António Sardinha, 1887-1925
Para mim, a Nacionalidade não morreu. Dorme apenas, guardada na integridade da sua alma de maravilha pelas virtudes místicas do Sebastianismo, de que há a extrair uma filosofia completa, - a filosofia da Esperança.
António Maria de Sousa Sardinha nasceu em Monforte do Alentejo em 9 de Setembro de 1887. Poeta, historiador e político, destacou-se como ensaísta, polemista e doutrinador, tornando-se um dos condutores da intelectualidade portuguesa do seu tempo.
Foi pela mão de Eugénio de Castro que publicou os primeiros poemas, aos quinze anos. Em 1909 obteve o prémio máximo dos jogos florais luso-espanhóis de Salamanca com Lírica de Outubro. Formou-se em Direito em Coimbra em 1911, no curso do «grupo dos exotéricos» — Alberto de Monsaraz, Hipólito Raposo, Paulo Merêa, Cabral de Moncada —, e foi aí republicano municipalista: a sua fé na República «moldava-se na fé ingénua de Henriques Nogueira», dirá em 1916, e nascia do «reconhecimento apaixonado da natureza municipalista da nacionalidade». O municipalismo levou-o à República; o municipalismo trouxe-o à verdade monárquica.
A ruptura fez-se mês a mês, entre Dezembro de 1911 e Dezembro de 1912, no quadro das medidas anti-religiosas do novo regime — a expulsão das congregações, a Lei da Separação de 20 de Abril de 1911, que Pio X condenou na Iamdudum in Lusitania —, e a «religião da Esperança», peça doutrinária de 1915, está escrita em carta de Janeiro de 1912, antes da conversão declarada.
Foi o convertido entre companheiros que já eram monárquicos: Luís de Almeida Braga cunhara em Lovaina, em 1913, na Alma Portuguesa, o nome «Integralismo Lusitano»; em 1914, com Raposo, Monsaraz, Pequito Rebelo e Xavier Cordeiro, lançou a Nação Portuguesa, revista de filosofia política, em defesa de uma «monarquia tradicional, orgânica, anti-parlamentar». Aos mestres da adolescência — o transmontano Ferreira Deusdado, tomista, «o primeiro a encontrar pelos caminhos perdidos da inteligência a dupla verdade católica e monárquica», e António Lino Neto, «renovador e não conservador», da linhagem de Le Play e La Tour du Pin — deveu a direcção; a Antero de Quental e a Oliveira Martins, os «vencidos» que reivindicou como precursores, deveu o problema: a decadência e a falta de uma finalidade, cuja cura inverteu.
Em 1915, com O Valor da Raça, fundou a nacionalidade no «conceito político de Grei», «nascido da sociologia tomista por derivação do De regimine principum» — o Rei e as Classes «membros de um todo uno e concorde» —, distinguindo-o do «conceito relativista de Raça» que Frei Bernardo de Brito introduzira; sob os dois corria ainda o substrato antropológico do «homem de Mugem», que abandonaria no exílio. No mesmo ano, na conferência da Liga Naval «O Território e a Raça» (A Questão Ibérica, 1916), deu a fórmula da sua política exterior: «não união-ibérica, mas aliança-peninsular». Entre 1917 e 1918 fixou, com Suárez, Belarmino e Vitória — a segunda escolástica que exumara em 1913 e que Paulo Merêa estudava em Coimbra —, a teoria do pacto, da soberania na comunidade e do direito de revolta; com Leão XIII e a Rerum novarum, a doutrina social e o corporativismo; professou como terceiro franciscano (Agosto de 1917); redigiu a mensagem dos católicos portugueses ao Cardeal Mercier; escreveu sobre Fátima. Eleito deputado em Abril de 1918, na lista da minoria monárquica, pronunciou a 29 de Julho o seu único discurso completo, sobre a retirada de D. João VI para o Brasil — «e não fuga». Depois de Monsanto e da Monarquia do Norte (1919), exilou-se em Espanha.
O exílio de 1919-1921 refez-lhe a doutrina peninsular sem lhe mudar a política: a Castela adversária de 1913 tornou-se «a Espanha-Madre», «nossa irmã mais velha»; os Filipes passaram de opressores a «monarquia dualista»; a Raça deixou de ser «estreito conceito de ordem étnica» para nomear «um mesmo património de cultura que tanto Castela como Portugal semearam por mundos» (1920). A 4 de Abril de 1921 pronunciou em Madrid, na Unión Ibero-Americana, «La Unidad Hispánica», primícias de A Aliança Peninsular (1924), onde, contra o iberismo «de evidente marca maçónica» e contra a decadência do Ocidente de Spengler, afirmou o universalismo hispânico e propôs, «segundo o antigo paralelismo de Quinhentos» — dois Estados, duas dinastias —, uma «liga das nacionalidades hispânicas»: «Hispanismo (de Hispânia e não de Espanha) é a palavra que exprime e coordena todas as aspirações criadoras, não só das pátrias peninsulares como das nacionalidades hispano-americanas. Brasil incluído.» O Brasil, que entrara na obra em 1913 com Oliveira Lima, foi de facto o eixo dessa arquitectura de dois termos — «espanholismo e lusitanismo» —, e «A lição do Brasil» (1923) o seu texto capital; a «Hispanidad» de Maeztu (1931-1934) retomaria a tese com um só termo e sem lhe nomear o autor, e a edição de Segóvia de 1939 omitiria o capítulo «Mare nostrum».
Regressado em Maio de 1921, rompeu com D. Manuel II e sistematizou em Processo de um Rei (1921; publ. 1937) a teoria da legitimidade — o poder julgado por uma lei que o precede e destituível quando a trai. Relançou em 1922 a Nação Portuguesa como «Revista de Cultura Nacionalista», declarando em «Porque voltámos» que uma nacionalidade é «sobretudo uma alma». Em 1924 deu as três sínteses: Ao Princípio era o Verbo, cujas palavras de apresentação (Fevereiro de 1923) demarcam o seu nacionalismo «católico romano» da «exaltação imperialista» dos nacionalismos emergentes; A Aliança Peninsular; e A Teoria das Cortes Gerais, prefácio às Memórias do Visconde de Santarém, onde, na linha de Herculano, Gama Barros e Costa Lobo, expôs a Realeza portuguesa — familiar na origem, comunitária no título, hereditária, jurada e limitada — e a tese de que «em Portugal não chegaram a produzir-se as instituições feudais». Leu então o século XVII e a Renascença por Jacques Maritain, o «renovador do Tomismo» cuja frase — «antimodernos e ultramodernos» — abre Na Feira dos Mitos, e fixou contra Maurras o «ponto radical» da divergência: «A Revolução já vinha no ventre da Renascença». Em Dezembro de 1923 saudou Mussolini e Primo de Rivera como instrumentos mas sem lhes ceder na doutrina — «falta-lhe, como a Mussolini falta, o sentido orgânico de uma doutrina»; a 12 de Outubro de 1924, em Badajoz, «Madre-Hispânia» deu ao hispanismo a fórmula: «dualismo de soberanias, dualismo de Estados». Morreu em Elvas a 10 de Janeiro de 1925, aos trinta e sete anos, com a Teoria da Nacionalidade — refundição anunciada de O Valor da Raça — por escrever.
Do casamento com Ana Júlia Nunes da Silva, em Agosto de 1912, nasceu Lopo, a 14 de Junho de 1914, morto um ano depois. A biblioteca e o arquivo conservam-se na Biblioteca Universitária João Paulo II, em Lisboa, por doação da viúva. Em 16 de Agosto de 1940 foi erigido em Monforte, por subscrição pública, um monumento à sua memória.
Na poesia publicou Tronco Reverdecido (1910), A Epopeia da Planície (1915), Quando as Nascentes Despertam… (1921), Na Côrte da Saudade – Sonetos de Toledo (1922) — o livro em que a Espanha do exílio entrou no verso, como o Brasil nunca entrou — e Chuva da Tarde (1923); postumamente, Era uma Vez um Menino (1926), O Roubo da Europa (1931) e Pequena Casa Lusitana (1937).
Em prosa publicou em vida três títulos independentes — O Valor da Raça (1915), Ao Princípio era o Verbo e A Aliança Peninsular (1924) —, além de A Teoria das Cortes Gerais (1924; em livro, 1975) e da Teoria do Município(1924); deixou prontos Ao Ritmo da Ampulheta (1925), dedicado a Ferreira Deusdado, e Na Feira dos Mitos (1926), dedicado a Hipólito Raposo. Os editores publicaram depois Durante a Fogueira e À Sombra dos Pórticos (1927, este dedicado a Afonso Lopes Vieira), Da Hera nas Colunas e Purgatório das Ideias (1929), De Vita et Moribus (1931), ‘A Prol do Comum…’ (1934), Processo de um Rei (1937), Glossário dos Tempos (1942) e À Lareira de Castela (1943) — volumes que dão textos, não arquitectura, e que a Prosa Toda cronológica redistribui pela data de escrita.
De entre as evoluções do seu pensamento, salientam-se o abandono do substrato antropológico da nacionalidade — não da base, que é a Grei tomista de 1915 — e a transferência do nome de Raça para a comunidade peninsular (1920-1922); a inversão da tese da expansão ultramarina como causa da decadência, feita pelo Brasil em 1917 e fixada em 1923; e a reabilitação da monarquia dualista dos Filipes (1919-1921).
Foi pela mão de Eugénio de Castro que publicou os primeiros poemas, aos quinze anos. Em 1909 obteve o prémio máximo dos jogos florais luso-espanhóis de Salamanca com Lírica de Outubro. Formou-se em Direito em Coimbra em 1911, no curso do «grupo dos exotéricos» — Alberto de Monsaraz, Hipólito Raposo, Paulo Merêa, Cabral de Moncada —, e foi aí republicano municipalista: a sua fé na República «moldava-se na fé ingénua de Henriques Nogueira», dirá em 1916, e nascia do «reconhecimento apaixonado da natureza municipalista da nacionalidade». O municipalismo levou-o à República; o municipalismo trouxe-o à verdade monárquica.
A ruptura fez-se mês a mês, entre Dezembro de 1911 e Dezembro de 1912, no quadro das medidas anti-religiosas do novo regime — a expulsão das congregações, a Lei da Separação de 20 de Abril de 1911, que Pio X condenou na Iamdudum in Lusitania —, e a «religião da Esperança», peça doutrinária de 1915, está escrita em carta de Janeiro de 1912, antes da conversão declarada.
