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        • II. O caráter orgânico e democrático da monarquia medieval portuguesa
        • III. A formação das instituições representativas e o papel das Cortes
        • IV. A origem das Cortes e a representação dos Concelhos
        • V. O caráter consultivo das Cortes e a soberania Real
        • VI. O pacto fundamental e a legitimidade da Monarquia
        • VII. Reflexões sobre o Estado, a Nação e o Pacto na Tradição Política Portuguesa
        • VIII. O Absolutismo, o Pombalismo e a Reação Tradicionalista
        • IX. A Legitimidade Dinástica e Institucional na História Portuguesa
        • X. O Papel das Cortes na Monarquia Nova e a Representação dos Corpos Sociais
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António Sardinha, 1887-1925

António Maria de Sousa Sardinha nasceu em Monforte do Alentejo em 9 de Setembro de 1887.

Poeta, historiador e político, destacou-se como ensaísta, polemista e doutrinador, tornando-se um verdadeiro condutor da intelectualidade portuguesa do seu tempo.

Foi pela mão de Eugénio de Castro que Sardinha publicou os seus primeiros poemas, quando tinha apenas 15 anos. Em 1909, obteve o prémio máximo nos jogos florais luso-espanhóis de Salamanca, com Lírica de Outubro.

​Em 1911, formou-se em Direito na Universidade de Coimbra. Tendo sido um destacado republicano municipalista enquanto estudante, após a implantação da República deu-se nele uma profunda desilusão com o novo regime. Retornou à fé católica e converteu-se ao ideário da monarquia, juntando-se a Hipólito Raposo, Alberto de Monsaraz, Luís de Almeida Braga e Pequito Rebelo, para fundar a revista Nação Portuguesa, publicação de filosofia política a partir da qual foi lançado o movimento político-cultural denominado "Integralismo Lusitano" em defesa de uma "monarquia tradicional, orgânica, anti-parlamentar".

António Sardinha cedo se destacou no seio do grupo integralista pela força do seu verbo. Em 1915, por via da sociologia política de São Tomás de Aquino, começa a deixar para trás o jacobinismo e o cientismo positivista ao publicar O Valor da Raça, consumando pela mesma altura a sua passagem das Letras à Política ao pronunciar na Liga Naval de Lisboa uma conferência alertando para o perigo de uma absorção de Portugal por Espanha. Em Abril de 1918, durante o breve consulado de Sidónio Pais, António Sardinha foi eleito deputado na lista da minoria monárquica. Em 1919, exilou-se em Espanha após a sua participação na fracassada tentativa restauracionista da Monarquia do Norte e de Monsanto (Lisboa).

​Em 4 de Abril de 1921, pronunciou na Sociedad Unión Ibero-Americana, em Madrid, uma conferência intitulada "La Unidad Hispánica", contendo as primícias do livro A Aliança Peninsular (1924) onde, rejeitando o unitarismo iberista de filiação maçónica e a tese da decadência ocidental de Oswald Spengler, afirmou o universalismo hispânico como a base da sobrevivência da civilização do Ocidente (tese retomada nos anos de 1930 por Ramiro de Maeztu, em Defensa de la Hispanidad, mas sem fazer qualquer referência a António Sardinha). Inspirando-se no "antigo paralelismo de Quinhentos" - dois Estados e duas Dinastias - propôs a Aliança que, propiciando nos povos de origem peninsular a consciência de uma superior finalidade espiritual, poderia conduzir ao estabelecimento de uma "liga das nacionalidades hispânicas" com vasta projecção geopolítica. Eis o seu conceito: "Hispanismo (de Hispânia e não de Espanha) é a palavra que exprime e coordena todas as aspirações criadoras, não só das pátrias peninsulares como das nacionalidades hispano-americanas. Brasil incluído."

Ao regressar a Portugal, em Maio de 1921, Sardinha prosseguiu em defesa da Instituição Real na chefia do Estado, mas doravante sem contemporizar com os defensores do regime oligárquico derrubado em 1910. O ideário de uma Monarquia Representativa, ou Monarquia-Social, defendido por Sardinha e pelos seus pares no Integralismo, apelava para uma representação nacional por delegações directas dos municípios e sindicatos das profissões e actividades económicas.

Em 1922, relançou a revista Nação Portuguesa, adotando o subtítulo de "Revista de Cultura Nacionalista". Nas palavras de apresentação do seu último livro de ensaios - Ao Princípio era o Verbo, 1ª ed. 1924, pp. XI-XXII - Sardinha demarcou o seu nacionalismo tradicionalista, de matriz católica, universalista, de outros nacionalismos então emergentes (o Fascismo ascendeu ao poder em Itália, em 1922). António Sardinha morreu em Elvas, em 10 de Janeiro de 1925, quando contava apenas 37 anos.

Do casamento de António Sardinha com Ana Júlia Nunes da Silva, em Agosto de 1912, nasceu um filho no dia 14 de Junho de 1914. Lopo morreu um ano depois, em 29 de Junho de 1915. A biblioteca e o arquivo de António Sardinha conservam-se na Biblioteca Universitária João Paulo II, em Lisboa, por doação de sua viúva.

​Em 16 de Agosto de 1940 foi erigido em Monforte, por subscrição pública, um monumento à sua memória.

​*
Na Poesia, António Sardinha publicou Tronco Reverdecido (1910), A Epopeia da Planície - Poemas da Terra e do Sangue (1915), Quando as Nascentes Despertam... - Poemas da Turbação e da Boa Estrela (1921), Na Corte da Saudade - Sonetos de Toledo (1922), Chuva da Tarde - Sonetos de Amor (1923). Após a sua morte, foram publicados três volumes: Era uma Vez um Menino (1926), O Roubo da Europa (1931) e Pequena Casa Lusitana (1937).

Em prosa, António Sardinha publicou apenas três títulos independentes: O Valor da Raça (1915), Ao Princípio era o Verbo (1924) e A Aliança Peninsular (1924). A sua conferência O Território e a Raça (1915), pronunciada na Liga Naval de Lisboa, surgiu no volume colectivo A Questão Ibérica (1916). O seu estudo sobre A Teoria das Cortes Gerais foi publicado, em 1924, como prefácio à 2ª edição de Memórias para a História e Teoria das Cortes Gerais do 2º Visconde de Santarém (1ª edição, 1827-1828) e, em livro, na Biblioteca do Pensamento Político, em 1975; no prelo ou em preparação para a impressão, deixou dois volumes: Ao Ritmo da Ampulheta (1925) e Na Feira dos Mitos (1926). Os editores dos volumes póstumos publicaram grande parte do restante espólio literário: Durante a Fogueira (1927), À Sombra dos Pórticos (1927), Da Hera nas colunas (1928), Purgatório das Ideias (1929), De Vita et Moribus (1931), 'A prol do comum...' (1934), Processo dum Rei (1937), Glossário dos Tempos (1942) e À Lareira de Castela (1943).

Nos últimos ensaios que publicou na revista Nação Portuguesa (1922-25), bem como em A Aliança Peninsular (Porto, 1924), Sardinha anunciou que projectava a refundição de O Valor da Raça (1915) sob o título Teoria da Nacionalidade. À entrada da década de 1930, Luís Chaves testemunhou: “muitas vezes António Sardinha se me queixou” de que esse seu livro "se ressentiu da precipitação com que foi feito"  (Luís Chaves, "Problemas étnicos", Política, nº 10, 10 de Janeiro de 1930, p. 38). As anotações de Chaves, sugerem que a insatisfação de Sardinha poderá ter estado sobretudo nos capítulos que dedicou à pré-história - “O génio ocidental” e “O espírito da Atlântida”, que poderiam ter sido mais hipotéticos do que afirmativos, não indo além de uma exposição das "nebulosidades lendárias do ocidente”. Para estudar e compreender a evolução do pensamento de António Sardinha, todos os escritos são naturalmente importantes, inclusive o livro que, por sua expressa decisão, foi inutilizado e retirado de circulação: O Sentido Nacional de uma Existência (texto de 1913).

​Após a sua reconversão ao catolicismo e adesão ao ideário monárquico, comunicada aos amigos em Dezembro de 1912, Sardinha manteve-se em evolução, estudando, refletindo, corrigindo-se, em contínua ascensão espiritual. Revistos e por si organizados, merecem destaque as prosas reunidas sob os seguintes títulos:
​
  1. Ao princípio era o Verbo - Ensaios e Estudos (1924);
  2. A Aliança Peninsular - Antecedentes e possibilidades (1924);
  3. Ao Ritmo da Ampulheta - Crítica & Doutrina (1925);
  4. Na Feira dos Mitos - Ideias & Factos (1926);
  5. A Teoria das Cortes Gerais (2ª ed., com introdução de Henrique Barrilaro Ruas, 1975).

De entre as evoluções do seu pensamento, são de salientar o afastamento do nacionalismo étnico dos republicanos e da tese da expansão ultramarina como uma das causas da decadência portuguesa [ver a evolução do seu pensamento entre 1917 e 1924, desde os textos "As duas raças" e "Duas datas" (1917) até aos escritos após o exílio em Espanha (1919-1921), como "Porque voltámos" (1922), e as prosas reunidas em À lareira de Castela (1943)].
​
​J. M. Q.

[ actualizado em 04.12.2025 ]
Fotografia
António Sardinha no seu gabinete de trabalho, in "Nação Portuguesa - Revista Mensal de Cultura Nacionalista", 3ª série, nº 9-10, 1926.

