Pátria-Nova
[ Movimento Neoimperial Brasileiro] [ Patrianovismo ]
O Centro Monarquista de Cultura Social e Política Pátria Nova foi fundado em 1928 por um grupo de jovens católicos liderados por Arlindo Veiga dos Santos. Em 1935, o movimento Pátria-Nova adotou a designação "Ação Imperial Patrianovista Brasileira - AIPB".
As congregações marianas de São Paulo foram decisivas para a formação intelectual de Arlindo Veiga dos Santos. Depois, o Centro Dom Vital (1921), e a revista A Ordem (1922), criada por Jackson de Figueiredo, sob uma epígrafe de Ernest Hello - L'ordre et la loi du monde naturel et la loi du monde surnaturel (A ordem é a lei do mundo natural e do mundo sobrenatural) - em torno de personalidades como Alceu Amoroso Lima, Sobral Pinto, Leonel Franca, Tristão de Athayde, que renovaram no Brasil o pensamento católico no combate ao materialismo positivista e ao cientismo. Colocando-se na linha de Farias Brito e de Jackson de Figueiredo, o movimento Pátria-Nova teve participação nessa associação de leigos católicos (Arlindo Veiga Miranda, A atitude de Pátria Nova, A Ordem, nº 10, Dezembro de 1930, pp. 247-251).
Tal como o Integralismo Lusitano, a AIPB defendeu um ideário monárquico não oligárquico, alicerçado no catolicismo social desenvolvido a partir da encíclica Rerum Novarum (1891) de Leão XIII. Em alternativa às representações obtidas através do voto individualista em partidos ideológicos, a AIPB defendeu o voto orgânico e as representações por intermédio dos corpos intermédios - municípios, sindicatos e corporações.
Em 16 de setembro de 1931, Arlindo Veiga dos Santos e José Corrêa Leite fundaram a Frente Negra Brasileira – FNB. Plínio Salgado tinha amizade com Arlindo e colabora com a FNB.
O Patrianovismo não apoiou a chamada "revolução constitucionalista" mas, em 1932, Arlindo Veiga dos Santos participa na Sociedade de Estudos Políticos (SEP). Havia amizade entre Arlindo e Plínio e, combatendo as oligarquias da "revolução constitucionalista", Plínio, como o apoio de Arlindo, vai criar a Ação Integralista Brasileira (AIB).
O ideário e as doutrinas políticas, como excepção da chefia do Estado - monarca ou presidente - fundavam-se no catolicismo social e na defesa da democracia orgânica, anti-oligárquica, contra o monopólio da representação por intermédio de partidos ideológicos.
O Patrianovismo e o Integralismo Brasileiro desenvolvem uma acção paralela, concertada, no combate às oligarquias e ao estatismo totalitário dos fascistas brasileiros. A AIPB, tal como a AIB, foi proibida em 1937, só voltando à luz do dia em 1945. A acção da AIPB prolongou-se até 1964.
As congregações marianas de São Paulo foram decisivas para a formação intelectual de Arlindo Veiga dos Santos. Depois, o Centro Dom Vital (1921), e a revista A Ordem (1922), criada por Jackson de Figueiredo, sob uma epígrafe de Ernest Hello - L'ordre et la loi du monde naturel et la loi du monde surnaturel (A ordem é a lei do mundo natural e do mundo sobrenatural) - em torno de personalidades como Alceu Amoroso Lima, Sobral Pinto, Leonel Franca, Tristão de Athayde, que renovaram no Brasil o pensamento católico no combate ao materialismo positivista e ao cientismo. Colocando-se na linha de Farias Brito e de Jackson de Figueiredo, o movimento Pátria-Nova teve participação nessa associação de leigos católicos (Arlindo Veiga Miranda, A atitude de Pátria Nova, A Ordem, nº 10, Dezembro de 1930, pp. 247-251).
Tal como o Integralismo Lusitano, a AIPB defendeu um ideário monárquico não oligárquico, alicerçado no catolicismo social desenvolvido a partir da encíclica Rerum Novarum (1891) de Leão XIII. Em alternativa às representações obtidas através do voto individualista em partidos ideológicos, a AIPB defendeu o voto orgânico e as representações por intermédio dos corpos intermédios - municípios, sindicatos e corporações.
Em 16 de setembro de 1931, Arlindo Veiga dos Santos e José Corrêa Leite fundaram a Frente Negra Brasileira – FNB. Plínio Salgado tinha amizade com Arlindo e colabora com a FNB.