Foi o convertido entre companheiros que já eram monárquicos: Luís de Almeida Braga cunhara em Lovaina, em 1913, na Alma Portuguesa, o nome «Integralismo Lusitano»; em 1914, com Raposo, Monsaraz, Pequito Rebelo e Xavier Cordeiro, lançou a Nação Portuguesa, revista de filosofia política, em defesa de uma «monarquia tradicional, orgânica, anti-parlamentar». Aos mestres da adolescência — o transmontano Ferreira Deusdado, tomista, «o primeiro a encontrar pelos caminhos perdidos da inteligência a dupla verdade católica e monárquica», e António Lino Neto, «renovador e não conservador», da linhagem de Le Play e La Tour du Pin — deveu a direcção; a Antero de Quental e a Oliveira Martins, os «vencidos» que reivindicou como precursores, deveu o problema: a decadência e a falta de uma finalidade, cuja cura inverteu.
Em 1915, com O Valor da Raça, fundou a nacionalidade no «conceito político de Grei», «nascido da sociologia tomista por derivação do De regimine principum» — o Rei e as Classes «membros de um todo uno e concorde» —, distinguindo-o do «conceito relativista de Raça» que Frei Bernardo de Brito introduzira; sob os dois corria ainda o substrato antropológico do «homem de Mugem», que abandonaria no exílio. No mesmo ano, na conferência da Liga Naval «O Território e a Raça» (A Questão Ibérica, 1916), deu a fórmula da sua política exterior: «não união-ibérica, mas aliança-peninsular». Entre 1917 e 1918 fixou, com Suárez, Belarmino e Vitória — a segunda escolástica que exumara em 1913 e que Paulo Merêa estudava em Coimbra —, a teoria do pacto, da soberania na comunidade e do direito de revolta; com Leão XIII e a Rerum novarum, a doutrina social e o corporativismo; professou como terceiro franciscano (Agosto de 1917); redigiu a mensagem dos católicos portugueses ao Cardeal Mercier; escreveu sobre Fátima. Eleito deputado em Abril de 1918, na lista da minoria monárquica, pronunciou a 29 de Julho o seu único discurso completo, sobre a retirada de D. João VI para o Brasil — «e não fuga». Depois de Monsanto e da Monarquia do Norte (1919), exilou-se em Espanha.
O exílio de 1919-1921 refez-lhe a doutrina peninsular sem lhe mudar a política: a Castela adversária de 1913 tornou-se «a Espanha-Madre», «nossa irmã mais velha»; os Filipes passaram de opressores a «monarquia dualista»; a Raça deixou de ser «estreito conceito de ordem étnica» para nomear «um mesmo património de cultura que tanto Castela como Portugal semearam por mundos» (1920). A 4 de Abril de 1921 pronunciou em Madrid, na Unión Ibero-Americana, «La Unidad Hispánica», primícias de A Aliança Peninsular (1924), onde, contra o iberismo «de evidente marca maçónica» e contra a decadência do Ocidente de Spengler, afirmou o universalismo hispânico e propôs, «segundo o antigo paralelismo de Quinhentos» — dois Estados, duas dinastias —, uma «liga das nacionalidades hispânicas»: «Hispanismo (de Hispânia e não de Espanha) é a palavra que exprime e coordena todas as aspirações criadoras, não só das pátrias peninsulares como das nacionalidades hispano-americanas. Brasil incluído.» O Brasil, que entrara na obra em 1913 com Oliveira Lima, foi de facto o eixo dessa arquitectura de dois termos — «espanholismo e lusitanismo» —, e «A lição do Brasil» (1923) o seu texto capital; a «Hispanidad» de Maeztu (1931-1934) retomaria a tese com um só termo e sem lhe nomear o autor, e a edição de Segóvia de 1939 omitiria o capítulo «Mare nostrum».
Regressado em Maio de 1921, rompeu com D. Manuel II e sistematizou em Processo de um Rei (1921; publ. 1937) a teoria da legitimidade — o poder julgado por uma lei que o precede e destituível quando a trai. Relançou em 1922 a Nação Portuguesa como «Revista de Cultura Nacionalista», declarando em «Porque voltámos» que uma nacionalidade é «sobretudo uma alma». Em 1924 deu as três sínteses: Ao Princípio era o Verbo, cujas palavras de apresentação (Fevereiro de 1923) demarcam o seu nacionalismo «católico romano» da «exaltação imperialista» dos nacionalismos emergentes; A Aliança Peninsular; e A Teoria das Cortes Gerais, prefácio às Memórias do Visconde de Santarém, onde, na linha de Herculano, Gama Barros e Costa Lobo, expôs a Realeza portuguesa — familiar na origem, comunitária no título, hereditária, jurada e limitada — e a tese de que «em Portugal não chegaram a produzir-se as instituições feudais». Leu então o século XVII e a Renascença por Jacques Maritain, o «renovador do Tomismo» cuja frase — «antimodernos e ultramodernos» — abre Na Feira dos Mitos, e fixou contra Maurras o «ponto radical» da divergência: «A Revolução já vinha no ventre da Renascença». Em Dezembro de 1923 saudou Mussolini e Primo de Rivera como instrumentos mas sem lhes ceder na doutrina — «falta-lhe, como a Mussolini falta, o sentido orgânico de uma doutrina»; a 12 de Outubro de 1924, em Badajoz, «Madre-Hispânia» deu ao hispanismo a fórmula: «dualismo de soberanias, dualismo de Estados». Morreu em Elvas a 10 de Janeiro de 1925, aos trinta e sete anos, com a Teoria da Nacionalidade — refundição anunciada de O Valor da Raça — por escrever.
Do casamento com Ana Júlia Nunes da Silva, em Agosto de 1912, nasceu Lopo, a 14 de Junho de 1914, morto um ano depois. A biblioteca e o arquivo conservam-se na Biblioteca Universitária João Paulo II, em Lisboa, por doação da viúva. Em 16 de Agosto de 1940 foi erigido em Monforte, por subscrição pública, um monumento à sua memória.
Na poesia publicou Tronco Reverdecido (1910), A Epopeia da Planície (1915), Quando as Nascentes Despertam… (1921), Na Côrte da Saudade – Sonetos de Toledo (1922) — o livro em que a Espanha do exílio entrou no verso, como o Brasil nunca entrou — e Chuva da Tarde (1923); postumamente, Era uma Vez um Menino (1926), O Roubo da Europa (1931) e Pequena Casa Lusitana (1937).
Em prosa publicou em vida três títulos independentes — O Valor da Raça (1915), Ao Princípio era o Verbo e A Aliança Peninsular (1924) —, além de A Teoria das Cortes Gerais (1924; em livro, 1975) e da Teoria do Município(1924); deixou prontos Ao Ritmo da Ampulheta (1925), dedicado a Ferreira Deusdado, e Na Feira dos Mitos (1926), dedicado a Hipólito Raposo. Os editores publicaram depois Durante a Fogueira e À Sombra dos Pórticos (1927, este dedicado a Afonso Lopes Vieira), Da Hera nas Colunas e Purgatório das Ideias (1929), De Vita et Moribus (1931), ‘A Prol do Comum…’ (1934), Processo de um Rei (1937), Glossário dos Tempos (1942) e À Lareira de Castela (1943) — volumes que dão textos, não arquitectura, e que a Prosa Toda cronológica redistribui pela data de escrita.
De entre as evoluções do seu pensamento, salientam-se o abandono do substrato antropológico da nacionalidade — não da base, que é a Grei tomista de 1915 — e a transferência do nome de Raça para a comunidade peninsular (1920-1922); a inversão da tese da expansão ultramarina como causa da decadência, feita pelo Brasil em 1917 e fixada em 1923; e a reabilitação da monarquia dualista dos Filipes (1919-1921).
*
Após a sua reconversão ao catolicismo e adesão ao ideário monárquico, comunicada aos amigos em Dezembro de 1912, Sardinha manteve-se em evolução, estudando, refletindo, corrigindo-se, em contínua ascensão espiritual. Revistos e por si organizados, merecem destaque as prosas reunidas sob os seguintes títulos:
J. M. Q.
Bibliografia essencial:
2004 - José Manuel Quintas, Filhos de Ramires - As origens do Integralismo Lusitano. Nova Ática.
2026 - José Manuel Quintas - António Sardinha: Formação, Doutrina, Destino. Estudos Portugueses.
[ actualizado em 12.09.2026 ]
- Ao princípio era o Verbo - Ensaios e Estudos (1924);
- A Aliança Peninsular - Antecedentes e possibilidades (1924);
- Ao Ritmo da Ampulheta - Crítica & Doutrina (1925);
- Na Feira dos Mitos - Ideias & Factos (1926);
- A Teoria das Cortes Gerais (2ª ed., com introdução de Henrique Barrilaro Ruas, 1975).
J. M. Q.
Bibliografia essencial:
2004 - José Manuel Quintas, Filhos de Ramires - As origens do Integralismo Lusitano. Nova Ática.
2026 - José Manuel Quintas - António Sardinha: Formação, Doutrina, Destino. Estudos Portugueses.
[ actualizado em 12.09.2026 ]
PROSAS DE ANTÓNIO SARDINHA
- ESTUDOS E ENSAIOS -
- ESTUDOS E ENSAIOS -
Estudos e Ensaios — arrumados pela ordem da Prosa Toda (seis volumes, cronologia integral, 2.10.2026)
Critério: cada texto da lista foi colocado no lugar que ocupa na Prosa Toda e leva a datação adoptada nos seis volumes. Os textos da lista que ainda não figuram na Prosa Toda foram intercalados no lugar cronológico correspondente e vão assinalados «[não incluído na Prosa Toda]». Os textos já incluídos na Prosa Toda ainda não disponíveis em linha têm o lugar reservado e vão assinalados «[a disponibilizar em linha]». As recolhas póstumas em livro ficam junto da entrada da Prosa Toda que lhes corresponde ou, no Sexto Volume, junto dos «Índices originais das recolhas».
PRIMEIRO VOLUME — Formação (1906-1915)
- 11.12.1905 - «Cristóvão Falcão. Ainda alguns subsídios para a sua biografia», O Século: revista literária, científica e artística, 11 de Dezembro de 1905, p. 3.