 RESUMO DA OBRA DE ANTÓNIO SARDINHA EM PONTOS-CHAVE

  • Autor e Obra
    • António Sardinha, fundador do Integralismo Lusitano.
    • Obra dedicada à defesa da tradição, da monarquia e do municipalismo.
  • Ideias Centrais
    • A nacionalidade portuguesa é anterior ao Estado: é uma realidade histórica, e não uma criação estritamente política e jurídica.
    • A defesa da autonomia portuguesa e rejeição do iberismo político.
    • Rejeição do liberalismo e do parlamentarismo da partidocracia, identificados como causas da decadência nacional.
    • A defesa da Instituição Real na chefia do Estado, com descentralização de poderes e representação nacional de base municipal (não ideológico-partidária).
  • Fundamentos Doutrinários
    • Defesa da Doutrina Social da Igreja.
    • Defesa da Tradição e da Representação Municipal e Corporativa.
    • Rejeição das ideologias revolucionárias - mito do progresso e da evolução indefinida - e do conservadorismo: defesa de uma “Revolução da Tradição”.
  • Raízes Históricas
    • Origem lusitana: sedentarismo e culto da terra.
    • O Município como célula-mãe da nacionalidade.
    • Formação gradual: Citânias → Concelhos → Cortes-Gerais → Monarquia tradicional.
  • Crítica da Sociedade Moderna
    • Denúncia do individualismo e do centralismo estatal.
    • A Maçonaria e as ideologias jacobinas são vistas como forças desagregadoras.
  • Propostas Políticas
    • Representação regional e profissional (Municípios e Sindicatos).
    • Voto por famílias e classes.
    • Estado descentralizador.
  • Programa Nacional
    • “Verdade Portuguesa”: síntese tradicionalista, regionalismo e corporativismo.
    • Restauração das instituições históricas – Municípios na Base e Instituição Real no Topo.
  • Elementos Culturais
    • O lirismo é um elemento essencial e prova de autoctonia portuguesa.
    • Defesa da literatura nacional e da “religião da Beleza” contra o cosmopolitismo.
  • História e Exemplos
    • O papel do municipalismo nas crises nacionais (1384, 1640, invasões francesas).
    • Crítica ao constitucionalismo e à Carta de 1826.
    • Reabilitação de figuras históricas (D. João IV, D. João V, D. Miguel I, D. Carlota Joaquina) e condenação de Gomes Freire (Maçonaria).
  • Chamamento à Juventude
    • Apelo à regeneração da Pátria pelo regresso à Ordem e à Tradição.
    • Nun’Álvares como símbolo tutelar da Pátria portuguesa.
  • Doutrina Social e Económica
    • Defesa do corporativismo contra o capitalismo e a usura.
    • Crítica da industrialização e da “americanização” da vida.
    • Proposta de reorganização social baseada na família, no município e nas organizações do trabalho.
  • Dimensão Internacional
    • A Aliança peninsular e hispano-americana para defesa da civilização cristã.
    • Crítica ao imperialismo francês e norte-americano (yankee); proposta de bloco hispânico.



​INTEGRALISMO LUSITANO
O Integralismo Lusitano surgiu no início do século XX como um movimento de ideias visando a regeneração de Portugal. Um grupo de jovens saídos do curso jurídico da Universidade de Coimbra, ao estudarem a História de Portugal sob os seus diversos aspectos - moral, literário, político, social, económico, etc. - concluíram que a decadência portuguesa é sobretudo o resultado de um prolongado domínio do Estado por oligarquias políticas e económico-financeiras, sendo a regeneração possível se os portugueses forem capazes de restabelecer os valores e as tradições democráticas da monarquia portuguesa.

Inspirando-se na Doutrina Social de Igreja (Catolicismo Social), sobressaiu uma ideia-chave: impõe-se a reabilitação das estruturas políticas orgânicas tradicionais - municipalistas e sindicalistas - da Nação portuguesa e, por seu intermédio, reassumir o controlo das instituições centrais do Estado.

Durante o século XX, os integralistas estiveram sempre na linha da frente dos combates aos sucessivos regimes oligárquicos, centralistas, autoritários e repressivos: contra a ditadura do partido democrático na 1ª República e contra o regime de partido único na 2ª República ou “Estado Novo”.

Reagindo aos totalitarismos do século XX - democratismo, comunismo e fascismo  - o Integralismo aponta para uma nova era política fundada no personalismo e no municipalismo. 

​Nesta 3ª República, após a recuperação das liberdades cívicas, a prioridade passou a estar na libertação dos municípios da partidocracia e em pôr fim ao monopólio da representação nacional por intermédio de partidos político-ideológicos. No parlamento, à representação do pluralismo ideológico é necessário acrescentar a representação do pluralismo local e regional, social e espiritual. O poeta Afonso Lopes Vieira, com profundas 
afinidades de espírito com os integralistas, definiu-os como "revolucionários da Tradição" (*) , designação que António Sardinha retomou ao concluir A Teoria das Cortes Gerais.
​
(*) Afonso Lopes Vieira, Em Demanda do Graal, Lisboa, 1922, p. 298.

REVOLUCIONÁRIO DA TRADIÇÃO

(​Municipalismo e Sindicalismo)

Estes revolucionários da Tradição devem a sua gloriosa impopularidade a serem na realidade tão modernistas como anti-políticos, anti-parlamentares e sindicalistas. A eles me prendem afinidades de espírito porque em muitos pontos da batalha nos viemos a encontrar como irmãos de armas. Mas, não tendo a honra de lhe pertencer oficialmente – habituado como estou a manter uma independência que me é indispensável -, posso dizer que este tem sido o mais consciente dos núcleos de pensamento contemporâneo. Reagindo com mística bravura, por mercê de uma crença estabelecida em bases orgânicas, contra a mentira caduca e já arruinada da actual sociedade política e económica, os integralistas são os portugueses que sabem o que querem. E o seu esforço, mesmo quando outros resultados não desse, sempre seria este: ficar como um documento de honra e de coragem. 

Afonso Lopes Vieira, Em Demanda do Graal, Lisboa, 1922, p. 298.
​
I
....nós, tradicionalistas, não somos conservadores, mas sim renovadores.
​...
Um século inteiro de experiências dolorosas mostra-nos que nunca a sorte das classes pobres pode ser tratada e minorada pelos governos saídos do voto, que são estruturalmente governos sujeitos por defeito de origem à venalidade e à corrupção. 


[ António Sardinha usa a palavra "democracia" como sinónimo de mentira ou embuste, de regime político dominado por oligarquias partidárias e financeiras. Em "Capital e Trabalho" (1917), é feita uma breve exposição da doutrina do catolicismo social contida na encíclica Rerum novarum, manifestando esperança de que através do Sindicalismo - na organização autónoma dos trabalhadores -  se poderá ir para além do domínio da plutocracia. Em substituição da luta de classes, os integralistas defendem a harmonia entre o Capital e o Trabalho e o papel da Realeza que, por ser independente das oligarquias, é um verdadeiro juiz imparcial.] 


(Capital e Trabalho, 1917; A Festa do Trabalho)

II
...os exemplos ruinosos do Constitucionalismo não podiam seduzir uma alma desempoeirada de moço.
Depois, o que me ensinava a Universidade na sua cadeira de Direito Público? Ensinava-me a aceitar a Revolução Francesa e a considerar a democracia, tal como o cidadão Cunha e Costa a considera: — um facto definitivo e irremovível.
...
Dentro de mim havia ideias ávidas, — é certo, ideias bebidas com o leite, herdadas com o sangue.

Eu era um municipalista de natureza, não só porque nas minhas veias repousavam dois séculos ininterruptos de boa tradição concelhia, mas também porque vira o meu município suprimido por João Franco em 1895 e guardado em nossa casa durante três anos o seu pendão de damasco rubro, à espera de uma hora melhor.
 ...
O municipalismo me levou à república, o municipalismo me trouxe à verdade monárquica.


​(O meu republicanismo, 1917)
III
... o movimento sindicalista é assim, no polo oposto ao nosso, um começo de restauração da sociedade pela substituição do pluralismo orgânico ao atomismo revolucionário
(....)
É pela defesa do Estado histórico, reduzido ao mínimo, que é como quem diz, ao exercício de suas funções especificas, que o Tradicionalismo completa o Sindicalismo, recebendo dele a recomposição da sociedade baseada no federalismo das classes.


​(A transformação do Estado, 1918)
IV
Gritam as "direitas", - gritam as "esquerdas". "Esquerdas" e "direitas" urge que desapareçam, porque são filhas do individualismo solto da Revolução [Francesa], - e a Revolução é a morte da alma centenária dos povos e a geradora da monstruosidade plutocrática dos tempos modernos, perante a qual, e esquecidas as regras divinas da Justiça, é quase de legítima defesa a monstruosidade bolchevista.
[...]
​...nós não levantaríamos nem o dedo mínimo, se salvar Portugal fosse salvar o conúbio apertado de plutocratas e arrivistas em que para nós se resumem, à luz da perfeita justiça, as "esquerdas" e as "direitas"!
 
 
(Mais longe ainda!, 1923)
A dignificação política do nosso País conseguir-se-á quando os homens bons de Portugal se resolverem a arrancar os Municípios das mãos em que caíram, cortando pela raiz o partidismo.

(Teoria do Município, 1924)
V
Anteriores aos direitos circunscritos do Estado, há os direitos da sociedade, mais extensos e mais profundos, para cuja garantia o Estado exclusivamente se constitui. Existiam esses direitos, bem nítidos, bem contornados, na nossa sociedade pré-afonsina. (...) em Portugal – fenómeno extraordinário e único ... – a nação antecedeu o Estado.
...
Como homens de tradição, somos assim renovadores e, como tal, revolucionários.

...
Não pensamos numa ressurreição arqueológica – trabalho de arquitecto alheio às modificações e aos acréscimos do tempo – do que foram os Três Estados do Reino. Mas estabelecendo como fundamento do Estado histórico e nacional a representação das pessoas morais e dos interesses permanentes, se a instituição se não reproduz nos seus lineamentos primitivos, reproduzir-se-á na sua essência – no conteúdo vital que a animou. Esse conteúdo é o do
social prevalecendo sobre o individual – é o do grupo substituindo o indivíduo. Assim era no passado. Assim o veremos com a já inevitável Ordem Nova, quando a hora soar do maximalismo do Ocidente – resposta heróica e luminosa à tropelada de pesadelo, em que a Ásia enigmática tenta despedaçar o que resta da velha supremacia europeia. Que actualidade mais bela para uma reedição do memorando trabalho do Visconde de Santarém?
​
​
(A Teoria das Cortes Gerais, 

​[II. 
O Caráter Orgânico e Democrático da Monarquia Medieval Portuguesa; ... 

XI. Crítica ao Individualismo e Perspectivas de Renovação], 1924)

[ Novembro de 2025, J. M. Q. ] 

Estudos e Ensaios*

  • 1905 - "Cristóvão Falcão. Ainda alguns subsídios para a sua biografia", O Século: revista literária, científica e artística, 11 de Dezembro de 1905, p. 3. [Ana Isabel Desvignes, 2006, p. 32 e 41; Susana Rocha Relvas, 2025, p. 51]
 
  • 1906 - A autenticidade de Grão Vasco, Ilustração Portuguesa, dir. Carlos Malheiro Dias, 2ª série, nº 19, 2 de Julho de 1906, pp. 598-605. 
 
