e ficou em Portugal, para ser finalmente o grande organizador da resistência nacional contra o invasor. Mas Gomes Freire, inteiramente desnacionalizado, não podia pensar assim. Combateu por Napoleão, de quem implorava a Legião d'Honra e cargos de confiança, tendo sido por último segundo comandante da guarnição de Dresde.

Já por esse tempo Portugal e Espanha se tinham revoltado contra o invasor. La Romana, oficial espanhol ao serviço de Napoleão, logo que soube da revolta dos seus compatriotas, forçou as linhas francesas da Dinamarca e veio juntar-se aos que combatiam pela independência da sua Pátria. Em compensação, Gomes Freire tomava parte no cerco de Saragoça, atitude tão espantosa que até um francês, o general Foy, exclamava: "Assim, os soldados portugueses, unidos aos franceses, iam combater, exterminar os espanhóis, enquanto em Portugal seus pais e seus irmãos, unidos de coração aos espanhóis e fazendo causa comum com eles, sustentavam contra os franceses uma guerra de morte.

​Planeada a invasão de Massena, ainda Gomes Freire é consultado sobre a melhor forma de se subjugar os portugueses.

Foi uma série de traições à Pátria que a clemência de D. João VI esqueceu, consenlindo o regresso de Gomes Freire a Portugal, depois de extinta a estrela napoleónica.

Chegado a Portugal, Gomes Freire é eleito Grão Mestre da maçonaria portuguesa e logo começa a tramar contra o governo legítimo, de acordo com estrangeiros e até oficiais ingleses. D. Miguel Pereira Forjaz, secretário da Guerra na Regência, pretende o auxílio de Gomes Freire para a expulsão de Beresford - e não o consegue. A conspiração de Gomes Freire não é, pois, movida pelo ideal patriótico de expulsar os ingleses. A sua origem é mais turva e o seu fim é fundamentalmente outro. A sua origem está nas entrevistas com Cabanes delegado dos espanhóis, de que resultou o plano de um movimento tendente à união de Portugal à Espanha, contanto que se impusessem os princípios liberais. (Não esquecer que Magalhães Lima é autor do livro La Fédération lbérique). O maçon José Liberato terminava deste modo uma quadra em que se dirigia a Portugal:

                   És desgraçado com seis? 
                   Porque não procuras sete?

Seis era D. João VI. Sete era Fernando VII de Espanha.

Por isso Gomes Freire e os seus companheiros de conjura foram presos e sofreram o justo castigo da traição perpetrada. Os julgadores não fizeram mais do que aplicar a legislação pombalina. E quem apareceu a defender Gomes Freire? Foram os ingleses, senhores. Era o marechal de campo Archibaldo Campbell, governador de S. Julião da Barra, que tentou libertar o Grão Mestre da maçonaria portuguesa. Era o duque de Sussex que na Camara dos Lordes protestava contra a condenação de Gomes Freire.

Os "mártires da Pátria" aqui estão: são os que queriam entregar Portugal à Espanha, são os que traíam o seu país, querendo acabar com a sua existência de povo livre. A apoteose das lápides e dos jornais dos "filhos da viuva" merece a apóstrofe violenta de António Sardinha, quando dizia que era ela que nos faltava "para que a república se nos mostrasse bem a inimiga natural de tudo quanto constitui a essência viva do génio da nossa raça."

Leão Ramos Ascensão


(Política - Órgão da Junta Escolar de Lisboa do Integralismo Lusitano, nº 1, 15 de Abril de 1929, pp. 9-10)
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1917 - António Sardinha - Gomes Freire (Revisão de um processo)
​​...nós não levantaríamos nem o dedo mínimo, se salvar Portugal fosse salvar o conúbio apertado de plutocratas e arrivistas em que para nós se resumem, à luz da perfeita justiça, as "esquerdas" e as "direitas"!

​​- António Sardinha (1887-1925) - 
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