- 2.07.1906 - «A autenticidade de Grão Vasco», Ilustração Portuguesa, dir. Carlos Malheiro Dias, 2ª série, nº 19, 2 de Julho de 1906, pp. 598-605.
- Mar. 1912 - [assinou «António de Monforte»] - «O Génio Ocidental», Dionysos - Revista mensal de filosofia, ciência e arte, Coimbra, nº 2, Março de 1912, pp. 90-97.
- 1913 - O Sentido Nacional de uma Existência - António Tomás Pires e o Integralismo Lusitano. Em 1913, este livro foi retirado de circulação e inutilizado por expressa decisão de António Sardinha; o cadáver foi desenterrado em 1969 por Eurico Gama.
- 1913 - «António Tomás Pires» (De Vita et Moribus) — [a disponibilizar em linha]
- Fev. 1913 - [assinou «António de Monforte»] - «Ex Oriente Lux!», Dionysos - Revista mensal de filosofia, ciência e arte, Coimbra, Série 2, nº 1, Fevereiro de 1913, pp. 1-3.
- 31.07.1913 - «O Necrológio da Terra» (De Vita et Moribus) — [a disponibilizar em linha]
- Fev. 1914 - «Teófilo, Mestre da Contra-Revolução» (Fevereiro de 1914), Nação Portuguesa, ano I, nº 1, 8 de Abril de 1914, pp. 7-15 (I); nº 2, 8 de Maio de 1914, pp. 38-52 (II); nº 3, Junho de 1914, pp. 92-100 (III).
- Jul. 1914 - «Poder pessoal e poder absoluto», Nação Portuguesa, ano I, nº 4, Julho de 1914, pp. 106-120.
- Nov. 1914 - «A apologia da guerra», Nação Portuguesa, ano I, n.º 5, Novembro de 1914, pp. 151-161. — [não incluído na Prosa Toda]
- 1915 - O Valor da Raça - Introdução a uma campanha nacional.
- Jan. 1915 - «Das razões do “Integralismo”», Nação Portuguesa, ano I, n.º 7, Janeiro de 1915, pp. 206-217. — [não incluído na Prosa Toda]
- Mar. 1915 - «O Rei do Trabalho», Jornal da Noite, Março de 1915; e Nação Portuguesa, ano I, n.º 8, Junho de 1915, pp. 244-254. — [não incluído na Prosa Toda]
- 7.04.1915; publ. 1916 - «O Território e a Raça» - Conferência realizada na sala nobre da Liga Naval Portuguesa, em 7 de Abril de 1915, A questão Ibérica, Lisboa, 1916, pp. 10-76.
- Dez. 1915 – Abr. 1916 - «O testamento de Garrett», Nação Portuguesa, nº 10, Dezembro de 1915, pp. 293-305; «O testamento de Garrett (conclusão)», Nação Portuguesa, nº 11, Abril de 1916, pp. 325-336 (in Glossário dos Tempos, Porto, Edições Gama, 1942, pp. 51-119).
SEGUNDO VOLUME — A Grande Guerra e A Monarquia (1916-1917)
- Abr. 1916 - No jardim da Raça [«O filho de Ramires»: Afonso Lopes Vieira, «Carta»; José Manuel Quintas, Filhos de Ramires, 2004]
- 10.05.1916 - «Carlos de Mesquita» (in Purgatório das Ideias).
- Ago. 1916; publ. Nov. 1916 - «A teoria da Nobreza» (Agosto de 1916), Nação Portuguesa, 1ª série, nº 12, Novembro de 1916, pp. 359-376.
- Out. 1916 - A Quinta do Vedor (Elvas)
- 1917 - «O exército espanhol»
- 1917 - «A Epopeia Franciscana»
- 1917 - «Igreja e Monarquia»
- 1917 - «Igreja e Democracia»
- 1917 - «O meu republicanismo»
- 1917 - «A geração nova e a Esperança»
- 1917 - «General Rodrigues da Costa»
- 1917 - «Cultura Clássica»
- 1917 - «Velando as armas»
- 1917 - «Ao crepúsculo da Inteligência»
- 1917 - In Memoriam de Fialho de Almeida. — [não incluído na Prosa Toda]
- Jan. 1917 - «O drama de Fialho [de Almeida]», Janeiro
- 19.02.1917 - «João Cabral do Nascimento», A Monarquia, Lisboa, 19 de Fevereiro (in Além Mar, Funchal, 1933)
- Fev. 1917? - «Alva da Páscoa» (Na Feira dos Mitos)
- Fev.-Mar. 1917? - «Do valor da Tradição»
- Fev.-Mar. 1917? - «Monsieur Homais em Pathmos» (Na Feira dos Mitos)
- Fev.-Mar. 1917? - «Jornada de uma ideia» (Na Feira dos Mitos)
- Fev.-Mar. 1917? - «A ‘Lenda Negra’» (Na Feira dos Mitos)
- Fev.-Mar. 1917? - «O velho Teófilo» (Na Feira dos Mitos)
- Fev.-Mar. 1917? - «A voz dos bispos» (Na Feira dos Mitos)
- Mar. 1917 - «O gráfico da doença» (Purgatório das Ideias) — [a disponibilizar em linha]
- Mar. 1917 - «A nova Rússia [ antes da revolução bolchevique]» (Na Feira dos Mitos)
- Sexta-feira Santa, 6.04.1917 - «Na morte do Senhor» (Na Feira dos Mitos)
- Abr. 1917? - «O espírito universitário» (Na Feira dos Mitos)
- 30.04.1917 - «A “Carta” [ de 29 de Abril de 1826 ]»
- Mai. 1917 - «A Soberania da Fome» (A Prol do Comum)
- Mai. 1917 - «O Brasil» (Na Feira dos Mitos)
- Mai. 1917? - «Os Jesuítas e as Letras» (Na Feira dos Mitos)
- Mai. 1917? - «Com João Coutinho» (Na Feira dos Mitos)
- Mai. 1917? - «Évora-Monte» (Na Feira dos Mitos)
- Maio, 1917-1919? - «A “Vila-Francada”» (Ao Ritmo da Ampulheta)
- Jun. 1917 - «A Democracia e a Guerra», Junho.
- 10.06.1917 (ou 1918) - «No dia de Camões» (A Prol do Comum)
- 10.06.1917 - «Mensagem ao Cardeal Mercier em nome dos Católicos Portugueses», 10 de Junho. [na Prosa Toda, o texto figura como «Apêndice» no fim de «Na sinagoga» (Vol. IV) — a rever]
- Jun. 1917? - «Santo António» (Na Feira dos Mitos) — [a disponibilizar em linha]
- Jul. 1917 - «Capital e Trabalho», Julho
- Jul. 1917 - «O caso da Suíça», Julho
- 14 de Julho, 1917-1919? - «A tomada da Bastilha» (Ao Ritmo da Ampulheta)
- Jul. 1917 - «24 de Julho»
- Jul. 1917? - «O ‘Milagre’ de Ourique»
- 31 de Julho, 1917-1919? - «D. João V» (Ao Ritmo da Ampulheta)
- 4.07.1917? - «A Rainha Santa» (A Prol do Comum)
- Ago. 1917 - «A Soberania de Roma», Agosto
- Ago. 1917 - «Porque resiste a Alemanha?», Agosto
- Ago. 1917 - «O Príncipe da Paz», Agosto
- Ago. 1917 - «Revolução em Espanha», Agosto
- Ago. 1917? - «Aljubarrota» (Na Feira dos Mitos)
- 16.08.1917 - «A estátua do Marquês» [16 de Agosto de 1917]
- Ago. 1917 - «1820», Agosto
- Ago. 1917 - «Duas Datas»
- Set. 1917 - «A resposta de Wilson», Setembro
- Set. 1917 - «A Ordem Burguesa», Setembro
- Set. 1917 - «As Monarquias de Amanhã», Setembro
- Set. 1917 - «Fátima», Setembro.
- Out. 1917 - «A batalha do Buçaco» [ Bussaco ], Outubro
- Out. 1917 - «O Nosso Futuro», Outubro
- Out. 1917 - «Gomes Freire (Revisão de um processo)»
- Nov. 1917 - «As duas raças» [a monárquica e a republicana], Novembro [in Durante a Fogueira, 1927, pp. 131 ss.]
- 14 de Novembro, 1917-1918? - «El-rei D. Miguel» (Ao Ritmo da Ampulheta)
- 27 de Novembro, 1917-1918? - «A retirada para o Brasil» (Ao Ritmo da Ampulheta)
- 1 de Dezembro, 1917-1918? - «D. João IV» (Ao Ritmo da Ampulheta)
- Dez. 1917 – Jan. 1918 - «No Forte da Graça [ Elvas ]» (acerca da prisão de Afonso Costa) [Dezembro de 1917 – Janeiro de 1918; in Na Feira dos Mitos, 1926]
- Dez. 1917? - «Natal» (Na Feira dos Mitos)
- 1917-1919? - «O problema da vinculação» (Ao Ritmo da Ampulheta)
- 1917-1919? - «O ‘oitavo-sacramento’» (Ao Ritmo da Ampulheta)
- 1917-1919? - «A energia nacional» (Ao Ritmo da Ampulheta) [pré-publicado em Diário de Lisboa, n.º 1258, 18 de Maio de 1925, p. 3: «Novidades literárias. Um capítulo do livro póstumo de António Sardinha “Ao ritmo da ampulheta”»]
- 1917-1919? - «Consanguinidade e degenerescência» (Ao Ritmo da Ampulheta)
- 1917-1919? - «Conde de Monsaraz» (Ao Ritmo da Ampulheta)
- 1917-1919? - «Super flumina Babylonis» (Ao Ritmo da Ampulheta)
- 1917-1919? - «Mousinho da Silveira» (Ao Ritmo da Ampulheta)
- 1917-1919? - «A dor de Antero» [ Antero de Quental ]
- 1917-1919 - «As ‘Linhas’ de Elvas» (Na Feira dos Mitos)
- 1917-1919 - «Nun’Álvares» (Na Feira dos Mitos)
- 1917-1919 - «Juxta Crucem» (Na Feira dos Mitos)
- 1917-1919 - «Os Judeus e os Descobrimentos» (Na Feira dos Mitos)
- 1917-1919 - «Ciência e Democracia» (Na Feira dos Mitos)
TERCEIRO VOLUME — Do Sidonismo ao Exílio (1918-1920)
- 1918 - «Testemunho de uma Geração», Prefácio a Uma Campanha Tradicionalista, por Caetano Beirão, 1919
- 1918 - «Exército e Tradição»
- 1918 - «Nacionalismo Literário [Afonso Lopes Vieira]» [in Ao Ritmo da Ampulheta, 1925]
- 4.01.1918 - «Nota política», A Monarquia, n.º 267, 4 de Janeiro de 1918, p. 1 [assinada «A. S.»]