  • 1912 - [assinou "António de Monforte"] - "O Génio Ocidental", Dionysos - Revista mensal de filosofia, ciência e arte, Coimbra, nº 2, Março de 1912, pp. 90-97.
 
  • 1913 - [assinou "António de Monforte"] - "Ex Oriente Lux!", Dionysos - Revista mensal de filosofia, ciência e arte, Coimbra, Série 2, nº 1, Fevereiro de 1913, pp. 1-3.
 
  • 1914 - Teófilo, Mestre da Contra-Revolução (Fevereiro de 1914), Nação Portuguesa, ano I, nº 1, 8 de Abril de 1914, pp. 7-15 (I); nº 2, 8 de Maio de 1914, pp. 38-52 (II); nº 3, Junho de 1914, pp.  92-100 (III).
  • 1914 - Poder pessoal e poder absoluto, Nação Portuguesa, ano I, nº 4, Julho de 1914, pp. 106-120.
  • 1914 - A apologia da guerra, Nação Portuguesa, ano I, n.º 5, Novembro de 1914, pp. 151-161.
 
  • 1915 - O Valor da Raça - Introdução a uma campanha nacional. 
  • 1915.01 - "Das razões do "Integralismo", Nação Portuguesa, ano I, n.º 7, Janeiro de 1915, pp. 206-217.
  • 1915.03 - O Rei do Trabalho, Jornal da Noite, Março de 1915; e Nação Portuguesa, ano I, n.º 8, Junho de 1915, pp. 244-254.
  • 1915.04.07 - O Território e a Raça - Conferencia realizada na sala nobre da Liga Naval Portuguesa, em 7 de Abril de 1915, A questão Ibérica, Lisboa, 1916, pp. 10-76.
  • 1915.12 - "O testamento de Garrett", Nação Portuguesa, nº 10, Dezembro de 1915, pp. 293-305; "O testamento de Garrett (conclusão)", Nação Portuguesa, nº 11, Abril de 1916, pp. 325-336  (in Glossário dos Tempos, Porto, Edições Gama, 1942, pp. 51-119).
 
  • 1916 - No jardim da Raça ["O filho de Ramires": Afonso Lopes Vieira, "Carta"; José Manuel Quintas, Filhos de Ramires, 2004)
  • 1916 - A Quinta do Vedor (Elvas)
  • 1916.05.10 - Carlos de Mesquita (in Purgatório das Ideias).
  • 1916.08 - A teoria da Nobreza (Agosto de 1916), Nação Portuguesa, 1ª série, nº 12, Novembro de 1916, pp. 359-376.
  
  • 1917 - A Epopeia Franciscana
  • 1917 - A geração nova e a Esperança
  • 1917 - A nova Rússia [ antes da revolução bolchevique]
  • 1917 - Na morte do Senhor
  • 1917 - 24 de Julho
  • 1917 - Velando as armas
  • 1917 - Ao crepúsculo da Inteligência
  • 1917 - Cultura Clássica
  • 1917 - Do valor da Tradição
  • 1917 - Gomes Freire (Revisão de um processo)
  • 1917 - Igreja e Democracia
  • ​1917 - Igreja e Monarquia
  • 1917 - In Memoriam de Fialho de Almeida
  • 1917 - O exército espanhol
  • 1917 - O meu republicanismo​
  • 1917 - General Rodrigues da Costa
  • 1917 - O drama de Fialho [de Almeida], Janeiro
  • 1917 - João Cabral do Nascimento, A Monarquia, Lisboa, 19 de Fevereiro (in Além Mar, Funchal, 1933)
  • 1917 - A "Carta" [ de 29 de Abril de 1826 ] 
  • 1917 - A Democracia e a Guerra, Junho.
  • 1917 - Mensagem ao Cardeal Mercier em nome dos Católicos Portugueses, 10 de Junho.
  • 1917 - Capital e Trabalho, Julho
  • 1917 - O caso da Suíça, Julho
  • 1917 - 1820, Agosto
  • 1917 - A Soberania de Roma, Agosto 
  • 1917 - O Príncipe da Paz, Agosto
  • 1917 - Porque resiste a Alemanha?, Agosto
  • 1917 - Revolução em Espanha, Agosto
  • 1917 - A estátua do Marquês [16 de Agosto de 1917]
  • 1917 - Duas Datas
  • 1917 - A resposta de Wilson, Setembro 
  • 1917 - As Monarquias de Amanhã, Setembro 
  • 1917 - A Ordem Burguesa, Setembro
  • 1917 - Fátima, Setembro.
  • 1917 - A batalha do Buçaco [ Bussaco ], Outubro 
  • 1917 - O Nosso Futuro, Outubro
  • 1917 - As duas raças [a monárquica e a republicana], Novembro
  • 1917-1919 - O 'Milagre' de Ourique
​

  • 1918 - No Forte da Graça [ Elvas ] (acerca da prisão de Afonso Costa)
  • 1918 - Nacionalismo Literário [Afonso Lopes Vieira]
  • 1918 - Testemunho de uma Geração, Prefácio a Uma Campanha Tradicionalista, por Caetano Beirão, 1919
  • 1918 - Exército e Tradição
  • 1918 - Um Vereador [António Lino Neto], Janeiro
  • 1918 - A Transformação do Estado, Fevereiro 
  • 1918 - El-Rei D. Carlos, Fevereiro
  • 1918 - Aníbal de Azevedo, Abril 
  • ​1918 - A Democracia na América, Maio
  • 1918 - Alexandre Cabeças, Maio 
  • 1918 - Mons. Ragonesi, Julho
  • 1918 - Palavras no Diário da Câmara dos Deputados, sessões de 29 e de 30 de Julho [a retirada da Família Real para o Brasil; resposta a acusação de germanofilia ]
  • 1918 - Então porque fugiu? [ acerca da retirada da Família Real para o Brasil, em 1807 ]
  • 1918 - A Herança de Garrett, Agosto
  • 1918 - O rei Fernando, Agosto 
  • 1918 - Oliveira Martins, Agosto 
  • 1918 - Os nossos Reis, Agosto 
  • 1918 - Quatro anos depois, Agosto
  • 1918 - A conversão de Bocage, Setembro 
  • 1918 - Monarquia e República (esboço de uma teoria), Setembro 
  • 1918 - O "copiador" de Junot, Outubro 
  • 1918 - D. Carlota Joaquina, Dezembro
  • 1918 - E Agora? [após o assassínio de Sidónio Pais], Dezembro
 
  • 1919 - A agonia de Agatão Tinoco
  • 1919 - A descoberta de Espanha
  • 1919 - A política espanhola
  • 1919 - Crónica de Espanha. "El sobre cerrado"
  • 1919 - Nocturno de S. Silvestre
  • 1919 - A questão de Marrocos, Agosto
  • 1919 - Os sapos de Clóvis [Clóvis I, 466 – 511 ou 513 d.C., rei dos Francos], Agosto 
  • 1919 - O caso D. Jaime, Novembro
  • 1919 - Nocturno de S. Silvestre, 31 de Dezembro
 
  • 1920 - 'Poemas Castellanos'
  • 1920 - À lareira de Castela
  • 1920 - A minha adesão à república​
  • 1920 - Amizade peninsular 
  • 1920 - Meditação de Aljubarrota
  • 1920 - Portugueses e Espanhóis
  • 1920 - De quem é a vitória? [ acerca da plutocracia e do bolchevismo ]
  • 1920.01 - O espólio de Fradique («O espólio de Fradique», Eça de Queiroz. "In memoriam", organizado por Eloy do Amaral e M. Cardoso Martha, Lisboa, Parceria António Maria Pereira, 1922, pp. 334-375; ​O espólio de Fradique - Badajoz, exílio, 2 de Janeiro de 1920, in Purgatório das Ideias, Lisboa, Férin, 1929, pp. 3-55).
  • 1920.01 - Pratiquemos um acto de inteligência! (Carta a Álvaro Maia), Badajoz - exílio, Janeiro de 1920.
 
  • 1921 - A Festa da Raça
  • 1921 - Paixão de Espanha
  • 1921 - Sob o poder de Pôncio Pilatos, Março
  • 1921 - A aproximação luso-espanhola - Entrevista ao Diário de Lisboa, 14.07.1921, p. 5.
  • 1921 - A nossa Revolução [após a "noite sangrenta" que vitimou Machado Santos e Carlos da Maia]
  • 1921 - Eu, pecador me confesso... , Quinta do Bispo, Elvas, Novembro de 1921
​
  • 1922 - "Portugal, tierra gensor!"
  • 1922 - À margem de um livro (A Mentira da Flandres... e o Medo!, pelo major Ferreira do Amaral, 1876-1931); (reed. in "A Prol do Comum...",, Lisboa, Ferin, 1934, pp. 177-180)​
  • 1922 - Hispanismo e Latinidade 
  • 1922 - In Memoriam de Eça de Queirós (1922).
  • 1922 - A Crise do Estado
  • 1922 - Na Sinagoga, Maio
  • 1922 - A música das 'Cantigas' [de Santa Maria] 
  • 1922 - Questões de História
  • 1922 - O Pan-hispanismo, Contemporânea, nº 2, Junho de 1922, pp. 49-51.
  • 1922 - A Ordem-Nova, Julho (in Nação Portuguesa, 2ª Série, nº 1, Julho de 1922, pp. 6-12; Reed. in Ao princípio era o Verbo).
  • 1922 - La Unidad Hispánica, Unión Ibero-Americana, Julio y Agosto de 1922, pp. 67-73.
  • 1922 - Porque Voltámos (Editorial da revista Nação Portuguesa, 2ª série, Lisboa, nº 1, Julho de 1922; in "A Prol do Comum...", Lisboa, Ferin, 1934, pp. 163-174).
  • ​1922 - A volta do Espírito, Agosto de 1922 (a propósito do livro " O Deserto" de Manuel Ribeiro, 1878-1941, in Purgatório das Ideias, Lisboa, Ferin, 1929).
  • 1922 - Hispanismo e Espanholismo. Ainda a entrevista de Miramar, Nação Portuguesa, 2.ª série, n.º 5, Novembro de 1922, pp. 211-214;​ Ainda a entrevista, Nação Portuguesa, 2.ª série, n.º 6, Dezembro de 1922, pp. 278-281.
  • 1922 - 1640, Nação Portuguesa, 2ª série, nº 6, Dezembro de 1922, pp. 241-251.
 