O Patrianovismo não apoiou a chamada "revolução constitucionalista" mas, em 1932, Arlindo Veiga dos Santos participa na Sociedade de Estudos Políticos (SEP). Havia amizade entre Arlindo e Plínio e, combatendo as oligarquias da "revolução constitucionalista", Plínio, como o apoio de Arlindo, vai criar a Ação Integralista Brasileira (AIB).
O ideário e as doutrinas políticas, como excepção da chefia do Estado - monarca ou presidente - fundavam-se no catolicismo social e na defesa da democracia orgânica, anti-oligárquica, contra o monopólio da representação por intermédio de partidos ideológicos.
O Patrianovismo e o Integralismo Brasileiro desenvolvem uma acção paralela, concertada, no combate às oligarquias e ao estatismo totalitário dos fascistas brasileiros. A AIPB, tal como a AIB, foi proibida em 1937, só voltando à luz do dia em 1945. A acção da AIPB prolongou-se até 1964.
PROGRAMA DE PATRIA-NOVA
(1928)
(1928)
I. CREDO — Respeito às prerrogativas essenciais da Religião da Nação Brasileira. Com efeito, o Estado ateu, irreligioso, areligioso ou agnóstico não tem padrão seguro para aquilatar os valores morais, para julgar sob o critério do justo e o injusto, do bem e do mal, desprezando, por conseguinte, a Lei de Deus (que ninguém pode ignorar como se não existisse), o que se não compadece com uma NAÇÃO que nasceu Católica e Monárquica à sombra da Cruz de Cristo e do Real Estandarte da Ordem de Cristo. Por desconhecê-lo é que a república tem sido (ainda se abstraindo do carácter antinacional da mesma) a fonte copiosa de todas as imoralidades públicas e privadas.
II. MONARQUIA — Imperador responsável que reine e governe, escolhendo livremente os seus ministros. Base MUNICIPAL SINDICALISTA (corporativa) da organização do Estado Imperial (Orgânico). Direitos majestáticos da Dinastia Nacional, aclamada pela Nação no fundador político da Pátria Imperial Brasileira, Dom Pedro I, e agora representada pelo sr. Dom Pedro III, isto é, Dom Pedro Henrique de Bragança, descendente dos Reis e Imperadores que, juntamente com aqueles dignos homens de que somos também descendentes — os nossos bons Avós estadistas, fazendeiros, lavradores, trabalhadores, industriais, cabos-de-guerra, soldados, mercadores, marinheiros — fizeram a grandeza antiga, a felicidade e o prestígio do Brasil. (Explicação necessária - PROCURADORES DO POVO. Serão representantes do povo e auxiliares do Imperador, nos Conselhos e nas Câmaras, os verdadeiros procuradores das classes produtoras e intelectuais (operários, técnicos, patrões, representantes da Cultura), o que evita a exploração demagógica individualista dos politiqueiros irresponsáveis, inimigos do bem comum da multidão, fomentadores de desordens, dilapidadores da fortuna, perturbadores da paz e prosperidade pública, amiúde agentes do interesse estrangeiro. Muitas Sociedades, Associações, Ordens, Institutos, Sindicatos, FUTUROS BRAÇOS DESSA LEGÍTIMA REPRESENTAÇÃO ORGÂNICA já existem naturalmente (máxime desde 1931). Isso sem nos referirmos às eternas instituições, Igreja e Milícia. A quem alegar ignorantemente ser isso "fascismo", convidamo-lo a estudar história, sociologia e política; replicamos-lhe, demais a mais, que pomos o Brasil acima dos chavões criados pela conspiração internacional dos traidores das pátrias. — ESTADO ORGÂNICO, REPRESENTAÇÃO PELA FAMÍLIA E O TRABALHO. Por meio das CORPORAÇÕES social-económicas e culturais (clero, magistério, forças armadas, artes liberais e mecânicas, agricultura, indústria, comércio, transportes, jornalismo, radialismo, etc.): autónomas dentro da Orgânica Imperial, portanto não fascistas, estatistas ou socialistas — garantir-se-á todo o bem familiar, social, económico e cultural da Nação, dos Produtores, tendo os Chefes de família sua benéfica influência e representação nos Conselhos Municipais, pois eles, os Chefes de família, são imagem do IMPERADOR, que é Chefe da Família Dinástica, hierarquicamente a primeira Família brasileira. Isso tudo impede a formação criminosa do capitalismo ladrão, de "trust" e camorras agrícolas, comerciais e industriais, que saqueiam o Povo Brasileiro e lhe dificultam a vida; reprime a voracidade do fisco contra a PRODUÇÃO NACIONAL, bem como proscreve os conluios politiqueiros manejadores do voto individualista (que nada representa), os quais ardilosamente exploram o povo em nome do povo ou em nome do que chamam de democracia (termo equívoco) para melhor engambelarem os incautos contentáveis com "palavras bonitas" a prazos certos — vésperas de eleições).