- 5.01.1918 - «Nota política», A Monarquia, n.º 268, 5 de Janeiro de 1918, p. 1 [assinada «A. S.»]
- 9.01.1918 - «O senhor Sidónio Pais», A Monarquia, n.º 271, 9 de Janeiro de 1918, p. 1
- 9.01.1918 - «Nota política», A Monarquia, n.º 271, 9 de Janeiro de 1918, p. 1 [assinada «A. S.»]
- 29.01.1918 - «Um Vereador [António Lino Neto]», A Monarquia, n.º 288, 29 de Janeiro de 1918, p. 1 [in Na Feira dos Mitos, 1926]
- 30.01.1918 - «O direito de revolta», A Monarquia, n.º 289, 30 de Janeiro de 1918, p. 1 [in A Prol do Comum, 1934]
- 31 de Janeiro, 1918-1919? - «31 de Janeiro» (Ao Ritmo da Ampulheta)
- 1.02.1918 - «El-Rei D. Carlos», A Monarquia, n.º 290, 1 de Fevereiro de 1918, p. 1
- 4.02.1918 - «A Transformação do Estado», A Monarquia, n.º 292, 4 de Fevereiro de 1918, p. 1
- 9.03.1918 - «Discurso no banquete do primeiro aniversário de A Monarquia» (Hotel Central, 9 de Março de 1918), A Monarquia, n.º 317, 11 de Março de 1918, p. 2 — [a disponibilizar em linha]
- 15.04.1918 - «Aníbal de Azevedo», A Monarquia, n.º 342, 15 de Abril de 1918, p. 1
- 20.05.1918 - «Alexandre Cabeças», A Monarquia, n.º 370, 20 de Maio de 1918, p. 1
- Mai. 1918 - «A Democracia na América», Maio
- Corpo de Deus, 30.05.1918 - «A Festa do Trabalho» [Corpo de Deus; in A Prol do Comum, 1934]
- 4.07.1918 - «O discurso de Elvas», A Monarquia, n.º 406, 4 de Julho de 1918, p. 1
- Jul. 1918 - «Mons. Ragonesi», Julho [in Na Feira dos Mitos, 1926]
- Jul. 1918 - «No Parlamento», Julho [in Na Feira dos Mitos, 1926]
- 29.07.1918 - «Palavras no Diário da Câmara dos Deputados», sessões de 29 e de 30 de Julho [a retirada da Família Real para o Brasil; resposta à acusação de germanofilia; a intervenção de 30 de Julho em A Monarquia, n.º 429, 31 de Julho de 1918, pp. 1-2: «O nosso germanofilismo — Fala na Câmara o Dr. António Sardinha»] [na Prosa Toda: duas entradas, 29.07.1918 e 30.07.1918]
- 1918 (Jul.-Ago.?) - «A Monarquia de Julho» [in A Prol do Comum, 1934]
- 1.08.1918 - «Então porque fugiu?» [acerca da retirada da Família Real para o Brasil, em 1807], A Monarquia, n.º 430, 1 de Agosto de 1918, p. 1
- 10.08.1918 - «Pátria e Monarquia», A Monarquia, n.º 438, 10 de Agosto de 1918, p. 1 [in Na Feira dos Mitos, 1926]
- 13.08.1918 - «Os nossos Reis», Agosto
- 28.08.1918 - «Quatro anos depois», A Monarquia, n.º 452, 28 de Agosto de 1918, p. 1
- Ago. 1918 - «O rei Fernando», Agosto
- Ago. 1918? - «Alcácer-Quibir» [Agosto de 1918?; in Ao Princípio era o Verbo, 1924]
- Ago. 1918 - «A Herança de Garrett», Agosto
- Ago. 1918 - «Oliveira Martins», Agosto
- Set. 1918 - «D. António Barroso», Setembro [in De Vita et Moribus, 1931]
- Set. 1918 - «Monarquia e República (esboço de uma teoria)», Setembro
- Set. 1918 - «A conversão de Bocage», Setembro
- 19-20.09.1918 - «O verdadeiro Antero [de Quental]»: «Antero, filósofo», A Monarquia, n.º 471, 19 de Setembro de 1918, p. 1; «Antero, político», A Monarquia, n.º 472, 20 de Setembro de 1918, p. 1 [in Ao Princípio era o Verbo, 1924]
- Out. 1918 - «O “copiador” de Junot», Outubro
- 7.10.1918 - «Questões agrícolas — A divisão dos baldios», A Monarquia, n.º 486, 7 de Outubro de 1918, p. 1 [assinado «Antonio Sardinha»; contra o decreto do Ministério da Agricultura que autorizava a divisão dos baldios paroquiais e municipais] — [a disponibilizar em linha]
- 19.10.1918 - «Peço a palavra!», A Monarquia, n.º 497, 19 de Outubro de 1918, p. 1 [resposta ao folheto de Paulo Osório sobre o «germanofilismo» monárquico]
- Dez. 1918 - «Ferreira Deusdado», Dezembro
- Dez. 1918 - «D. Carlota Joaquina», A Monarquia, n.º 272, 10 de Janeiro de 1918, pp. 1-2 [versão revista, datada de Dezembro de 1918, in Ao Princípio era o Verbo, 1924] [publicado em A Monarquia, n.º 272, 10.01.1918; a Prosa Toda segue a versão revista de Dez. 1918]
- Dez. 1918 - «E Agora? [após o assassínio de Sidónio Pais]», Dezembro [in Na Feira dos Mitos, 1926]
- Dez. 1918 – Jan. 1919? - «Sinal da Raça» [sobre o tenente Teófilo Duarte; Dezembro de 1918 – Janeiro de 1919?; in Na Feira dos Mitos, 1926]
- 1918-1920 - «Anunciação» (De Vita et Moribus) — [a disponibilizar em linha]
- 1919 - «A descoberta de Espanha»
- 1919 - «A agonia de Agatão Tinoco»
- 1919 - «A política espanhola»
- 1919 - «A moral da derrota» (Na Feira dos Mitos)
- Ago. 1919 - «Os sapos de Clóvis» [Clóvis I, 466 – 511 ou 513 d.C., rei dos Francos], Agosto
- Ago. 1919 - «A questão de Marrocos», Agosto
- 23.10.1919 - «Crónica de Espanha. “El sobre cerrado”»
- Nov. 1919 - «O caso D. Jaime», Novembro
- 1.12.1919 - «Portugal-Restaurado», 1 de Dezembro
- 31.12.1919 - «Nocturno de S. Silvestre», 31 de Dezembro
- Dez. 1919 ou 1920 - «Natal do Exílio» (De Vita et Moribus) — [a disponibilizar em linha]
- 1919-1920 - «Ideias velhas e ideias novas» (Purgatório das Ideias) — [a disponibilizar em linha]
- 1919-1921, exílio - «Sobre uma campa» (De Vita et Moribus)
- 1920 - «À lareira de Castela»
- publ. 1943 - [livro] À Lareira de Castela, Lisboa, Gama, 1943.
- 1920 - «Poemas Castellanos»
- 1920 - «Portugueses e Espanhóis»
- 1920 - «Amizade peninsular»
- 1920 - «De quem é a vitória?» [ acerca da plutocracia e do bolchevismo ]
- 1920 - «A minha adesão à república»
- Jan. 1920 - «O espólio de Fradique» («O espólio de Fradique», Eça de Queiroz. In memoriam, organizado por Eloy do Amaral e M. Cardoso Martha, Lisboa, Parceria António Maria Pereira, 1922, pp. 334-375; «O espólio de Fradique» - Badajoz, exílio, 2 de Janeiro de 1920, in Purgatório das Ideias, Lisboa, Férin, 1929, pp. 3-55).
- Jan. 1920 - «Pratiquemos um acto de inteligência! (Carta a Álvaro Maia)», Badajoz - exílio, Janeiro de 1920.
- Abr. 1920 ou 1921 - «Cáceres» (De Vita et Moribus) — [a disponibilizar em linha]
- Ago. 1920 - «Meditação de Aljubarrota»
- Madrid, 15.12.1920 - «A Imperatriz Eugénia» (De Vita et Moribus) — [a disponibilizar em linha]
- 1920-1921 - «O “filósofo” Leonardo» (Purgatório das Ideias)
QUARTO VOLUME — Regresso, Legitimidade e Hispanismo (1921-1923)
- 1921; publ. Porto, 1937 - Processo de um Rei, Porto, 1937.
- 1921 - «Daqui a cinquenta e dois anos» (De Vita et Moribus) — [a disponibilizar em linha]
- 1921 - «O Sul contra o Norte»
- 1921 - «Paixão de Espanha»
- Mar. 1921 - «Sob o poder de Pôncio Pilatos», Março
- 4.04.1921 - «La Unidad Hispánica» (conferência pronunciada em 4 de Abril de 1921; será um capítulo de A Aliança Peninsular) [publicada em Julho-Agosto de 1922 — ver 1922] [não incluído como texto autónomo na Prosa Toda; integrado em A Aliança Peninsular?]
- Jun.-Jul. 1921 - «A Infanta Regente» (De Vita et Moribus) — [a disponibilizar em linha]
- 14.07.1921 - «A aproximação luso-espanhola - Entrevista ao Diário de Lisboa», 14.07.1921, p. 5. — [não incluído na Prosa Toda]
- Out. 1921 - «O génio peninsular»
- Out. 1921 - «Dante» (De Vita et Moribus) — [a disponibilizar em linha]
- 12.10.1921 - «A Festa da Raça»
- Out.-Nov. 1921 - «A nossa Revolução» [após a «noite sangrenta» que vitimou Machado Santos e Carlos da Maia]
- Nov. 1921 - «As Flores da Realeza» (De Vita et Moribus) — [a disponibilizar em linha]
- Elvas, 16.11.1921; publ. 1926 - «Eu, pecador me confesso…», Quinta do Bispo, Elvas, Novembro de 1921
- publ. 1926 - [livro] Na Feira dos Mitos - Ideias & Factos, Lisboa, 1926 (2ª edição, 1942).