  •  1922-1923 - O génio de Camilo
  •  1922-1923 - A 'religião da Beleza'
 
  • 1923 - A lição do Brasil - A Jackson de Figueiredo (Nação Portuguesa, 2, 11 (in "A Prol do Comum...", Lisboa, Ferin, 1934, pp. 183-221).
  • 1923 - As ideias de Duguit (in "A Prol do Comum...", Lisboa, Ferin, 1934, pp. 225-232).
  • 1923 - Hipólito Raposo (in De Vita et Moribus, Lisboa, Ferin, 1931, pp. 207-213).
  • 1923 - O "caso" de Fialho [prefácio a Castelo Branco Chaves, Fialho de Almeida - Notas sobre a sua individualidade literária, Coimbra, Lumen, 1923] [ pdf ] [ver também O drama de Fialho, 1917]
  • 1923 - Olhando o Caminho, Janeiro
  • 1923 - Ao Princípio era o Verbo (palavras de apresentação do Livro), Elvas, Quinta do Bispo, Fevereiro de 1923 (Ao Princípio era o Verbo, 1ª ed. 1924, pp. XI-XXII)
  • 1923 - Eterno tema. Aclarações indispensáveis, Nação Portuguesa, 2.ª série, n.º 8, Fevereiro de 1923, pp. 381-384.
  • 1923 - Almas Republicanas (Homens Livres - Livres da Finança & dos Partidos, nº 2, Dezembro de 1923)
  • 1923 - Mais longe ainda! , Dezembro
  • 1923 - Na morte de Barrès, Dezembro
  • 1923 - “O Nacionalismo Brasileiro e o Integralismo Português”, América Brasileira, ano II, n.º 24, (Dezembro de 1923): 339.
  
  • 1924 - Os novos judeus [o banqueiro Frédéric François-Marsal tornara-se ministro das finanças em França; texto integrado na colectânea de ensaios 'A Prol do Comum', 1934 ]
  • 1924 - “Carta de Portugal: Camino de la dictadura?”, El Debate, Madrid, año XIV, n.º 4521, (11 de enero de 1924): 3.
  • 1924 - “El cuarto centenario de Camoens: España debe unirse a Portugal para honrar al cantor de la unidad ibérica”, El Debate, Madrid, año XIV, n.º 4542, (5 de febrero de 1924): 1.262 
  • 1924 - “Carta de Portugal: Último”, El Debate, Madrid, año XIV, n.º 4586, (27 de marzo de 1924): 3.
  • 1924 - “Carta de Portugal: El genio hispánico de Menéndez y Pelayo”, El Debate, Madrid, año XIV, n.º 4.642, (1 de junio de 1924): 3.
  • 1924 - Relações luso-espanholas. A questão da pesca, Nação Portuguesa, 3.ª série, n.º 1 (1924), pp. 43-44. [Texto assinado por A.S., em 16.08.1924.]
  • 1924 - Nacionalismo Galego e Lirismo Português
  • 1924 - O Século XVII, Lusitania - Revista de Estudos Portugueses, Vol. II, Fasc. I, Setembro de 1924, pp. 57-78.
  • 1924 - “Carta de Portugal: La sombra de un muerto”, El Debate, Madrid, año XIV, n.º 4748, (3 de octubre de 1924): 1 -2.
  • 1924 - A dor de Antero [ de Quental ]
  • 1924 - O verdadeiro Antero [de Quental]
  • 1924 - Teófilo Braga
  • 1924 - Adiante, por sobre os cadáveres! [ver tb 1987 - Mário Saraiva - Uma frase de António Sardinha ]
  • 1924 - colaboração - In Memoriam do Conde de Sabugosa (1924).
  • 1924 - Medicina e História [ 1922 ? ]
  • 1924 - Nos átrios da Cidade-Nova
  • 1924 - Texto de A.S., sem título, Nação Portuguesa, 3.ª série, n.º 2 (1924), pp. 94-95, acerca do texto de Oliveira Lima transcrito nas pp. 92-94, «Em resposta» a Agostinho de Campos.
  • 1924 - Madre-Hispânia
  • 1924 - ​Ao Princípio era o Verbo - Ensaios e Estudos.
  • 1924 - A Teoria das Cortes Gerais [Prefácio a 2º Visconde de Santarém, Memórias e alguns documentos para a História e Teoria das Cortes Gerais. Nova edição, 1924; 2ª edição, Lisboa, BPP, 1975.
  • ​1924 - Teoria do Município
  • 1924 - A Aliança Peninsular - Antecedentes e Possibilidades.
  • ​1924 - Esta Elvas..., Setembro.
  • ​1924 - Carta para perto [ Estremoz ]
 
Publicações póstumas
  • 1925 - Ao Ritmo da Ampulheta - Crítica & Doutrina (obra póstuma) (Coimbra, Lvmen - Empresa Nacional Editora). [organizada pelo Autor, mas não completamente revista]
  • 1926 - Na Feira dos Mitos - Ideias & Factos, Lisboa, 1926 (2ª edição, 1942).
  • 1926 - As quatro onças de oiro, Nação Portuguesa, 3ª série, 9-10, 1926, pp. 365-381.
  • 1926 - Um romântico esquecido (conclusão), Nação Portuguesa, série IV, tomo I, fascículo II, pp. 97-108.
  • 1926 - Ocidentalismo e Cristianismo, Nação Portuguesa, série IV, tomo I, fascículo III, 1926, pp. 169-181; e fascículo IV, pp. 241-255.
  • 1926 - colaboração In Memoriam de Camilo Castelo Branco (1926).
  • ​1927 - Durante a Fogueira - Páginas da Guerra, Lisboa, 1927.
  • 1927 - À Sombra dos Pórticos - Novos ensaios, Lisboa, Ferin, 1927.
  • 1927-1928 - O Brasil e o Hispanismo, Nação Portuguesa, série IV, tomo II, n.º 7, Novembro de 1927, pp. 7-19; n.º 8, Novembro de 1927, pp. 101-112; n.º 9, Janeiro de 1928, pp. 173-185.
  • 1928 - Plano da 'História de Portugal', em Rodrigues Cavalheiro, «À memória de António Sardinha. A 'História de Portugal'», Nação Portuguesa, série V, tomo I, n.º 2, Agosto de 1928, pp. 101-105.
  • 1929 - Respostas de António Sardinha a um questionário enviado em Março de 1923 pelo Dr. Alves dos Santos, director do Laboratório de Psicologia Experimental, de Coimbra, em «À memória de António Sardinha. António Sardinha, orador», Nação Portuguesa, série V, tomo II, fascículo 11 (Maio de 1929), pp. 325-328.
  • ​1929 - Da Hera nas Colunas - Novos Estudos, Coimbra, 1929.
  • 1929 - Purgatório das Ideias - Ensaios de Crítica, Lisboa, 1929.
  • 1930 - La Alianza Peninsular, Madrid, 1930;  La Alianza Peninsular, Segovia, 1939.
  • 1931 - De Vita et Moribus - Casos & Almas, Lisboa, 1931.
  • 1934 - 'A Prol do Comum...' - Doutrina & História, Lisboa, 1934.
  • 1937 - Processo de um Rei, Porto, 1937.
  • 1940 - Ao Princípio era o Verbo, 2ª edição. Edições Gama, 1940. (pdf)
  • 1942 - Glossário dos Tempos, Porto, Edições Gama, 1942.
  • 1943 - À Lareira de Castela, Lisboa, Gama, 1943.

(*) Por expressa decisão de António Sardinha, foi inutilizado e retirado de circulação um seu primeiro livro em prosa intitulado O Sentido Nacional duma Existência (1913). Naquela época, com vinte e poucos anos, António Sardinha abandonou o jacobinismo republicano, retornando à fé católica e convertendo-se ao ideário monárquico. Esse livro, seria a sua primeira obra em prosa, homenageando um seu conterrâneo - António Tomás Pires. Ao nascer para uma nova vida espiritual, cívica e política, o Autor poderá ter querido libertar-se de excrescências que considerou indignas de si.

[J.M.Q. & M.V.C.]

POESIA

Fotografia
​ANTÓNIO SARDINHA . POESIA, Setembro de 2024
Sumário
Nota editorial - J. M. Q. e M. V. C. 
​
I. Obras publicadas em vida do Autor:
​
Tronco Reverdecido (1910)
A Epopeia da Planície - Poemas da Terra e do Sangue (1915)
Quando as Nascentes Despertam... - Poemas da Turbação e da Boa Estrela (1921)
Na Corte da Saudade - Sonetos de Toledo (1922)
Chuva da Tarde - Sonetos de Amor (1923)

II. Obras publicadas postumamente:
​
Era uma Vez um Menino (1926)
O Roubo da Europa (1931)
Pequena Casa Lusitana (1937).

III. Dispersos

Posfácio: O Neo-Romantismo e a poética de António Sardinha, por José Carlos Seabra Pereira
EXCERTO DO LIVRO

ANTOLOGIA
Super flumina babylonis
António Sardinha defende que os problemas enfrentados pela Monarquia e pela Igreja em Portugal não resultaram da essência dessas instituições, mas sim da influência corruptora de ideologias estrangeiras introduzidas pela Maçonaria, em especial o despotismo iluminista do marquês de Pombal e o posterior liberalismo. Tanto a Realeza como a Igreja foram submetidas aos particulares e instáveis interesses de influentes oligarquias. Para Sardinha, a regeneração de Portugal exige que as essências tradicionais da Monarquia e da Igreja sejam repostas, libertando-as do ideologismo e das corrupções da Maçonaria.
Meditação de Aljubarrota
Alcácer-Quibir
24 de Julho
A Ordem Burguesa
Mouzinho da Silveira
Olhando o Caminho ​
Almas Republicanas ​
A Herança de Garrett ​
Sobre uma campa
A tomada da Bastilha
Fátima​
Pratiquemos um acto de inteligência!
O Sul contra o Norte
Ao princípio era o Verbo
"Mare nostrum"

Para mim, a Nacionalidade não morreu. Dorme apenas, guardada na integridade da sua alma de maravilha pelas virtudes místicas do Sebastianismo, de que há a extrair uma filosofia completa, - a filosofia da Esperança.