III. PATRIA E RAÇA — Afirmação da Pátria Imperial Brasileira; sua valorização espiritual (religiosa, intelectual e moral), física e económica Proteção e defesa da Família contra os males modernos. Afirmação da Raça em todos os seus elementos tradicionais e novos-integrados (filhos de estrangeiros). Solução séria e definitiva do problema negro-índio-sertanejo e de todos os marginais. Formação e valorização física, intelectual e religioso-moral nacionalista da Raça. Resolução dos problemas de migração, imigração e colonização.
Definição da situação do estrangeiro no Império. Reação contra todas as formas do Imperialismo estrangeiro no Brasil.
IV. NOVA DIVISÃO ADMINISTRATIVA — POLÍTICA E DESCENTRALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA. CAPITAL NO CENTRO DO IMPÉRIO. Divisão do País em províncias menores puramente administrativas. Educação contra o mau espírito regionalista e a favor do Município, célula do Estado Imperial. — Fundamentação em base sólida da Unidade Nacional sem prejuízo das legítimas liberdades provinciais, e, sobretudo, da Autonomia dos Municípios, células políticas do Estado imperial, garantindo-lhes uma vida local forte e livre em união estreita política orgânica com o Centro (CÔRTE), colocado realmente no centro geo-económico do Império. Aí se concentrará toda a nossa vida nacional orgânica política, económica e militar defensiva e ofensiva com irradiação para a periferia, por um sistema de circulação rápida e eficiente (rodovias, ferrovias, rios, canais, aerovias). Neste artigo Pátria-Nova firma o princípio de que unidade não significa uniformidade, ao contrário do monismo totalitário da democracia republicana. O Brasil é uma UNIDADE e não uma soma de "unidades federativas" como os Estados-Unidos. Cumpre, portanto, continuar o processo histórico da cissiparidade territorial do Império, criando províncias (aspiração aliás de muitas regiões do País, obstada pelos preconceitos e princípios falsos e antinacionais estrangeiristas republicanos), segundo um justo e proveitoso critério geopolítico, económico e administrativo, para maior bem do Trabalho nacional e expansão demográfica. Nisto como em tudo, é a nossa História e não a dos outros povos que principalmente nos deve ensinar.
V. EDUCAÇÃO, DEFESA NACIONAL E POLÍCIA — Disciplina espiritual como base de todas as outras. Cultura filosófica cristã segundo os Princípios do Estado Imperial Orgânico. Como princípio, o Estado Imperial lera no ensino mera função supletiva e fiscalizadora da idoneidade da educação ministrada pelos particulares (indivíduos, famílias ou institutos).
Elevação do nível cultural total das forças militares. Nobilitação (Reação contra os desmoralizadores prêmios "monetários" ao mérito). Serviço militar obrigatório condicionado aos outros interesses nacionais. - Promoção das indústrias básicas metalúrgicas e siderúrgicas (Agora também desenvolvimento das atómicas). Previsão de indústrias mobilizáveis para a guerra. Planejamento de mobilização e defesa da frente interna. Eficiência técnica. — Desenvolvimento dos quadros do oficialato para enquadramento mobilizatório eficaz e rápido Previsão da produção no tempo de beligerância. — Reaparelhamento da Armada à altura da vocação e missão internacional do Brasil. — Idem da Aeronáutica. - Polícia Militar nacionalizada e apropriada aos seus fins. — Restabelecimento da Polícia Municipal com carácter de auxiliar.
VI. JUSTIÇA — Reposição da Justiça nos princípios cristãos e rigor na sua observância, Unidade de Justiça e de Processo. Assistência judiciária. Elevação do nível moral da magistratura. Novo sistema penitenciário ou prisional. Nobilitação.