- 1921-1922 - «A Família de Ramalho» (Da Hera nas Colunas)
- 1921-1922 - «Guerra Junqueiro» (Purgatório das Ideias) — [a disponibilizar em linha]
- 1921-1922 - «O Rei das Baleares» (De Vita et Moribus) — [a disponibilizar em linha]
- 1921-1922 - «António de Sèves» (De Vita et Moribus) — [a disponibilizar em linha]
- 1922 - «Hispanismo e Latinidade»
- 1922 - «Portugal, tierra gensor!»
- 1922 - «A música das ‘Cantigas’» [de Santa Maria]
- 1922 - «Questões de História»
- 1922 - «Significado do ‘Amadis’» — [a disponibilizar em linha]
- 1922 - «A Crise do Estado»
- 1922 - «As “Cartas” da Freira» — [a disponibilizar em linha]
- 1922 - «À margem de um livro» (A Mentira da Flandres… e o Medo!, pelo major Ferreira do Amaral, 1876-1931); (reed. in A Prol do Comum…, Lisboa, Ferin, 1934, pp. 177-180)
- 1922 - «NA “SELVA ESCURA”» — [a disponibilizar em linha]
- 1922 - In Memoriam de Eça de Queirós (1922). — [não incluído na Prosa Toda]
- Mai. 1922 - «Na Sinagoga», Maio
- Mai. 1922 - «O Boi de São Marcos» (De Vita et Moribus) — [a disponibilizar em linha]
- Mai.-Jun. 1922 - «José da Silva Picão» (Purgatório das Ideias) — [a disponibilizar em linha]
- Jun. 1922 - «O Pan-hispanismo», Contemporânea, nº 2, Junho de 1922, pp. 49-51.
- Jun. 1922; publ. Jul. 1922 - «A Ordem-Nova», Julho (in Nação Portuguesa, 2ª Série, nº 1, Julho de 1922, pp. 6-12; Reed. in Ao princípio era o Verbo).
- Jul. 1922 - «Porque Voltámos» (Editorial da revista Nação Portuguesa, 2ª série, Lisboa, nº 1, Julho de 1922; in A Prol do Comum…, Lisboa, Ferin, 1934, pp. 163-174).
- Jul.-Ago. 1922 - «La Unidad Hispánica», Unión Ibero-Americana, Julio y Agosto de 1922, pp. 67-73. [conferência de 4 de Abril de 1921 — ver 1921] [ver 4.04.1921]
- Ago. 1922 - «A volta do Espírito», Agosto de 1922 (a propósito do livro O Deserto de Manuel Ribeiro, 1878-1941, in Purgatório das Ideias, Lisboa, Ferin, 1929).
- Nov.-Dez. 1922 - «Hispanismo e Espanholismo. Ainda a entrevista de Miramar», Nação Portuguesa, 2.ª série, n.º 5, Novembro de 1922, pp. 211-214; «Ainda a entrevista», Nação Portuguesa, 2.ª série, n.º 6, Dezembro de 1922, pp. 278-281. — [não incluído na Prosa Toda]
- Dez. 1922 - «1640», Nação Portuguesa, 2ª série, nº 6, Dezembro de 1922, pp. 241-251.
- Dez. 1922 - «Post-scriptum a “D. Carlota Joaquina”» (Ao Princípio era o Verbo) — [a disponibilizar em linha]
- 1921-1923 - «Ainda Gomes Freire» (Ao Princípio era o Verbo, Apêndice) — [a disponibilizar em linha]
- 1922-1923 - «A ‘religião da Beleza’»
- 1922-1923 - «O génio de Camilo»
- 1922-1923 - «Gama Barros» (De Vita et Moribus) — [a disponibilizar em linha]
- 1923 - «O ‘caso’ de Fialho» [prefácio a Castelo Branco Chaves, Fialho de Almeida - Notas sobre a sua individualidade literária, Coimbra, Lumen, 1923] [ pdf ] [ver também «O drama de Fialho», 1917] [a ligação do título remete para a página de «O drama de Fialho» — a confirmar]
- 1923 - «A lição do Brasil - A Jackson de Figueiredo» (Nação Portuguesa, 2, 11 (in A Prol do Comum…, Lisboa, Ferin, 1934, pp. 183-221).
- 1923 - «As ideias de Duguit» (in A Prol do Comum…, Lisboa, Ferin, 1934, pp. 225-232).
- 1923 - «Hipólito Raposo» (in De Vita et Moribus, Lisboa, Ferin, 1931, pp. 207-213).
- Elvas, Jan. 1923; publ. 1925 - «Olhando o Caminho», Janeiro
- publ. 1925 - [livro] Ao Ritmo da Ampulheta - Crítica & Doutrina (obra póstuma) (Coimbra, Lvmen - Empresa Nacional Editora). [organizada pelo Autor, mas não completamente revista] [um capítulo, «A energia nacional», foi pré-publicado no Diário de Lisboa de 18 de Maio de 1925]
- Elvas, Fev. 1923; publ. 1924 - «Ao Princípio era o Verbo (palavras de apresentação do Livro)», Elvas, Quinta do Bispo, Fevereiro de 1923 (Ao Princípio era o Verbo, 1ª ed. 1924, pp. XI-XXII)
- publ. 1924 - [livro] Ao Princípio era o Verbo - Ensaios e Estudos. [inclui «O verdadeiro Antero», publicado em A Monarquia, 19 e 20 de Setembro de 1918 — ver 1918]
- publ. 1940 - [livro] Ao Princípio era o Verbo, 2ª edição. Edições Gama, 1940. (pdf)
- Fev. 1923 - «Eterno tema. Aclarações indispensáveis», Nação Portuguesa, 2.ª série, n.º 8, Fevereiro de 1923, pp. 381-384. — [não incluído na Prosa Toda]
- Mar. 1923; publ. 1929 - Respostas de António Sardinha a um questionário enviado em Março de 1923 pelo Dr. Alves dos Santos, director do Laboratório de Psicologia Experimental, de Coimbra, em «À memória de António Sardinha. António Sardinha, orador», Nação Portuguesa, série V, tomo II, fascículo 11 (Maio de 1929), pp. 325-328. — [não incluído na Prosa Toda]
- Dez. 1923 - «Na morte de Barrès», Dezembro
- Dez. 1923 - «Almas Republicanas» (Homens Livres - Livres da Finança & dos Partidos, nº 2, Dezembro de 1923)
- Dez. 1923 - «Mais longe ainda!», Dezembro
- 1923-1924 - colaboração - In Memoriam do Conde de Sabugosa (1924).
QUINTO VOLUME — As Sínteses de 1924
- 1924 - «Teoria do Município»
- 1924 - «Nacionalismo Galego e Lirismo Português»
- 1924 (1922?) - «Medicina e História» [ 1922 ? ]
- 1924 - «Os novos judeus» [o banqueiro Frédéric François-Marsal tornara-se ministro das finanças em França; texto integrado na colectânea de ensaios A Prol do Comum, 1934 ]
- 1924 - «Nos átrios da Cidade-Nova»
- 1924 - «Carta de Portugal: El último», El Debate, Madrid, año XIV, n.º 4586, (27.03.1924), p. 3. [Teófilo Braga] [na Prosa Toda: «Teófilo Braga» [1924]]
- 1924 - «Adiante, por sobre os cadáveres!» [ver tb 1987 - Mário Saraiva - Uma frase de António Sardinha ]
- 1924 - Texto de A.S., sem título, Nação Portuguesa, 3.ª série, n.º 2 (1924), pp. 94-95, acerca do texto de Oliveira Lima transcrito nas pp. 92-94, «Em resposta» a Agostinho de Campos. — [ainda não incluído na Prosa Toda]
- 1924; publ. Nação Portuguesa, 1927-1928 - «O Brasil e o Hispanismo», Nação Portuguesa, série IV, tomo II, n.º 7, Novembro de 1927, pp. 7-19; n.º 8, Novembro de 1927, pp. 101-112; n.º 9, Janeiro de 1928, pp. 173-185.
- Lisboa, Jan. 1924; publ. El Debate, Madrid, 11.01.1924 - «Carta de Portugal. ¿Camino de la dictadura?», El Debate, Madrid, Ano XIV, n.º 4521 (11.01.1924), p. 3
- 5.02.1924 - «El cuarto centenario de Camoens: España debe unirse a Portugal para honrar al cantor de la unidad ibérica», El Debate, Madrid, año XIV, n.º 4542, (05.02.1924), p. 1. — [não incluído na Prosa Toda]
- 1.06.1924 - «Carta de Portugal: El genio hispánico de Menéndez y Pelayo», El Debate, Madrid, año XIV, n.º 4.642, (01.06.1924), p. 3. — [não incluído na Prosa Toda]
- Elvas, 14.08.1924; publ. 1924 - A Aliança Peninsular - Antecedentes e Possibilidades.
- publ. 1930 e 1939 - [livro] La Alianza Peninsular, Madrid, 1930; La Alianza Peninsular, Segovia, 1939.
- 16.08.1924 - «Relações luso-espanholas. A questão da pesca», Nação Portuguesa, 3.ª série, n.º 1 (1924), pp. 43-44. [Texto assinado por A.S., em 16.08.1924.] — [não incluído na Prosa Toda]
- Elvas, 20.08.1924 - «A Teoria das Cortes Gerais» [Prefácio a 2º Visconde de Santarém, Memórias e alguns documentos para a História e Teoria das Cortes Gerais. Nova edição, 1924; 2ª edição, Lisboa, BPP, 1975.]
- Elvas, 25.08.1924 - «Carta para perto [ Estremoz ]» [dia de S. Luís, 25 de Agosto]
- Set. 1924 - «Esta Elvas…», Setembro.
- Set. 1924 - «O Século XVII», Lusitania - Revista de Estudos Portugueses, Vol. II, Fasc. I, Setembro de 1924, pp. 57-78.