O que eu condeno é a importação das ideologias deprimentes da França de 89, por cujas funestas consequências se desorganizou a estrutura rija da Nacionalidade, - pelo Parlamentarismo no político, pelo Código-Civil no social, pelo Regalismo no religioso. ​

Diz-se integralista a nossa doutrina, porque a questão portuguesa se lhe apresenta em conjunto, debaixo de todos os seus aspectos. Não é exclusivamente o aspecto político que nos preocupa. Preocupam-nos com igual interesse o aspecto moral, o aspecto económico, o aspecto literário. [...] É preciso restaurar Portugal para Portugal. Por isso, o regresso da Monarquia não tem que valer unicamente como uma restauração – mas, sobretudo, como uma instauração.

a teoria da nobreza

As doutrinas integralistas pretendem restituir Portugal às suas instituições tradicionais. Um organismo não se fortifica senão reanimando-lhe as suas células constitucionais. A par de uma Dinastia independente, representante dos soberanos interesses da Pátria, é também necessário um regresso desafogado e sincero aos velhos quadros municipais e corporativos... sem AUTORIDADES SOCIAIS, não é possível transformar a circunstância política de uma restauração no princípio fecundo do ressurgimento de Portugal.

...servir o Estado - a coisa pública (RES PUBLICA), como então se dizia, importava desinteresse e abnegação. VIVER À LEI DA NOBREZA equivalia a viver desinteressadamente da sua própria fazenda, a ser-se "limpo de mãos". É que a HONRA excluía o PROVEITO. Eis a razão tão increpada, mas afinal tão compreensível, porque o nobre não podia negociar. Não nos esqueçamos que a Nobreza SERVIA. Servia cargos que, sem outra remuneração que a da HONRA, constituíam deste modo um custoso apanágio. NOBREZA OBRIGA, - ainda agora se exclama.

Vieram os mandamentos revolucionários com os seus igualitarismos frenéticos. Aboliu-se a Nobreza, que seria baseada no privilégio e na excepção, conforme salivava a fúria oratória dos declamadores. 

....Disse-se que a origem da autoridade se tinha deslocado para o seio das multidões, passando o poder a exercer-se por delegação. "Mas triunfou, porventura, a democracia? - interrogou Sardinha. Eis a sua resposta: "A democracia pura, - o governo do povo pelo povo, em nenhuma parte a vimos ainda subir ao capitólio."

Em vez da Nobreza, como classe social, inverteram-se os valores morais e mentais, surgindo no seu lugar os partidos políticos e clientelas "com o seu interminável cortejo de sicofantas e de aventureiros."

Desconhecendo a Nobreza, a filosofia revolucionária gerou as oligarquias financeiras. À selecção lenta e segura, obrigada pela capilaridade social, sucedeu a selecção do acaso, dando a primazia aos menos capazes e ao menos dignos. (...) sofremos uma estiagem de personalidades, - sufoca-se debaixo de uma nuvem de medíocres pomposos.

​Com a Profissão e com a Nobreza é que o Rei de Portugal - e não o minúsculo rei de um partido - empreenderá a restauração da Pátria pela Monarquia. 

TEORIA DAS CORTES GERAIS

(Síntese de Henrique Barrilaro Ruas )
Texto escrito para servir de prefácio à História e Teoria das Cortes Gerais do Visconde de Santarém, merece autonomia por se tratar de um impressivo monumento de reconstituição e análise histórica. Segundo Henrique Barrilaro Ruas, "mais que simples teoria da representação nacional, este trabalho de António Sardinha é uma teoria do Povo Português.".

O primeiro elemento dessa teoria é o personalismo: «Reconhecida a independência da personalidade humana, sobre esse traço espiritual a sociedade se restaurará». Bem distinto do individualismo, o personalismo integralista justifica e promove as formas sociais espontâneas.

Antes de tudo, a família: «A família, desenvolvendo-se como célula fundamental, oferece na sua composição intima a natureza do Estado».

Em seguida, as outras realidades pré-estatais: «O mais rigoroso experimentalismo sociológico, levando-nos indutivamente do Indivíduo à Família, da Família à Corporação e ao Município, do Município à Província (...)». 
A todas essas comunidades António Sardinha reconhece o direito fundamental de autogoverno: «Pela soberania social, são autónomos os Municípios, as Províncias, as Corporações».

É como garantia desses direitos que Sardinha justifica o Estado: «Anteriores dos direitos circunscritos do Estado, há os direitos da sociedade, mais extensos e mais profundos, para cuja garantia o Estado exclusivamente se constitui».

No caso concreto de Portugal, é claríssimo o pensamento de António Sardinha: «A nacionalidade surge duma rede miúda de beetrias e outras agremiações agrárias»; «Portugal tecera-se de uma federação instintiva de agrupamentos naturais»; e ainda: «Pela federação das nossas confrarias agrícolas Portugal se constituiu».


Nesse longo processo histórico, foi essencial o papel da Realeza. «Função unificadora»; «órgão essencial do Estado»; «órgão coordenador e necessário»; «elemento estático, traduzindo finalidade e continuidade»;

— o Rei é definido pela natureza espiritual do poder: «O juramento do Rei, incidindo sobre os privilégios e as isenções do seu povo, conferia-lhe a legitimidade e com ela a soberania»; «era legítima toda a dinastia que não destruísse o governo da "república" para cuja garantia os reis se criavam e ordenavam».


Na concepção integralista, o poder real, longe de ser absoluto, é um poder «complementário»: «Simples agente da coordenação governativa, organicamente mais dotado e mais provado de que qualquer outro», ao Rei pertence uma soberania «mais histórica que política». Por isso «seria tão absurdo fazer dirigir o Estado por qualquer homem-bom de qualquer comuna, como pôr o Rei a cuidar das conveniências locais nos diversos concelhos».

A TEORIA DO MUNICÍPIO

... o povo é quem a si mesmo se administra por magistrados eleitos e delegados seus. - Almeida Garrett


... precisamos de um Município-Estado, - componente da Pátria como elaborador e realizador de energias colectivas, é na actualidade um tema estreitamente ligado à sorte da Autoridade e da Civilização, reveste- se, quanto a nós, portugueses, de uma importância especial pela arraigada estrutura municipalista do nosso país . Como outrora os "vilões" ingressaram no corpo da Nobreza servindo com ânimo limpo e recto juízo as magistraturas concelhias , a dignificação política do nosso país conseguir-se-á por certo quando os "homens-bons" de Portugal, - que os há ainda ! - se resolvam a arrancar os Concelhos das mãos em que caíram, cortando pela raiz o partidarismo que envilece o Estado e insaciavelmente o depaupera. Não nos poupemos a tudo quanto contribua para preparar, contra o centralismo ignaro do Terreiro do Paço que tem Portugal como coisa conquistada, uma forte reacção dos elementos sãos da nacionalidade . O Municipalismo é um dos caminhos mais seguros e mais directos. Precisemos, pois , o que seja o Municipalismo, limpando-o das misturas bastardas com que anda de boca em boca na retórica salivosa dos comícios e congressos. Para bem agir, carece-se primeiro de se pensar bem. A mais se não destinam, como modesto indicador , os materiais reunidos no presente estudo.

A ALIANÇA PENINSULAR E O RAPTO DE EUROPA

... um Portugal enclausurado na sua estreita faixa atlântica, preocupa-nos deveras e é a realidade sobre a qual incidimos a todo o instante a nossa meditação, visto ser o aspecto mais grave de que o futuro nacional se reveste para nós.
[...] 

Debruçado para o Atlântico, no dia em que à fórmula estulta de união ibérica se substituir a fórmula consciente e erguida da aliança peninsular, Portugal, ligado à Espanha pela mesma finalidade exterior, recuperará novamente o senso adormecido da sua antiga vocação mundial. 
(1917)
( Síntese de Mário Saraiva )
A Aliança Peninsular traça-se num sentido eminentemente espiritualista e a sua projecção aponta-se até às novas nacionalidades onde prevaleceu a cultura das duas nações mães.

Elevando-se sobre as baixezas partidaristas em que ao tempo se enleava e absorvia por completo a política oficial, António Sardinha, preocupava-se com o destino ameaçado da pátria decaída e ousava chamá-la a voltar aos caminhos abandonados da sua vocação e da sua glória.

Homem de fé e de génio - não fora ele também um poeta! - visionava que Portugal continuasse a sua missão histórica, tão precisa quando a própria civilização de que éramos porta-estandarte enfermava de crise gravíssima.


No formoso poema inacabado, ansiadamente clamava:
​
“Europa! Europa!.............
........................................
Onde ficou o lábaro de Cristo?
Onde deixaste, Europa, a tua flama?”


Na centelha da inspiração, a alma do poeta ouvia soar uma daquelas horas dramáticas em que os filhos eleitos do destino são chamados a guardar o património e a honra dos pais:

“Sozinha, nos penhascos do Ocidente,
ouvindo ao mar o ímpeto brutal,
pariste longa e dolorosamente
um moço a quem chamaste Portugal!
 ...............................................
não temas, ó Europa, ................
já tens quem te dilate a Fé e o Império!”



Império entende-se aqui como o da civilização Ocidental e Cristã, que o materialismo ateu prometia varrer da superfície da terra.

Confessando-me católico e monárquico, confesso o património civilizador da minha Raça e a parte que me cabe dentro dele para o prolongar e enriquecer ainda mais. Preparemos os corações, saindo pela noite funda ao encontro da madrugada!​

Sobre António Sardinha
Afonso Lopes Vieira, 1878-1946
  • António Sardinha foi um herói do Espírito. Não morreu. Está sempre em Portugal. Está connosco. ​
Hipólito Raposo, 1885-1953
  • A alma de António Sardinha, mais do que nenhuma outra, exemplifica na nossa geração a escravatura e o resgate perfeito da inteligência.
Luís de Almeida Braga, 1886-1970
  • ​Quando a manhã das profecias despontar, o claríssimo espirito de António Sardinha há-de surgir da treva e do silencio, onde agora jaz, para dar de novo, no encoberto caminho, direção às almas​ ​
Simeão Pinto de Mesquita, 1889- ?, 
  • A lembrança dos que foram grandes de espírito, mesmo dos maiores, não escapa em regra ao destino humano do crepúsculo poente. Sardinha, entre raros, venceu essa regra: É que na sua obra reflete-se a aurora: o Sol vai nascer.
José Pequito Rebelo, 1893-1983
  • ​António Sardinha, num tempo em que Portugal tinha perdido a razão, teve a honra de pensar a Pátria; e o seu pensamento presidirá à ressurreição nacional.
Francisco Rolão Preto, 1893-1977
  • António Sardinha é a Contra-Revolução que se ultrapassa e torna em Revolução Nacional - Monarquia Social e Nação Imperial Portuguesa.
Fernando Amado, 1899-1968
  • ​A lição de António Sardinha vive hoje como ontem: é a mais clara promessa do futuro.​
José Centeno Castanho
  • A grande, oportuna e cada vez mais atual lição de António Sardinha é a afirmação clara e terminante da necessidade da Monarquia como fator indispensável ao ressurgimento da nossa passada grandeza

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Audio

António Sardinha e o Integralismo Lusitano - José Manuel Quintas e Fernando Rosas, debatem a figura de António Sardinha e o projeto do "Integralismo Lusitano", desde a República até ao Estado Novo. Arquivos RTP.

