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        • II. O caráter orgânico e democrático da monarquia medieval portuguesa
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        • IV. A origem das Cortes e a representação dos Concelhos
        • V. O caráter consultivo das Cortes e a soberania Real
        • VI. O pacto fundamental e a legitimidade da Monarquia
        • VII. Reflexões sobre o Estado, a Nação e o Pacto na Tradição Política Portuguesa
        • VIII. O Absolutismo, o Pombalismo e a Reação Tradicionalista
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Domingos de Gusmão Araújo (1889-1959)

...nós somos inimigos da Democracia por amor ao povo, e inimigos da Liberdade, por amor às liberdades.

[ in "Da poesia das cinzas à poesia das brasas", Nação Portuguesa, ano I, nº 6, Dezembro de 1914, pp. 176-178. ]

Nasceu no dia 6 de Junho de 1889, no lugar da Bajouca, Lanheses, filho de Francisco José Araújo e Maria da Soledade Alves Castro. Faleceu em 19 de Dezembro de 1959 na Quinta da Barqueira (Douro).

Estudou em Ponte de Lima, concluindo o secundário no Liceu de Braga. Em 1908, passou a frequentar em Lisboa o Curso Superior de Letras. Em Maio de 1911, quando frequentava o 3º Ano do Curso, partiu para a Galiza juntando-se às tropas que, sob o comando de Paiva Couceiro, deram o primeiro combate à implantação do regime republicano. Nesse mês, o Papa Pio X publicou a Encíclica Iamdudum in Lusitania, denunciando a perfídia dos governantes republicanos com a "Lei de Separação" - "o propósito dos autores desta perversa lei não foi a de separar a república da Igreja lusitana, que despojam e perseguem, foi a de separar a Igreja do Vigário de Jesus Cristo", escreveu Pio X. A situação vivida pela Igreja em Portugal era das mais graves: "uma incrível série de excessos e de crimes tinham sido decretados em Portugal para a opressão da Igreja.". Ainda em 1911, Gusmão Araújo combateu em Vinhais mas, ficando gravemente ferido, já não participou nas incursões de Chaves, em 1912.

Seguiu para o exílio na Bélgica, onde se matriculou na Faculdade de Filosofia da Universidade de Lovaina e fundou, com Luís de Almeida Braga, a revista Alma Portuguesa, primeiro órgão do Integralismo Lusitano, da qual foi diretor.

Regressou a Portugal em 1916, onde desempenhou atividade docente no Liceu Camões, em Lisboa.


Em 1933, foi professor de Literatura Portuguesa na Universidade de Poitiers. 

Licenciou-se em Direito e foi reitor do Liceu de Viseu. Aposentou-se em 1957. 


Desenvolveu atividade literária em várias revistas culturais e em jornais de índole nacional e regional. 

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Domingos de Gusmão Araújo, In "Album dos Vencidos", nº 9
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Bibliografia de Domingos de Gusmão Araújo

1913
  • "Do romantismo", Alma Portuguesa, 1, Maio de 1913, pp. 14-16.​
  • "Idealismo e Acção", Alma Portuguesa, 2, Setembro de 1913.
1914
  • Da poesia das cinzas à poesia das brasas, Nação Portuguesa, ano I, nº 6, Dezembro de 1914, pp. 176-178.
​1926
  • "O diabo feito músico", Ordem Nova, Ano 1, Vol. 1, nº 1, Março de 1926, pp. 14-16.
  • "O pecado da democracia", Ordem Nova, Ano 1, Vol. I, nº 3, Maio de 1926, pp. 86-90.
​

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Domingos de Gusmão Araújo, "O diabo feito músico", Ordem Nova, Ano 1, Vol. 1, N.º 1, [Março] de 1926, pp. 14-16.

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... as sonoridades bergsonianas do senhor Leonardo Coimbra. Uma vaga cor intelectualista mais de forma do que de fundo, se espraia nas suas divagações conselheirais, em esqueletizada frase, enfim, numa técnica de quem pensa que pensa e, por isso, e só por isso, é pensador.
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O povo - a massa total - interessa-nos, mais sinceramente do que a eles. E o que deles, democratas, nos separa, não é a matéria. É a ideia formal. Mas reparando melhor, teremos de rectificar a confissão de semelhança. É que a democracia destaca do "total" uma fracção - a das chamadas classes inferiores - para sobrepô-la às outras, mais criadoras, porque só é criador quem é aristocrata. A democracia, sob pena de incorrer em pecado de lógica, tem, para ser coerente , de eliminar o conceito de liberdade. É que nós somos diferentes e a liberdade das diferenças voa à desigualdade brutal. Mas ela procura evitar esse perigo, suprimindo a liberdade.
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a crise moderna é uma crise da vida de relação. Se não regressarmos às inspirações renovadoras do catolicismo, perder-nos-emos. No fundo de todas as coisas gira um conceito metafísico e teológico. A Revolução há-de fazer-se sobre esses princípios.
Domingos de Gusmão Araújo, "O pecado da democracia", Ordem Nova, nº 3, 1926, pp. 86-90.



Bibliografia passiva

"Domingos de Gusmão Araújo", Album dos Vencidos, nº 9


"Galeria de Honra - Dr. Domingos de Gusmão Araújo", Notícia de Lanheses, Setembro de 1991, pp. 1-3.

​Video sobre Domingos de Gusmão Araújo - Domingos de Gusmão Araújo, um lanhesense no Integralismo Lusitano
​​...nós não levantaríamos nem o dedo mínimo, se salvar Portugal fosse salvar o conúbio apertado de plutocratas e arrivistas em que para nós se resumem, à luz da perfeita justiça, as "esquerdas" e as "direitas"!

​​- António Sardinha (1887-1925) - 
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[sugestões, correções e contributos: [email protected]]