- 3.10.1924 - «Carta de Portugal. La sombra de un muerto», El Debate, Madrid, Ano XIV, n.º 4748 (03.10.1924), p. 1-2 [João Franco] — [não incluído na Prosa Toda]
- 12.10.1924 - «Madre-Hispânia»
- Dez. 1924 - «O que esqueceu a Adamastor» (De Vita et Moribus) — [a disponibilizar em linha]
- Dez. 1924? - «Os Gamas» (Da Hera nas Colunas)
- 1925; publ. Nação Portuguesa, 1926 - «As quatro onças de oiro», Nação Portuguesa, 3ª série, 9-10, 1926, pp. 365-381.
- 1925; publ. Nação Portuguesa, 1925-1926 - «Um romântico esquecido (conclusão)», Nação Portuguesa, série IV, tomo I, fascículo II, pp. 97-108.
- 1925; publ. Nação Portuguesa, 1926 - «Ocidentalismo e Cristianismo», Nação Portuguesa, série IV, tomo I, fascículo III, 1926, pp. 169-181; e fascículo IV, pp. 241-255. — [ainda não incluído na Prosa Toda]
- 1925; publ. 1926 - colaboração In Memoriam de Camilo Castelo Branco (1926). — [ainda não incluído na Prosa Toda]
- 1925; publ. 1928 - Plano da História de Portugal, em Rodrigues Cavalheiro, «À memória de António Sardinha. A “História de Portugal”», Nação Portuguesa, série V, tomo I, n.º 2, Agosto de 1928, pp. 101-105. — [ainda não incluído na Prosa Toda]
SEXTO VOLUME — Textos de datação não apurada e Apêndices
- Set., 1921-1924 - «A Guerra do “Hissope”»
- s.d. - «Monsenhor»
- Ago., 1922-1924 - «A Lição do Aqueduto»
- s.d. - «O casamento de meus avós» — [a disponibilizar em linha]
- s.d. - «Com a chuva caindo grossa e lenta…» — [a disponibilizar em linha]
- s.d. - «D. Gil Cabral» — [a disponibilizar em linha]
- s.d., Natal - «O Menino Prometido» — [a disponibilizar em linha]
- s.d., Páscoa - «Cristo em Emaús» — [a disponibilizar em linha]
- s.d., Páscoa - «Sexta-feira Maior» — [a disponibilizar em linha]
- Páscoa, 1922-1924 - «Conto da Páscoa» — [a disponibilizar em linha]
- Lisboa, Nov. 1942 - Apêndice — Advertência dos Editores do Glossário dos Tempos (não é texto de Sardinha) — [a disponibilizar em linha]
- publ. 1942 - [livro] Glossário dos Tempos, Porto, Edições Gama, 1942.
- Lisboa, Out. 1926 - Apêndice — «Nota final» dos editores de Na Feira dos Mitos (não é texto de Sardinha) — [a disponibilizar em linha]
- Apêndice — Índices originais das recolhas — [a disponibilizar em linha]
- publ. 1927 - [livro] Durante a Fogueira - Páginas da Guerra, Lisboa, 1927.
- publ. 1927 - [livro] À Sombra dos Pórticos - Novos ensaios, Lisboa, Ferin, 1927.
- publ. 1929 - [livro] Da Hera nas Colunas - Novos Estudos, Coimbra, 1929.
- publ. 1929 - [livro] Purgatório das Ideias - Ensaios de Crítica, Lisboa, 1929.
- publ. 1931 - [livro] De Vita et Moribus - Casos & Almas, Lisboa, 1931.
- publ. 1934 - [livro] «A Prol do Comum…» - Doutrina & História, Lisboa, 1934.
BIBLIOGRAFIA PASSIVA / ver também Bibliografia passiva comentada
- 1916 - A Epopeia da Planície - poemas da Terra e do Sangue (Bibliografia), Nação Portuguesa, nº 11, Abril de 1916.
- 1917 - Mariotte (pseudónimo do Padre Amadeu de Vasconcelos), O Nacionalismo Racico do Integralismo Lusitano, Lisboa, edição do autor (depositária: Aillaud e Bertrand), 1917, 75 pp. (três capítulos datados de Paris, 19 e 26 de Março e 7 de Maio de 1917).
- 1921-1922 - Raul Proença, “Acerca do Integralismo Lusitano”, Seara Nova, 24.12.1921 a 1.07.1922 (reed. 1964).
- 1923 - António Sérgio, “Teses «Integralistas»”, Seara Nova, 1923.
- 1925 - João Franco Monteiro - Morreu esta manhã o escritor nacionalista António Sardinha, Diário de Lisboa, 10 de Janeiro de 1925, p. 4.
- 1925 - Un amigo de España, Correo de la Mañana, Badajoz, 11 de Janeiro de 1925, p. 1.
- 1925 - La Muerte del Doctor Sardinha, Correo de la Mañana, Badajoz, 13 de Janeiro de 1925, p. 2.
- 1925 - Eugénio de Castro, Cartas de Torna-Viagem, Lisboa, Lumen (data a conferir: as crónicas reunidas são de 1926-1927).
- 1925 - Gilberto Freyre, “Antonio Sardinha”, Revista do Norte, Recife, n.º 1, pp. 5-6, 1925.
- 1926 - César de Oliveira, “Chuva da Tarde”, Gil Vicente, Guimarães, 2ª série, n.os 1 e 2, 1926, pp. 14-19.
- 1926 - Horácio de Castro Guimarães, “A Lição do Mestre”, Gil Vicente, Guimarães, 2ª série, n.os 1 e 2, 1926, pp. 11-13.
- 1926 - João Ameal, “A imortalidade de António Sardinha”, Gil Vicente, Guimarães, 2ª série, n.os 1 e 2, 1926, pp. 2-3.
- 1926 - Tavares Ferreira, “António Sardinha. Renovador de ideias: Reformador das almas”, Gil Vicente, Guimarães, 2ª série, n.os 1 e 2, 1926, pp. 20-22.
- 1927 - Juan Beneyto Pérez, Antonio Sardinha y la cuestion peninsular: estudios publicados en Nação Portuguesa, Valencia, 1927.
- 1927 - Ruy Galvão de Carvalho, António Sardinha, Poeta do Amor Cristão, Coimbra, 1927.
- 1928 - Rodrigues Cavalheiro, “À memória de António Sardinha. A ‘História de Portugal’”, Nação Portuguesa, Série V, Tomo I, nº 2, Agosto de 1928, pp. 101-105.
- 1928 - Marquês de Lozoya, “Notas sobre la obra de Antonio Sardinha”, Nação Portuguesa, série V, tomo I, n.º 3, 1928, pp. 181-188.
- 1928 - In Memoriam de António Sardinha – O seu testamento contra-revolucionário. Breves reflexões de sentida saudade por António Jorge d’Almeida Coutinho e Lemos Ferreira. Porto, 1928.
- 1930 - António Jorge de Almeida Coutinho e Lemos Ferreira, António Sardinha. Apóstolo contra-revolucionário e rectificador da História de Portugal. Porto, 1930.
- 1930 - Política - Órgão da Junta Escolar de Lisboa do Integralismo Lusitano, nº 10, 10 de Janeiro de 1930, número dedicado a António Sardinha.
- 1930 - Luís Chaves, “Problemas étnicos”, in Política - Órgão da Junta Escolar de Lisboa do Integralismo Lusitano, nº 10,10 de Janeiro de 1930, pp. 37-40.
- 1931 - Luís de Almeida Braga - Estudo in Roubo de Europa, Poema de António Sardinha.
- 1933 - Rodrigues Cavalheiro, “Pombal visto por Sardinha”, Ocidente, no 6, Outubro de 1933, pp. 450-453.
- 1934 - Agostinho da Costa Ilharco, Portugal Maior, Famalicão, Tip. Minerva, 10 de Setembro de 1934.
- 1934 - António Jorge de Almeida Coutinho e Lemos Ferreira, Em Redor d’uma appreciação critica feita pelo Exmo. Senhor Agostinho da Costa Ilharco sobre António Sardinha, Porto, Costa Carregal, 1934.
- 1937 - “António Sardinha” (nota da redacção), Gil Vicente, Janeiro de 1937.
- 1937 - Manuel Múrias, “António Sardinha”, Voz de Portugal, Rio de Janeiro, 12 de Fevereiro de 1937, pp. 1-3.
- 1938 - Rui Galvão de Carvalho, “António Sardinha na Pequena Casa Lusitana”, Gil Vicente, Janeiro de 1938, pp. 8-18.
- 1939 - João Ameal e Rodrigues Cavalheiro, Erratas à História de Portugal. De D. João V a D. Miguel, Porto, 1939.
- 1940 - Conde de Aurora, “No espólio de Sardinha”, Brotéria, Vol. XXX, Maio de 1940, pp. 505-520.
- 1940 - Luís Chaves, “António Sardinha”, Gil Vicente, Janeiro de 1940.
- 1940 - Rodrigues Cavalheiro, “António Sardinha e o «Restaurador»”, Ocidente, no 25, Maio de 1940, pp. 335-337.
- 1941 - Luís Chaves, “António Sardinha - poeta de inspiração etnográfica”, Ocidente, no 33, Janeiro de 1941, pp. 142-144.
- 1940 - S. Saraiva de Carvalho, “A Saudade em António Sardinha”, Gil Vicente, Guimarães, Janeiro e Março de 1940.
- 1942 - J. Azinhal Abelho, “Elvas - Quinta do Bispo”, Gil Vicente, Guimarães, Janeiro de 1942, pp. 8-11.
- 1942 - Rebelo de Bettencourt, Teófilo Braga, mestre nacionalista. Teófilo Braga e António Sardinha, 1942.
- 1943 - Guilherme Auler, António Sardinha, Recife, Ciclo Cultural Luso-Brasileiro, 1943.
- 1943 - José Pequito Rebelo, “Interpretação de uma frase de António Sardinha”, Aléo, Lisboa, ano 2, nº 2, 2ª série, 1943.
- 1943 - Luís de Almeida Braga, Posição de António Sardinha - Conferência proferida no Salão de Estudos Portugueses, Lisboa, 1943.
- 1944 - Alfredo Pimenta, A propósito de António Sardinha - carta ao escritor brasileiro Guilherme Auler com quatro cartas de António Sardinha, Lisboa, 1944.
- 1944 - Alfredo Pimenta, António Sardinha e o Grupo Recreativo dos Trinta-e-Seis. Porto, Imprensa Portuguesa, 1944, 15 pp.