António Sardinha, José Manuel Quintas, Fernando Rosas, António de Oliveira Salazar, Francisco Rolão Preto, Francisco Veloso, Lino Neto, Igreja Católica, Dom João de Almeida, António Gomes da Costa, António Óscar Fragoso Carmona, Alfredo Augusto Pimenta, José Hipólito Raposo, Dom Manuel II, Dom Duarte Nuno de Bragança, Adolf Hitler, Benito Mussolini, Luís Cabral de Moncada, Oswald Spengler.


A evolução do Integralismo Lusitano; leitura do poema "Letreiro", de António Sardinha, por Luís Caetano.

​https://arquivos.rtp.pt/conteudos/antonio-sardinha-e-o-integralismo-lusitano/

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Video
"Hispanidade e Lusitanidade", por Cabo das Tormentas.
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Bibliografia passiva​​
  • 1915 - A Epopeia da Planície - poemas da Terra e do Sangue (Bibliografia), Nação Portuguesa, nº 11, Abril de 1916.
  • 1917 - Mariotte (pseudónimo de Amadeu de Vasconcelos), O Nacionalismo Rácico do Integralismo Lusitano, Lisboa, 1917.
  • 1925 - João Franco Monteiro - Morreu esta manhã o escritor nacionalista António Sardinha, Diário de Lisboa, 10 de Janeiro de 1925, p. 4.
  • 1925 - Un amigo de España, Correo de la Mañana, Badajoz, 11 de Janeiro de 1925, p. 1.
  • 1925 - La Muerte del Doctor Sardinha, Correo de la Mañana, Badajoz, 13 de Janeiro de 1925, p. 2.
  • 1925 - Marquês de Lozoya, "Notas sobre la obra de António Sardinha", Nação Portuguesa, 2ª série, pp. 181-188.
  • 1925 - Eugénio de Castro, Cartas de Torna-Viagem. Lumen.
  • 1925 - Gilberto Freyre, "Antonio Sardinha", Revista do Norte, Recife, n.1, p. 5-6, 1925.
  • 1926 - César de Oliveira, "Chuva da Tarde", Gil Vicente, Guimarães, 2ª série, nos. 1 e 2, 1926, pp. 14-19.
  • 1926 - Horácio de Castro Guimarães, "A Lição do Mestre", Gil Vicente, Guimarães, 2ª série, nos. 1 e 2, 1926, pp. 11-13.
  • 1926 - João Ameal, "A imortalidade de António Sardinha", Gil Vicente, Guimarães, 2ª série, no 1 e 2, 1926, pp. 2-3.
  • 1926 - Tavares Ferreira, "António Sardinha. Renovador de ideias: Reformador das almas", Gil Vicente, Guimarães, 2ª série, nos. 1 e 2, 1926, pp. 20-22.
  • 1927 - Juan Berreyto Pérez, Antonio Sardinha y la cuestion peninsular: estudios publicados en Nação Portuguesa, Valencia, 1927.
  • 1927 - Ruy Galvão de Carvalho, António Sardinha, Poeta do Amor Cristão, Coimbra, 1927.
  • 1928 - Rodrigues Cavalheiro, "À memória de António Sardinha. A 'História de Portugal'", Nação Portuguesa, Série V, Tomo I, nº 2, Agosto de 1928, pp. 101-105. 
  • 1928 - António Jorge de Almeida Coutinho e Lemos Ferreira, In Memoriam de António Sardinha - o seu testamento contra-revolucionário, Porto, 1928.
  • 1928 - In Memoriam de António Sardinha – O seu testamento contra-revolucionário. Breves reflexões de sentida saudade por António Jorge d`Almeida Coutinho e Lemos Ferreira. Porto, 1928.
  • 1930 - António Jorge de Almeida Coutinho e Lemos Ferreira, António Sardinha. Apóstolo contra-revolucionário e rectificador da História de Portugal. Porto, 1930.
  • 1930 - Política - Órgão da Junta Escolar de Lisboa do Integralismo Lusitano, nº 10, número dedicado a António Sardinha.
  • ​1930 - Luís Chaves, "Problemas étnicos", in Política - Órgão da Junta Escolar de Lisboa do Integralismo Lusitano, nº 10, pp. 37-40.
  • 1931 - Luís de Almeida Braga - Estudo in Roubo de Europa, Poema de António Sardinha
  • 1933 - Rodrigues Cavalheiro, "Pombal visto por Sardinha", Ocidente, no 6, Outubro de 1933, pp. 450-453.
  • 1934 - Agostinho da Costa Ilharco, Portugal Maior, Famalicão, Tip. Minerva, 10 de Setembro de 1934.
  • 1934 - António Jorge de Almeida Coutinho e Lemos Ferreira, Em Redor d'uma appreciação critica feita pelo Exmo. Senhor Agostinho da Costa Ilharco sobre António Sardinha, Porto, Costa Carregal, 1934.
  • 1937 - "António Sardinha" (nota da redacção), Gil Vicente, Janeiro de 1937.
  • 1937 - Manuel Múrias, "António Sardinha", Voz de Portugal, Rio de Janeiro, 12 de Fevereiro de 1937, pp. 1-3.
  • 1938 - Rui Galvão de Carvalho, "António Sardinha na Pequena Casa Lusitana", Gil Vicente, Janeiro de 1938, pp. 8-18.
  • 1940 - Conde de Aurora, "No espólio de Sardinha", Brotéria, Vol. XXX, Maio de 1940, pp. 505-520.
  • 1940 - Luís Chaves, "António Sardinha", Gil Vicente, Janeiro de 1940.
  • 1940 - Rodrigues Cavalheiro, "António Sardinha e o «Restaurador»", Ocidente, no 25, Maio de 1940, pp. 335-337.
  • 1940 - S. Saraiva de Carvalho, "A Saudade em António Sardinha", Gil Vicente, Guimarães, Janeiro e Março de 1940.
  • 1941 - Luís Chaves, "António Sardinha - poeta de inspiração etnográfica", Ocidente, no 33, Janeiro de 1941, pp. 142-144;
  • 1942 - J. Azinhal Abelho, "Elvas - Quinta do Bispo", Gil Vicente, Guimarães, Janeiro de 1942, pp. 8-11.
  • 1942 - Rebelo de Bettencourt, Teófilo Braga, mestre nacionalista. Teófilo Braga e António Sardinha, 1942.
  • 1943 - Guilherme Auler, António Sardinha, Recife, Ciclo Cultural Luso-brasileiro, 1943.
  • 1943 - José Pequito Rebelo, "Interpretação de uma frase de António Sardinha", Aléo, Lisboa, ano 2, nº 2, 2ª série, 1943.
  • 1943 - Luís de Almeida Braga, Posição de António Sardinha - Conferência proferida no Salão de Estudos Portugueses,Lisboa, 1943.
  • 1944 - Alfredo Pimenta, A propósito de António Sardinha - carta ao escritor brasileiro Guillherme Auler com quatro cartas de António Sardinha, Lisboa, 1944.
  • 1944 - Alfredo Pimenta, António Sardinha e o Grupo Recreativo dos Trinta e Seis. Porto, 1944.
  • 1946 - Rodrigues Cavalheiro, "Epistolário - Cartas inéditas de António Sardinha", Acção - Semanário da Vida Portuguesa, Lisboa, 10 de Janeiro de 1946, pp. 1, 6; Idem, Ibidem, 17 de Janeiro de 1946, p. 5; Idem, Ibidem, 24 de Janeiro de 1946, p. 8; Idem, Ibidem, 28 de Fevereiro de 1946, p. 4.
  • 1951 - João do Amaral, in A Voz, 11 de Janeiro de 1951.
  • 1951 - João Ameal, "Em memória de António Sardinha - doutrinador e apóstolo", A Voz, Lisboa, 12 de Janeiro de 1951.
  • 1951 - Meyrelles do Souto, "Algumas poesias inéditas de António Sardinha", A Voz, Lisboa, 13 de Janeiro de 1951.
  • 1951 - Guilherme de Ayala Monteiro, "António Sardinha - o político", Novidades - Letras e Artes, 14 de Janeiro de 1951.
  • 1951 - João Maria Mexia, António Sardinha: apontamento breve. Separata da revista Estudos, ano XXIX, nº 295, 1951.
  • 1951 - Rui Galvão de Carvalho, "António Sardinha trovador das coisas humildes", Gil Vicente, Guimarães, Janeiro-Fevereiro de 1951, pp. 5-17.
  • 1951 - Luís de Almeida Braga, Evocação de António Sardinha, Tribuna de Petrópolis, Ano III, nº 21, Abril de 1951, pp. 1 e 5.
  • 1952 - Arlindo Veiga dos Santos, 'Roubo de Europa" - Poema símbolo, Vária Matéria, São Paulo, 1963, pp. 5-14.
  • 1952 - Elías de Tejada, La lección de António Sardinha,  Reconquista [ pdf ] 
  • 1953 - Victor Santos, Caminhos da Poesia em António Sardinha, Lisboa, Livraria Portugal, 1954.
  • 1954 - Manuel Alves de Oliveira, Em lembrança de António Sardinha. Guimarães, Separata da revista Gil Vicente, 1954.
  • 1954 - Victor Santos, Caminhos da Poesia em António Sardinha. Ensaio. Lisboa, Livraria Portugal, 1954.
  • 1958 - J. Azinhal Abelho, A comoção rural na vida e obra de António Sardinha, Évora, Separata do Boletim da Junta da Província do Alto Alentejo, 1958.
  • 1959 - Carlos Lobo de Oliveira e Manuel Rosado de Vasconcelos - Dois ex-libris de António Sardinha e algumas notas genealógicas sobre a família do poeta. Vila do Conde, Separata do Boletim Academia Portuguesa Ex-Libris, ano 3-4, 1959.
  • 1960 - Amândio César e Francisco da Cunha Leão (Comentário) - Antologia Poética. Guimarães Editores, 1960.
  • 1960 – Rodrigues Cavalheiro (Selecção e prefácio), António Sardinha. Antologia de Textos. Lisboa, Edições Panorama, 1960.
  • 1966 - Cruz Malpique, Notas sobre o lirismo aristocrático e franciscano de António Sardinha. Guimarães, Separata da revista Gil Vicente. 1966.
  • 1968 – Rodrigues Cavalheiro, Um inédito de António Sardinha sobre a Monarquia do Norte. Lisboa, Separata da Revista Sulco, nº 15-16, 1968.
  • 1970 - Eurico Gama, António Sardinha (Páginas esquecidas e achegas para a sua biografia). Guimarães, Separata da revista Gil Vicente, 1970.
  • 1970 - Pedro da Câmara Leme, "António Sardinha no combate à desnacionalização ideológica - a "Geração de 70" e o Integralismo", Gil Vicente, Guimarães, nº 1 e 2.
  • 1972 - Abranches Martins, "António Sardinha e a "Visão Católica do Real"", O Debate, Lisboa, 8 de Abril de 1972, p. 2.
  • 1972 - Álvaro Júlio da Costa Pimpão, "António Sardinha. Pensador político e poeta", Escritos Diversos, Coimbra, Universidade de Coimbra, pp. 581-607.
  • 1972 - Carlos Neves Cabral, A poesia de António Sardinha. Lisboa, 1972.
  • 1972 - Manuel Alves de Oliveira, António Sardinha e o Brasil, Guimarães, Cadernos “Gil Vicente”, 1972.
  • 1972 - Cruz Malpique, A poesia de António Sardinha (Ensaio), Lisboa, 1972.
  • 1972 - Franco Nogueira, "Acerca de António Sardinha. Resposta do Dr. Franco Nogueira a Herculano Marques da Costa", O Debate, nº 1090, 12 de Fevereiro de 1972.