VII. POLÍTICA INTERNACIONAL — ENTENDIMENTO ESPECIAL LUSÍADA (BRASIL-PORTUGAL). INTEGRAÇÃO DO MUNDO HISPANICO. Realizados os itens anteriores, já se terão firmado perfeitamente a paz e prosperidade internas do Império. Cumprirá, todavia, no plano internacional, voltar à nossa antiga alta posição diplomática e de prestígio mundial. Estabelecer uma política internacional altiva e cristã. Há de se começar por um sistema de alianças fundamentais baseadas em nossas tradições "de família" lusitana ou LUSÍADA (Política Atlântica) e, mais extensamente, hispânicas e neo-hispânicas (sem desprezo dos compromissos legítimos e tradicionais já existentes), o que contribuirá para a paz internacional e o bem da Cristandade restaurada, pondo-nos em situação de baluarte poderoso da defesa do Ocidente cristão e católico. Seremos então um aliado respeitado porque forte.
II. MONARQUIA — Imperador responsável que reine e governe, escolhendo livremente os seus ministros. Base MUNICIPAL SINDICALISTA (corporativa) da organização do Estado Imperial (Orgânico). Direitos majestáticos da Dinastia Nacional, aclamada pela Nação no fundador político da Pátria Imperial Brasileira, Dom Pedro I, e agora representada pelo sr. Dom Pedro III, isto é, Dom Pedro Henrique de Bragança, descendente dos Reis e Imperadores que, juntamente com aqueles dignos homens de que somos também descendentes — os nossos bons Avós estadistas, fazendeiros, lavradores, trabalhadores, industriais, cabos-de-guerra, soldados, mercadores, marinheiros — fizeram a grandeza antiga, a felicidade e o prestígio do Brasil. (Explicação necessária - PROCURADORES DO POVO. Serão representantes do povo e auxiliares do Imperador, nos Conselhos e nas Câmaras, os verdadeiros procuradores das classes produtoras e intelectuais (operários, técnicos, patrões, representantes da Cultura), o que evita a exploração demagógica individualista dos politiqueiros irresponsáveis, inimigos do bem comum da multidão, fomentadores de desordens, dilapidadores da fortuna, perturbadores da paz e prosperidade pública, amiúde agentes do interesse estrangeiro. Muitas Sociedades, Associações, Ordens, Institutos, Sindicatos, FUTUROS BRAÇOS DESSA LEGÍTIMA REPRESENTAÇÃO ORGÂNICA já existem naturalmente (máxime desde 1931). Isso sem nos referirmos às eternas instituições, Igreja e Milícia. A quem alegar ignorantemente ser isso "fascismo", convidamo-lo a estudar história, sociologia e política; replicamos-lhe, demais a mais, que pomos o Brasil acima dos chavões criados pela conspiração internacional dos traidores das pátrias. — ESTADO ORGÂNICO, REPRESENTAÇÃO PELA FAMÍLIA E O TRABALHO. Por meio das CORPORAÇÕES social-económicas e culturais (clero, magistério, forças armadas, artes liberais e mecânicas, agricultura, indústria, comércio, transportes, jornalismo, radialismo, etc.): autónomas dentro da Orgânica Imperial, portanto não fascistas, estatistas ou socialistas — garantir-se-á todo o bem familiar, social, económico e cultural da Nação, dos Produtores, tendo os Chefes de família sua benéfica influência e representação nos Conselhos Municipais, pois eles, os Chefes de família, são imagem do IMPERADOR, que é Chefe da Família Dinástica, hierarquicamente a primeira Família brasileira. Isso tudo impede a formação criminosa do capitalismo ladrão, de "trust" e camorras agrícolas, comerciais e industriais, que saqueiam o Povo Brasileiro e lhe dificultam a vida; reprime a voracidade do fisco contra a PRODUÇÃO NACIONAL, bem como proscreve os conluios politiqueiros manejadores do voto individualista (que nada representa), os quais ardilosamente exploram o povo em nome do povo ou em nome do que chamam de democracia (termo equívoco) para melhor engambelarem os incautos contentáveis com "palavras bonitas" a prazos certos — vésperas de eleições).
III. PATRIA E RAÇA — Afirmação da Pátria Imperial Brasileira; sua valorização espiritual (religiosa, intelectual e moral), física e económica Proteção e defesa da Família contra os males modernos. Afirmação da Raça em todos os seus elementos tradicionais e novos-integrados (filhos de estrangeiros). Solução séria e definitiva do problema negro-índio-sertanejo e de todos os marginais. Formação e valorização física, intelectual e religioso-moral nacionalista da Raça. Resolução dos problemas de migração, imigração e colonização.
Definição da situação do estrangeiro no Império. Reação contra todas as formas do Imperialismo estrangeiro no Brasil.