- 1946 - Rodrigues Cavalheiro, “Epistolário - Cartas inéditas de António Sardinha”, Acção - Semanário da Vida Portuguesa, Lisboa, 10 de Janeiro de 1946, pp. 1, 6; Idem, Ibidem, 17 de Janeiro de 1946, p. 5; Idem, Ibidem, 24 de Janeiro de 1946, p. 8; Idem, Ibidem, 28 de Fevereiro de 1946, p. 4.
- 1951 - João do Amaral, in A Voz, 11 de Janeiro de 1951.
- 1951 - João Ameal, “Em memória de António Sardinha - doutrinador e apóstolo”, A Voz, Lisboa, 12 de Janeiro de 1951.
- 1951 - Guilherme de Ayala Monteiro, “António Sardinha - o político”, Novidades - Letras e Artes, 14 de Janeiro de 1951.
- 1951 - Rui Galvão de Carvalho, “António Sardinha trovador das coisas humildes”, Gil Vicente, Guimarães, Janeiro-Fevereiro de 1951, pp. 5-17.
- 1951 - Meyrelles do Souto, “Algumas poesias inéditas de António Sardinha”, A Voz, Lisboa, 13 de Janeiro de 1951.
- 1951 - João Maria Mexia, António Sardinha: apontamento breve. Separata da revista Estudos, Coimbra, ano XXIX, nº 295, 1951.
- 1951 - Luís de Almeida Braga, Evocação de António Sardinha, Tribuna de Petrópolis, Ano III, nº 21, Abril de 1951, pp. 1 e 5.
- 1951 - L. T. B., “O pai dos «Integralistas»”, O Comércio do Porto, 20.02.1951.
- 1951 - Francisco da Cunha Leão, “Consciência Lusíada de uma obra”, Diário Popular, 10.01.1951.
- 1952 (publ. 1963) - Arlindo Veiga dos Santos, «Roubo de Europa» - Poema símbolo, Vária Matéria, São Paulo, 1963, pp. 5-14.
- 1952 - Elías de Tejada, La lección de António Sardinha, Reconquista [pdf]
- 1954 - Victor Santos, Caminhos da Poesia em António Sardinha. Ensaio. Lisboa, Livraria Portugal, 1954.
- 1954 - Manuel Alves de Oliveira, Em lembrança de António Sardinha. Guimarães, Separata da revista Gil Vicente, 1954.
- 1958 - J. Azinhal Abelho, A comoção rural na vida e obra de António Sardinha, Évora, Separata do Boletim da Junta da Província do Alto Alentejo, 1958.
- 1959 - Carlos Lobo de Oliveira e Manuel Rosado de Vasconcelos - Dois ex-libris de António Sardinha e algumas notas genealógicas sobre a família do poeta. Vila do Conde, Separata do Boletim Academia Portuguesa Ex-Libris, ano 3-4, 1959.
- 1960 - Amândio César e Francisco da Cunha Leão (Comentário) - Antologia Poética. Guimarães Editores, 1960.
- 1960 - Rodrigues Cavalheiro (Selecção e prefácio), António Sardinha. Antologia de Textos. Lisboa, Edições Panorama, 1960.
- 1960 - Francisco de Sousa Tavares, “Uma tese sobre o «Integralismo Lusitano»”, in Combate Desigual, 1960.
- 1964-1965 - Carlos Ferrão, O Integralismo e a República — autópsia de um mito, Lisboa, 1964.
- 1965 - António José de Brito, Reflexões acerca do Integralismo Lusitano, Lisboa, 1965.
- 1966 - Cruz Malpique, Notas sobre o lirismo aristocrático e franciscano de António Sardinha. Guimarães, Separata da revista Gil Vicente. 1966.
- 1968 - Rodrigues Cavalheiro, Um inédito de António Sardinha sobre a Monarquia do Norte. Lisboa, Separata da Revista Sulco, nº 15-16, 1968.
- 1970 - Eurico Gama, António Sardinha (Páginas esquecidas e achegas para a sua biografia). Guimarães, Separata da revista Gil Vicente, 1970.
- 1970 - Pedro da Câmara Leme, “António Sardinha no combate à desnacionalização ideológica - a «Geração de 70» e o Integralismo”, Gil Vicente, Guimarães, nº 1 e 2.
- 1970 - Mário Saraiva, A Verdade e a Mentira. Algumas notas em resposta a «O Integralismo e a República», 1970.
- 1972 - Álvaro Júlio da Costa Pimpão, “António Sardinha. Pensador político e poeta”, Escritos Diversos, Coimbra, Universidade de Coimbra, pp. 581-607.
- 1972 - Carlos Neves Cabral, A poesia de António Sardinha. Lisboa, 1972.
- 1972 - Cruz Malpique, A poesia de António Sardinha (Ensaio), Lisboa, 1972.
- 1972 - Manuel Alves de Oliveira, António Sardinha e o Brasil, Guimarães, Cadernos “Gil Vicente”, 1972.
- 1972 - Franco Nogueira, “Acerca de António Sardinha. Resposta do Dr. Franco Nogueira a Herculano Marques da Costa”, O Debate, nº 1090, 12 de Fevereiro de 1972.
- 1972 - Franco Nogueira, “Acerca de António Sardinha. Nova resposta do Dr. Franco Nogueira”, O Debate, nº 1094, 11 de Março de 1972; nº 1095, 18 de Março de 1972; nº 1096, 25 de Março de 1972 (ver António Sardinha e o Iberismo. Acusação contestada, Lisboa, Biblioteca do Pensamento Político, 1974)
- 1972 - Abranches Martins, “António Sardinha e a «Visão Católica do Real»”, O Debate, Lisboa, 8 de Abril de 1972, p. 2.
- 1972 - Henrique Barrilaro Ruas, “Um homem de Deus na cidade dos homens”, O Debate, Lisboa, 8 de Abril de 1972, p. 2.
- 1972 - Goulart Nogueira, “António Sardinha e o Brasil”, Política, Lisboa, Ano III, nº 51 e 52, 1 e 15 de Abril de 1972.
- 1972 - José Pequito Rebelo, “A Aliança Peninsular. Uma política indesejável e indesejada. Monopólio da aliança para a Inglaterra ou relação multilateral?”, O Debate, Lisboa, 22 de Abril de 1972, p. 1 e 7. [Os textos da polémica foram recolhidos em António Sardinha e o Iberismo. Acusação contestada, Lisboa, Biblioteca do Pensamento Político, 1974].
- 1972 - Moreira das Neves, “A poesia de António Sardinha”, O Debate, Lisboa, Ano XXII, 29 de Abril de 1972, p. 1 e 2.
- 1972 - Marquês de Quintanar, “La Ruta del Sol”, ABC, Madrid, 11 de Junho de 1972.
- 1972 - José Pequito Rebelo, “A Aliança Peninsular”, O Debate, Lisboa, 24 de Junho de 1972, p. 1 e 7; Idem, 8 de Julho de 1972, p. 1 e 7.
- 1972 - António Sardinha - evocado pelo Marquês de Quintanar, O Debate, 29 de Julho de 1972, p. 9.
- 1974 - António Sardinha e o Iberismo. Acusação contestada, Lisboa, Biblioteca do Pensamento Político, 1974.
- 1974 - Mário Mota, “O poeta António Sardinha recordado”, Gil Vicente, 2ª série, nº 1 e 2.
- 1974 - António Oliveira Coelho, “A poesia de António Sardinha”, Gil Vicente, 2ª série, nº 1 e 2.
- 1974 - Eurico Gama, “Três cartas inéditas de António Sardinha”, Gil Vicente, 2.ª série, 1974, n.º 1 e 2.
- 1976 - Mário Saraiva, “A Alma Integralista”, O Debate (reproduzido in Às Portas da Cidade, Lisboa, 1976, pp. 199-202).
- 1979 - Manuel Alves de Oliveira, Dois Vimaranenses na obra de António Sardinha - Martins Sarmento e Alberto Sampaio, Guimarães, 1979.
- 1981 - António Sardinha, Gil Vicente, Guimarães, 3ª série, nº 1, vol. II, Janeiro-Fevereiro-Março, 1981.
- 1981-1982 - Cecília Barreira, “Anti-semitismo e Integralismo Lusitano”, Diário de Lisboa, 18.05.1981; “Anti-semitismo em Portugal nos anos 20 (I-II)”, Diário de Lisboa, 15 e 20.05.1982.
- 1982 - Manuel Braga da Cruz, “O integralismo lusitano nas origens do salazarismo”, Análise Social, vol. XVIII (70), 1982, pp. 137-182 (reed. in Monárquicos e Republicanos no Estado Novo, Lisboa, 1986, pp. 13-74).
- 1982 - António Costa Pinto, “A formação do integralismo lusitano (1907-17)”, Análise Social, vol. XVIII (72-73-74), 1982 - 3.º-4.º-5.º, pp. 1409-1419.
- 1982 - Miguel Esteves Cardoso, “Misticismo e ideologia no contexto cultural português: a saudade, o sebastianismo e o integralismo lusitano”, Análise Social, vol. XVIII (72-73-74), 1982, pp. 1399-1408.
- 1982 - Cecília Barreira, “Três nótulas sobre o integralismo lusitano (evolução, descontinuidade, ideologia, nas páginas da «Nação Portuguesa», 1914-26)”, Análise Social, vol. XVIII (72-73-74), 1982, pp. 1421-1429.
- 1983 - Moreira das Neves, “Chuva da tarde na Quinta do Bispo”, A Ordem, Porto, 28 de Abril de 1983, pp. 1-2.
- 1986 - Marcus de Noronha, António Sardinha e a Aliança Peninsular. Separata de Armas e troféus, 5ª série, 5, Lisboa, 1986.
- 1987 - Francisco J. Velozo, Correspondência inédita de António Sardinha, Separata do Boletim de Trabalhos Históricos, Guimarães, Vol. XXXVIII, 1987, pp. 24-47.
- 1987 - Mário Saraiva - “Uma frase de António Sardinha”, Sob o Nevoeiro (Ideias e Figuras), Lisboa, Edições Cultura Monárquica, pp. 129-138.
- 1987 - José António Cunha, Luís Manuel Bernardo, Maria Nazaré Barros e Mendo Castro Henriques, A Filosofia Política do Integralismo Lusitano.