  • 1972 - Franco Nogueira, "Acerca de António Sardinha. Nova resposta do Dr. Franco Nogueira", O Debate, nº 1094, 11 de Março de 1972; nº 1095, 18 de Março de 1972; nº 1096, 25 de Março de 1972 (ver António Sardinha e o Iberismo. Acusação contestada, Lisboa, Biblioteca do Pensamento Político, 1974)
  • 1972 - Goulart Nogueira, "António Sardinha e o Brasil", Política, Lisboa, Ano III, nº 51 e 52, 1 e 15 de Abril de 1972.
  • 1972 - Abranches Martins, "António Sardinha e a "Visão Católica do Real", O Debate, Lisboa, 8 de Abril de 1972, p. 2.
  • 1972 - Henrique Barrilaro Ruas, "Um homem de Deus na cidade dos homens", O Debate, Lisboa, 8 de Abril de 1972, p. 2.
  • 1972 - José Pequito Rebelo, "A Aliança Peninsular. Uma política indesejável e indesejada. Monopólio da aliança para a Inglaterra ou relação multilateral?", O Debate, Lisboa, 22 de Abril de 1972, p. 1 e 7. [Os textos da polémica foram recolhidos em António Sardinha e o Iberismo. Acusação contestada, Lisboa, Biblioteca do Pensamento Político, 1974].
  • 1972 - Moreira das Neves, "A poesia de António Sardinha", O Debate, Lisboa, Ano XXII, 29 de Abril de 1972, p. 1 e 2.
  • 1972 - Marquês de Quintanar, "La Ruta del Sol", ABC, Madrid, 11 de Junho de 1972.
  • 1972 - José Pequito Rebelo, "A Aliança Peninsular", O Debate, Lisboa, 24 de Junho de 1972, p. 1 e 7; Idem, 8 de Julho de 1972, p. 1 e 7.
  • 1972 - António Sardinha - evocado pelo Marquês de Quintanar, O Debate, 29 de Julho de 1972, p. 9.
  • 1974 - José Pequito Rebelo - António Sardinha e o Iberismo. Acusação Contestada. Lisboa, Biblioteca do Pensamento Político, 1974.
  • 1974 - Mário Mota, "O poeta António Sardinha recordado", Gil Vicente, 2ª série, nº 1 e 2.
  • 1974 - António Oliveira Coelho, "A poesia de António Sardinha", Gil Vicente, 2ª série, nº 1 e 2.
  • 1974 - António Sardinha e o Iberismo. Acusação contestada, Lisboa, Biblioteca do Pensamento Político, 1974.
  • 1976 - Mário Saraiva, "A Alma Integralista", O Debate (reproduzido in Às Portas da Cidade, Lisboa, 1976, pp. 199-202).
  • 1979 - Manuel Alves de Oliveira, Dois Vimaranenses na obra de António Sardinha - Martins Sarmento e Alberto Sampaio, Guimarães, 1979.
  • 1981 - António Sardinha, Gil Vicente, Guimarães, 3ª série, nº 1, vol. II, Janeiro-Fevereiro-Março, 1981.
  • 1983 - Moreira das Neves, "Chuva da tarde na Quinta do Bispo", A Ordem, Porto, 28 de Abril de 1983, pp. 1-2.
  • 1986 - Marcos de Noronha, António Sardinha e a Aliança Peninsular. Separata de Armas e troféus, 5ª série, 5, Lisboa, 1986.
  • 1987 - Francisco J. Velozo, Correspondência inédita de António Sardinha, Separata do Boletim de Trabalhos Históricos, Guimarães, Vol. XXXVIII, 1987, pp. 24-47.
  • 1987 - Mário Saraiva - "Uma frase de António Sardinha", Sob o Nevoeiro (Ideias e Figuras), Lisboa, Edições Cultura Monárquica, pp. 129-138.
  • 1994 - A. Cordeiro Lopes, Dois projectos de geopolítica ibérica, de matriz tradicionalista - Vázquez de Mella e António Sardinha. Lisboa, Faculdade de Letras, 1994.
  • 1994 - António Manuel Couto Viana, António Sardinha (1989), Colegial de Letras e Lembranças, Lisboa, Universitária, 1994, pp. 67-72.​
  • 1998 - Susana Rocha Relvas, António Sardinha e suas relações culturais com Espanha "pacto de quinas y de flores de lis" entre "os semeadores de nacionalidades": recolha e análise da correspondência. Lisboa, 1998.
  • 2002 - Ana Isabel Sardinha Desvignes, Nas origens do integralismo lusitano: António Sardinha: aspectos de um percurso intelectual no século, 1903-1915. Lisboa, 2002.
  • 2003 - Susana Rocha Relvas, António Sardinha e o mundo hispânico: diálogo com mulheres sul-americanas. Separata Mulher, cultura e sociedade na América Latina = Mujer, cultura y sociedad en América Latina, Lisboa, 2003.
  • 2006 - Ana Isabel Sardinha Desvignes, António Sardinha (1887-1925). Um Intelectual no Século. Lisboa, Instituto de Ciências Sociais, 2006.
  • 2007 - Jorge de Azevedo Correia, António Sardinha (1887-1925) - Um intelectual no século de Ana Desvignes
  • 2007 - Teresa Martins de Carvalho, Uma biografia de António Sardinha, [António Sardinha, 1887-1925, Um intelectual no século, por Ana Isabel Sardinha Desvignes], lusitana antiga liberdade, 13 de Julho de 2007.
  • 2007 - Maria Luísa Castro Soares, Nas encruzilhadas do século XX: António Sardinha e Teixeira de Pascoaes. Vila Real. Centro de Estudos em Letras, Univiversidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, 2007.
  • 2008 - Ana Isabel Sardinha Desvignes (Organização, introdução e notas) e Rui Ramos (Prefácio), Correspondência de António Sardinha. Lisboa, Universidade Católica Editora, Lisboa, 2008.
  • 2010 - Maria da Conceição Vaz Serra Pontes Cabrita, "Aliança Peninsular", Revista Militar, nº 2496, Janeiro de 2010.​
  • 2013 - Ruy Miguel, António Sardinha – Monarquia e Nacionalismo. Ruy Miguel. Lisboa, Contra-Corrente, 2013.
  • 2013 - Maria da Conceição Vaz Serra Pontes Cabrita, Crise e Ruptura Peninsular em António Sardinha, Mátria Digital, nº 1, Novembro 2013 - Outubro 2014.
  • 2015 - George Manuel Gomes, «A construção do «hispanismo» na obra política de António Sardinha (1915-1925)», Ler História [Online], 68 | 2015, posto online no dia 18 março 2016, consultado em 3 novembro 2025. URL: http://journals.openedition.org/lerhistoria/1699; DOI: https://doi.org/10.4000/lerhistoria.1699
  • 2016 - Susana Rocha Relvas, O Pan-Hispanismo de António Sardinha: génese, receção e influência da sua obra. Iberian Interconnections. ACIS Conference Proceedings. (Eds.) Susana Rocha Relvas, Maria Gómez Bedoya e Rikki Morgan-Tamosunas. Porto, Universidade Católica Editora, pp. 256-269
  • 2017 - Susana Rocha Relvas, "Receção do pensamento de António Sardinha nas Revistas Brasileiras: A Ordem, América Brasileiro e Diário de Pernambuco” in Eliane Brites Rosa e Maria Emília Prado (Org.), Atas do XII Colóquio Internacional Tradição e Modernidade no Mundo Ibero-Americano. Rio de Janeiro, Rede Sirius, Porto: 2017, pp. 1-24.
  • 2020 - Manuel Rezende, Sardinha and Portuguese Traditionalism, The European Conservative, Winter 2020-2021, pp. 26-28.
  • 2021 - Daniel Santos Sousa, A poesia de António Sardinha, 24 de Janeiro de 2021.
  • 2022 - A. Paulo Dias Oliveira, "Hispanismo e Sebastianismo em três textos dos anos 20 de António Sardinha (1887-1925)", Contemporâneos, nº 23, Jul.- Dez. 2022.
  • 2022 - Maria da Conceição Vaz Serra Pontes Cabrita, Textos e contextos: António Sardinha e Eugénio de Castro, correspondência (1905-1924). Elvas, AiaR - Associação de Desenvolvimento pela Cultura, 2022. ​
  • 2024 - George Manuel Gomes, António Sardinha (1187-1925) et la contre-révolution ibérique. Le penseur et ses héritages, PIE - Peter Lang, 2024.
  • 2024 - José Carlos Seabra Pereira, "O neo-romantismo lusitanista e a poética de António Sardinha", in José Manuel Quintas e Manuel Vieira da Cruz (Org. ), António Sardinha - Poesia, Silveira, E-Primatur, 2024, pp. 665-864 [resumido in Poética neo-romântica de António Sardinha, Crítica XXI, 2025 ]
  • 2024 - Carlos Bobone. A Herança de António Sardinha (1887-1925), Correio Real, nº 30, Dezembro de 2024, pp. 12-17.
  • 2025 - José Miguel Sardica, "António Sardinha: 100 anos", Renascença, 8 de Janeiro de 2025.
  • 2025 - Jaime Nogueira Pinto, "Cem anos de António Sardinha", Diário de Notícias, 10 de Janeiro de 2025.
  • 2025 - José Manuel Quintas, Na vanguarda, Estudos Portugueses, Lisboa, 25 de Janeiro de 2025.
  • 2025 - Pierre Lafont, "António Sardinha, le maître du traditionalisme portugais", Écrits de Rome, 21, 2025, pp. 8-9.
  • 2025 - José Manuel Quintas, "Integralisme lusitanien et salazarisme - Entretien", Écrits de Rome, 21, 2025, pp. 10-15.
  • 2025 - Louis Furiet, "Nationalisme et universalisme chez António Sardinha", Écrits de Rome, 21, 2025, pp. 16-18.
  • 2025 - José Manuel Quintas, "António Sardinha - A volta do Espírito", in Estudos Portugueses, 10 de Julho de 2025; "Introdução" in Ensaios Escolhidos - António Sardinha, selecção de textos de Carlos Maria Bobone, Lisboa, Crítica XXI, Dezembro 2025, pp. 5-16.
  • 2025 - José Manuel Quintas and Manuel Vieira da Cruz, Lusophone Verses: An interview,  The European Conservative, Autumn 2025, pp. 56-58.
  • 2025 - José Miguel Sardica, Prefácio a Susana Rocha Relvas, Diálogos Ibéricos y Transatlânticos. Mapeando las redes intelectuales en torno al Hispanismo de António Sardinha. Transcripción y edición crítica y anotada del epistolário y textos dispersos (1906-1925), Lisboa, Universidade Católica Editora, pp. 15-34.
  • 2025 - Susana Rocha Relvas, Diálogos Ibéricos y Transatlânticos. Mapeando las redes intelectuales en torno al Hispanismo de António Sardinha. Transcripción y edición crítica y anotada del epistolário y textos dispersos (1906-1925), Lisboa, Universidade Católica Editora.
  • 2025-10-05 - José Manuel Quintas -  A Ideia de Hispanidade em António Sardinha.
  • 2025-10-11 - José Manuel Quintas - Moniz Barreto e a 'Aliança Peninsular' de António Sardinha
  • 2025-10-11 - José Manuel Quintas - António Sardinha e os "Azoríns, Unamunos & Cia."
  • ​2026 - Manuel Vieira da Cruz - António Sardinha: Breve Memória de um Centenário