IV. NOVA DIVISÃO ADMINISTRATIVA — POLÍTICA E DESCENTRALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA. CAPITAL NO CENTRO DO IMPÉRIO. Divisão do País em províncias menores puramente administrativas. Educação contra o mau espírito regionalista e a favor do Município, célula do Estado Imperial. — Fundamentação em base sólida da Unidade Nacional sem prejuízo das legítimas liberdades provinciais, e, sobretudo, da Autonomia dos Municípios, células políticas do Estado imperial, garantindo-lhes uma vida local forte e livre em união estreita política orgânica com o Centro (CÔRTE), colocado realmente no centro geo-económico do Império. Aí se concentrará toda a nossa vida nacional orgânica política, económica e militar defensiva e ofensiva com irradiação para a periferia, por um sistema de circulação rápida e eficiente (rodovias, ferrovias, rios, canais, aerovias). Neste artigo Pátria-Nova firma o princípio de que unidade não significa uniformidade, ao contrário do monismo totalitário da democracia republicana. O Brasil é uma UNIDADE e não uma soma de "unidades federativas" como os Estados-Unidos. Cumpre, portanto, continuar o processo histórico da cissiparidade territorial do Império, criando províncias (aspiração aliás de muitas regiões do País, obstada pelos preconceitos e princípios falsos e antinacionais estrangeiristas republicanos), segundo um justo e proveitoso critério geopolítico, económico e administrativo, para maior bem do Trabalho nacional e expansão demográfica. Nisto como em tudo, é a nossa História e não a dos outros povos que principalmente nos deve ensinar.
V. EDUCAÇÃO, DEFESA NACIONAL E POLÍCIA — Disciplina espiritual como base de todas as outras. Cultura filosófica cristã segundo os Princípios do Estado Imperial Orgânico. Como princípio, o Estado Imperial lera no ensino mera função supletiva e fiscalizadora da idoneidade da educação ministrada pelos particulares (indivíduos, famílias ou institutos).
Elevação do nível cultural total das forças militares. Nobilitação (Reação contra os desmoralizadores prêmios "monetários" ao mérito). Serviço militar obrigatório condicionado aos outros interesses nacionais. - Promoção das indústrias básicas metalúrgicas e siderúrgicas (Agora também desenvolvimento das atómicas). Previsão de indústrias mobilizáveis para a guerra. Planejamento de mobilização e defesa da frente interna. Eficiência técnica. — Desenvolvimento dos quadros do oficialato para enquadramento mobilizatório eficaz e rápido Previsão da produção no tempo de beligerância. — Reaparelhamento da Armada à altura da vocação e missão internacional do Brasil. — Idem da Aeronáutica. - Polícia Militar nacionalizada e apropriada aos seus fins. — Restabelecimento da Polícia Municipal com carácter de auxiliar.
VI. JUSTIÇA — Reposição da Justiça nos princípios cristãos e rigor na sua observância, Unidade de Justiça e de Processo. Assistência judiciária. Elevação do nível moral da magistratura. Novo sistema penitenciário ou prisional. Nobilitação.
VII. POLÍTICA INTERNACIONAL — ENTENDIMENTO ESPECIAL LUSÍADA (BRASIL-PORTUGAL). INTEGRAÇÃO DO MUNDO HISPANICO. Realizados os itens anteriores, já se terão firmado perfeitamente a paz e prosperidade internas do Império. Cumprirá, todavia, no plano internacional, voltar à nossa antiga alta posição diplomática e de prestígio mundial. Estabelecer uma política internacional altiva e cristã. Há de se começar por um sistema de alianças fundamentais baseadas em nossas tradições "de família" lusitana ou LUSÍADA (Política Atlântica) e, mais extensamente, hispânicas e neo-hispânicas (sem desprezo dos compromissos legítimos e tradicionais já existentes), o que contribuirá para a paz internacional e o bem da Cristandade restaurada, pondo-nos em situação de baluarte poderoso da defesa do Ocidente cristão e católico. Seremos então um aliado respeitado porque forte.
... haja o que houver, no meio das catástrofes sociais e políticas em que nos metemos por estupidez, filosoficamente importa-nos voltar à clara sabedoria cristã dos Agostinhos e Tomás de Aquino.
Historicamente, cumpre-nos retomar o caminho perdido dos factos e leis nacionais, fora da historieta de partido, caminho ora cheio de anfractuosos estorvos.
Sociologicamente, precisamos repensar as Nossas Tradições positivas, para melhorá-las, actualizá-las.
Essas não estão em livros americanos, ingleses e franceses, mas sim em obras lusas ou brasileiras não-traduzidas e, amiúde, em castelhano.
Tamanho esforço de recuperação, já o vêm fazendo há uns trinta anos os irmãos mais velhos, filhos da nossa Comum Tradição – os monárquicos integrais portugueses de quatro continentes.
Vão sendo revelados por eles alguns dos mestres comuns das nossas comuns instituições.
Há anos já, trabalham também, mais pobremente, os PATRIANOVISTAS e outros Tradicionalistas animosos no descobrimento e valorização das nossas raizes
históricas.
...
Arlindo Veiga dos Santos,
São Paulo de Piratininga, 12 de Novembro de 1946.
Historicamente, cumpre-nos retomar o caminho perdido dos factos e leis nacionais, fora da historieta de partido, caminho ora cheio de anfractuosos estorvos.
Sociologicamente, precisamos repensar as Nossas Tradições positivas, para melhorá-las, actualizá-las.
Essas não estão em livros americanos, ingleses e franceses, mas sim em obras lusas ou brasileiras não-traduzidas e, amiúde, em castelhano.
Tamanho esforço de recuperação, já o vêm fazendo há uns trinta anos os irmãos mais velhos, filhos da nossa Comum Tradição – os monárquicos integrais portugueses de quatro continentes.
Vão sendo revelados por eles alguns dos mestres comuns das nossas comuns instituições.
Há anos já, trabalham também, mais pobremente, os PATRIANOVISTAS e outros Tradicionalistas animosos no descobrimento e valorização das nossas raizes
históricas.
...
Arlindo Veiga dos Santos,
São Paulo de Piratininga, 12 de Novembro de 1946.
1962 - Arlindo Veiga dos Santos - Ideias que Marcham no Silêncio (2ª edição, 2021)
Ver apresentação da vida e obra de Arlindo Veiga dos Santos em https://www.resistenciacultural.com.br/autores/arlindo-veiga-dos-santos/
Publicado em 1962, Ideias que marcham no silêncio... é a obra de maturidade do professor, escritor, tradutor, jornalista e poeta Arlindo Veiga dos Santos (1902 – 1978), contendo uma súmula de seu ideário católico, monárquico e tradicionalista.
Contém o prefácio da edição original, do jurista José Pedro Galvão de Sousa (1912 – 1992), mas esta 2ª edição foi revista, ampliada e ilustrada. Contém um novo prefácio, de autoria do desembargador Ricardo Dip, um posfácio do professor Victor Emanuel Vilela Barbuy e, em apêndice, um ensaio do jurista espanhol Francisco Elías de Tejada (1917 – 1978), situando Arlindo Veiga dos Santos como expoente do tradicionalismo hispânico; além de textos de Luiz Cordeiro Mergulhão – coordenador do Projeto Arlindo Veiga dos Santos – e Teresa Malatian – biógrafa do Autor. O fundador da Ação Imperial Patrianovista Brasileira e da Frente Negra Brasileira, incansável combatente pelo Brasil hispânico e mestiço, tem agora a sua opus magnum novamente à disposição do público.
Contém o prefácio da edição original, do jurista José Pedro Galvão de Sousa (1912 – 1992), mas esta 2ª edição foi revista, ampliada e ilustrada. Contém um novo prefácio, de autoria do desembargador Ricardo Dip, um posfácio do professor Victor Emanuel Vilela Barbuy e, em apêndice, um ensaio do jurista espanhol Francisco Elías de Tejada (1917 – 1978), situando Arlindo Veiga dos Santos como expoente do tradicionalismo hispânico; além de textos de Luiz Cordeiro Mergulhão – coordenador do Projeto Arlindo Veiga dos Santos – e Teresa Malatian – biógrafa do Autor. O fundador da Ação Imperial Patrianovista Brasileira e da Frente Negra Brasileira, incansável combatente pelo Brasil hispânico e mestiço, tem agora a sua opus magnum novamente à disposição do público.
A história do movimento monarquista - O Patrianovismo e Arlindo Veiga dos Santos (1928-1978). Ver entrevista sobre o movimento monarquista realizada na pagina da Ação Orleanista no dia 19/08/2019 concedida pela doutora Teresa Malatian, professora titular em Historiografia da FCHS/UNESP.
... a democracia está para o totalitarismo como a fruta verde para a fruta madura. - Arlindo Veiga dos Santos
Bibliografia
A pesquisa pioneira, incontornável, foi a dissertação de mestrado A Ação Imperial Patrianovista Brasileira, de Teresa Maria Malatian Roy.