​OS COMPOSITORES E A POESIA DE ANTÓNIO SARDINHA

I. Francine Benoît (1894-1990) compôs várias peças musicais com poemas de António Sardinha. As três primeiras têm origem no livro A epopeia da planície (1915); a quarta baseia-se num dos poemas em que António Sardinha evoca o seu filho Lopo (morto em 1915 com apenas um ano).
- Deus na planície, Op. 1, n.º 1, para canto e piano (Janeiro de 1916), com versão posterior para canto e orquestra (1925).
- O motivo da planície, Op. 1, n.º 2, para canto e piano (1917). (Aparentemente, Benoît pôs a hipótese de dar a esta composição outro título: «Poente».)
- Sant’Ana, para canto, harpa e piano (1917-1928). [Há notícia de uma gravação desta peça: Londres, Columbia Gramophone, 1930.]
- Queixa, para canto e harpa (1919), com versão posterior para canto e piano (1929). [A composição de Francine Benoît é uma das suas Três canções tristes: para canto e piano (soprano), Lisboa, Valentim de Carvalho, 1919; e foi também publicada no n.º 4 (Maio de 1932) da revista De Música, de estudantes do Conservatório Nacional de Música de Lisboa.]
[Fonte principal: Ana Sofia de Sousa Vieira, Estudio de la actividad musical, compositiva y crítica de Francine Benoît, tese de doutoramento, Universidade de Salamanca, 2011.]

II. José Pais de Almeida e Silva (1899-1968) musicou em 1925, com o título «Dobadoira», o soneto «Melodia simples», do livro Chuva da tarde (1923). A canção foi divulgada por Armando Goes (1906-1967) e por seu sobrinho Luiz Goes (1933-2012), que a incluiu várias vezes nas suas gravações.
[Fonte: Octávio Sérgio, em: http://guitarradecoimbra.blogspot.com/2006_03_05_archive.html]

III. Luís de Freitas Branco (1890-1955) compôs três peças a partir de poemas de António Sardinha, a primeira do livro A epopeia da planície (1915) e as duas últimas de Quando as nascentes despertam… (1921): «O motivo da planície», «Minuete» e «Soneto dos repuxos».
[«O motivo da planície» e «Minuete» são duas das suas Quatro melodias: para canto e piano (partitura publicada em Lisboa, Sasssetti, 1920 e 1937). O disco Luís de Freitas Branco: Integral das canções (2006), de Nuno Vieira de Almeida, Elsa Saque e Nella Maissa, inclui as três composições.]

IV. Ruy Coelho (1889-1986) integrou «Salomé», do livro Chuva da tarde (1923), na sua composição Seis sonetos portugueses: canto e orquestra. Saüdade (1943). [A partitura manuscrita conserva-se na Biblioteca Nacional, em Lisboa, com a cota: EMUS6 54.]

V. Ivo Cruz (1901-1985) incluiu «Soneto de Ávila» nas suas Canções perdidas: para canto e piano. O «Soneto de Ávila» de António Sardinha foi inicialmente publicado na revista Contemporânea, vol. 1, n.º 3 (Julho de 1922), p. 132; e logo depois recolhido no livro Chuva da tarde (1923). [Da partitura de Ivo Cruz há registo de uma edição publicada em Lisboa, Valentim de Carvalho, 1984.]
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VI. José de Campos e Sousa (n.1947) musicou e interpretou à guitarra os seguintes poemas de António Sardinha:
- «Soneto da casa», de Quando as nascentes despertam… [José Campos e Sousa gravou esta composição, com o título «Fado Joaninha», no disco Nossa Senhora do Carmo (1988); outro intérprete, José da Câmara, incluiu-a no seu disco de estreia (José da Câmara, 1988).]
- «Invocação», de A epopeia da planície. [Foi incluída na cassete Lusitânia em giesta florida (1997).]
- «Nun’Álvares», de Pequena Casa Lusitana. [Foi incluído no disco (CD) São Nuno de Santa Maria – Por Portugal e basta (2009).]1951 - Luís de Almeida Braga, Evocação de António Sardinha, Tribuna de Petrópolis, Ano III, nº 21, Abril de 1951, pp. 1 e 5.
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Fotografias: Câmara Municipal de Monforte
Arquivos
Universidade Católica Portuguesa - Fundo António Sardinha, Lisboa

O Fundo António Sardinha agrega em si não só o arquivo pessoal de António Sardinha, mas também a sua biblioteca particular e o recheio do seu escritório. O fundo foi doado à Universidade Católica Portuguesa pela sua viúva Ana Júlia Sardinha em fazes distintas - primeiro a Biblioteca, depois o escritório e o seu arquivo. Entretanto, ao longo do tempo, têm sido feitas doações mais pequenas de documentação, nomeadamente toda a correspondência pessoal de António Sardinha com a sua esposa, Ana Júlia, assim como fotografias e objetos museológicos.
António Maria de Sousa Sardinha (1887-1925) foi um poeta, historiador e político, que se destacou como ensaísta, polemista e doutrinador. Como doutrinador destaca-se o seu papel no movimento por si fundado, que se deu pelo nome de Integralismo Lusitano.

Sendo o tema do Integralismo Lusitano o mais vincado no seu arquivo pessoal, o mesmo revela-se em grupos de tipologias documentais diferentes.  É o caso de correspondência com os seus pares e confrades integralistas, como é o caso de Hipólito Raposo, Luís de Almeida Braga ou José Adriano Pequito Rebelo, mas também, a título de exemplo, Marcello Caetano. Contém ainda centenas de cartas endereçadas à sua mulher, Ana Júlia. Neste arquivo existe ainda uma grande secção de jornais e recortes de jornais destacando-se, por exemplo, A Monarquia, jornal do qual foi diretor, mas também outro tipo de documentação deveras importante para o estudo deste movimento dos inícios do século XX.
No que respeita à sua biblioteca particular, que corresponde a cerca de 6 145 títulos, cuja variedade temática se estende à História, à Igreja Católica, à doutrina monárquica tradicionalista, ou até mesmo temas polémicos com o seu apogeu no século XIX com o Liberalismo, como é o caso da Maçonaria – em alguns casos edições bastante raras. As publicações contempladas nesta biblioteca delimitam-se cronologicamente entre os anos de 1553 até 1992. A cronologia estende-se depois do ano da sua morte, pelas razões de estarem contempladas publicações póstumas de obras de sua autoria, mas também de discípulos e seguidores da sua doutrina, que a sua família recolheu.
Já no que respeita à secção museológica que integra este fundo, a mesma contempla não só o mobiliário do seu escritório, cerâmica de variadas origens, pintura, mas também objetos pessoais, como os seus óculos ou aparos de escrever, por exemplo. Esta secção museológica está disposta numa sala-museu no interior da Biblioteca Universitária João Paulo II, que pode ser visitada.
Os registos bibliográficos das obras da biblioteca deste fundo estão disponíveis no Catálogo Bibliográfico Coletivo das Bibliotecas da Universidade Católica Portuguesa. Para mais informações contacte [email protected].
Fonte:  https://www.ucp.pt/pt-pt/ensinoservicos-de-apoiobibliotecasrecursos-de-informacaocatalogo-bibliografico-coletivo/fundo [10.01.2025]
Museu da Presidência da República, Lisboa
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​https://www.arquivo.museu.presidencia.pt/results?t=%22Ant%C3%B3nio%20Sardinha%22
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​​...nós não levantaríamos nem o dedo mínimo, se salvar Portugal fosse salvar o conúbio apertado de plutocratas e arrivistas em que para nós se resumem, à luz da perfeita justiça, as "esquerdas" e as "direitas"!

​​- António Sardinha (1887-1925) - 
Fotografia

​www.estudosportugueses.com​

​2011-2025
​
[sugestões, correções e contributos: [email protected]]