- 1988 - António José de Brito - “António Sardinha sem disfarces”, Futuro Presente — Revista bimestral de Nova Cultura (3ª série), Lisboa, nº 29, Março / Abril de 1988, pp. 21-35.
- 1988 - João Medina, “António Sardinha, anti-semita”, A Cidade. Revista Cultural de Portalegre, n.º 2 (nova série), 1988, pp. 45-122.
- 1988 - A Cidade. Revista Cultural de Portalegre, n.º 2 (nova série, número especial), 1988.
- 1990 - Marcus de Noronha, Cartas inéditas de António Sardinha a Oliveira Lima, Lisboa.
- 1991-1992 - Luís Reis Torgal, “Antero de Quental nas leituras «Integralistas»”, Revista de História das Ideias, 13, 1991; “Antero e o «Integralismo»”, Revista de Guimarães, 102, 1992.
- 1992 - Paulo Archer de Carvalho, A «Nação Portuguesa» ou a doutrinação integralista: 1914-1938. Notas de cultura e de política, Coimbra, ed. do autor, 1992 (policopiado).
- 1993 - Paulo Archer de Carvalho, Nação e nacionalismo. Mitemas do Integralismo Lusitano, Coimbra, Faculdade de Letras, 1993 (dissertação de mestrado, policopiada).
- 1994 - Paulo Archer de Carvalho, “Memória mítica da Nação — o caso do Integralismo Lusitano”, Vértice, II série, n.º 61, Julho-Agosto de 1994, pp. 51-56.
- 1994 - A. Cordeiro Lopes, Dois projectos de geopolítica ibérica, de matriz tradicionalista - Vázquez de Mella e António Sardinha. Revista da Faculdade de Letras, Lisboa, 16/17, 1994, pp. 99-113.
- 1994 - António Manuel Couto Viana, António Sardinha (1989), Colegial de Letras e Lembranças, Lisboa, Universitária, 1994, pp. 67-72.
- 1995 - Paulo Archer de Carvalho, “De Sardinha a Salazar: o nacionalismo entre a euforia mítica e a formidável paranóia”, Revista de História das Ideias, vol. 17, 1995, pp. 79-123.
- 1996 - Paulo Archer de Carvalho, “Ao Princípio era o Verbo. O Eterno Retorno e os mitos da historiografia integralista”, Revista de História das Ideias, vol. 18, 1996, pp. 231-243.
- 1996 - Fernando Catroga e Paulo Archer de Carvalho, Sociedade e Cultura Portuguesas II, Lisboa, Universidade Aberta, 1996, cap. «O Integralismo Lusitano e a ressurreição da Nação», pp. 337-339.
- 1997 - José Manuel Quintas, “O Integralismo Lusitano e a herança dos «Vencidos da Vida»”, lição preparada para a abertura solene das aulas da Academia da Força Aérea, Sintra, 1997, que não chegou a ser lida; publicada depois no sítio Unica Semper Avis (alojado em angelfire.com, entretanto encerrado; parcialmente recuperável no Internet Archive), e mais tarde em estudosportugueses.com; versão desenvolvida em Filhos de Ramires (2004).
- 1998 - Susana Rocha Relvas, António Sardinha e suas relações culturais com Espanha “pacto de quinas y de flores de lis” entre “os semeadores de nacionalidades”: recolha e análise da correspondência. Lisboa, 1998.
- 1998 - António Ventura, “António Sardinha: Mitologia Integralista e Revisão da História de Portugal”, in Mito e Símbolo na História de Portugal e do Brasil (Actas dos IV Cursos Internacionais de Verão de Cascais, 1997), vol. 3, Cascais, 1998, pp. 131-145.
- 1999 - Paulo Archer de Carvalho, “A (re)visão integralista e Oliveira Martins”, Revista da Universidade de Coimbra(Actas do Congresso Internacional sobre Oliveira Martins), 1999, pp. 185-201.
- 2000 - Artur Ferreira Coimbra, Paiva Couceiro e a contra-revolução monárquica (1910-1919), dissertação de mestrado (orient. Norberto Cunha), Braga, Universidade do Minho, 2000, policopiada, 237 pp.
- 2002 - Ana Isabel Sardinha Desvignes, Nas origens do integralismo lusitano: António Sardinha: aspectos de um percurso intelectual no século, 1903-1915. Lisboa, 2002.
- 2003 - Susana Rocha Relvas, António Sardinha e o mundo hispânico: diálogo com mulheres sul-americanas. Separata Mulher, cultura e sociedade na América Latina = Mujer, cultura y sociedad en América Latina, Lisboa, 2003.
- 2003 - Paulo Archer de Carvalho, “Três teses sobre a Ucronia e a floresta utópica”, Revista de História das Ideias, vol. 24, 2003, pp. 357-414; e “A insurreição dos intelectuais. Da Nação Portuguesa (1914-1938) ao Integralismo Lusitano (1932-1934)”, in Revistas, Ideias e Doutrinas. Leituras do pensamento contemporâneo, Lisboa, Presença, 2003, pp. 135-151.
- 2004 - António Ventura, “António Sardinha republicano”, in Estudos sobre a história e cultura contemporâneas de Portugal, Lisboa, Caleidoscópio, 2004, pp. 251-267.
- 2004 - José Manuel Quintas, Filhos de Ramires. As Origens do Integralismo Lusitano, Lisboa, Nova Ática, 2004 (dissertação de mestrado, FCSH-UNL, 1997).
- 2006 - Ana Isabel Sardinha Desvignes, António Sardinha (1887-1925). Um Intelectual no Século. Lisboa, Imprensa de Ciências Sociais, 2006.
- 2007 - Jorge de Azevedo Correia, António Sardinha (1887-1925) - Um intelectual no século de Ana Desvignes.
- 2007 - Teresa Martins de Carvalho, Uma biografia de António Sardinha, [António Sardinha, 1887-1925, Um intelectual no século, por Ana Isabel Sardinha Desvignes], lusitana antiga liberdade, 13 de Julho de 2007.
- 2007 - Fernando Guedes, António Sardinha, o Integralismo Lusitano e a questão ibérica, Lisboa, Academia das Ciências de Lisboa, 2007.
- 2007 - Maria Luísa Castro Soares, Nas encruzilhadas do século XX: António Sardinha e Teixeira de Pascoaes. Vila Real. Centro de Estudos em Letras, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, 2007.
- 2007 - Giselda Brito Silva, “O pensamento político de António Sardinha no Brasil”, comunicação ao XXIV Simpósio Nacional de História da ANPUH, São Leopoldo, 2007, 8 pp.
- 2008 - Rui Boaventura, António Sardinha, arqueólogo? O recrutamento do poeta de Monforte pelo “Pae Rocha”, A Cidade – Revista Cultural de Portalegre, Lisboa, Edições Colibri, n.º 15, 2008, pp. 111-140.
- 2008 - Ana Isabel Sardinha Desvignes (Organização, introdução e notas) e Rui Ramos (Prefácio), Correspondência de António Sardinha para Ana Júlia Nunes da Silva (1910-1912), Lisboa, Universidade Católica Editora, 2008.
- 2008 - Paulo Archer de Carvalho, “Cartas de António Sardinha para Eugénio de Castro (1905-1924)”, Arquivo Coimbrão, vol. XL, 2008, pp. 7-91.
- 2008 - Miguel Dias Santos, “O Mito da Atlântida nas leituras historiográficas do nacionalismo monárquico”, Estudos do Século XX, n.º 8, Coimbra, CEIS20, 2008, pp. 277-291.
- 2009 - Fernando Martins, [recensão a] Ana Isabel Sardinha Desvignes, António Sardinha (1887-1925). Um intelectual no século, Análise Social, vol. XLIV (1.º), 2009, pp. 213-216 (SciELO; Academia.edu).
- 2009 - A. Paulo Dias Oliveira, “Da Filosofia Política à Cultura Nacionalista. A segunda série da Nação Portuguesa (1922-1923)”, Cultura. Revista de História e Teoria das Ideias, vol. 26, 2009, pp. 155-171 (DOI: 10.4000/cultura.461).
- 2010 - Maria da Conceição Vaz Serra Pontes Cabrita, “Aliança Peninsular”, Revista Militar, nº 2496, Janeiro de 2010.
- 2010 - Miguel Dias Santos, A Contra-Revolução na I República (1910-1919), Coimbra, Imprensa da Universidade de Coimbra, 2010 (dissertação de doutoramento, FLUC, 2010).
- 2011 - José Manuel Cordeiro, “Da constante rectificação mental: III Série da Nação Portuguesa (1924-1926)”, Promontoria, n.º 9, 2011, pp. 219-234.
- 2011 - Márcia Grilo, “História e Ideologia no Estado Novo — A revisão integralista do passado nacional”, Promontoria, n.º 9, 2011, pp. 191-218.
- 2011 - A. Paulo Dias Oliveira, “Vigilância e Memória: IV Série da Nação Portuguesa (1927-1928)”, Promontoria, ano 9, n.º 9, 2011, pp. 235-254.
- 2011 - George Manuel Gomes, António Sardinha. Du séparatisme hostile à l’Aliança Peninsular (1915-1924), dissertação de mestrado, Paris, École pratique des hautes études, 2011, 172 pp.
- 2012 - Paulo Archer de Carvalho, “Integralismo Lusitano: reação, recristianização, retorno”, Locus. Revista de História, Juiz de Fora, vol. 18, n.º 1, 2012, pp. 13-31 (texto de conferência no ICS, 2011).
- 2012 - Paulo Archer de Carvalho, «Sardinha, António», in Dicionário de Historiadores Portugueses, Lisboa, BNP, 2012.
- 2012 - Nuno Simão Ferreira, «Nação Portuguesa, Coimbra (1914-1938)», in Dicionário de Historiadores Portugueses, Lisboa, BNP, 2012.
- 2013 - Ruy Miguel, António Sardinha – Monarquia e Nacionalismo, Lisboa, Contra-Corrente, 2013.
- 2013 - Maria da Conceição Vaz Serra Pontes Cabrita, Crise e Ruptura Peninsular em António Sardinha, Mátria Digital, nº 1, Novembro 2013 - Outubro 2014.
- 2014 - Richard Cleminson, Catholicism, Race and Empire: Eugenics in Portugal, 1900-1950, Budapest–Nova Iorque, Central European University Press, 2014 (CEU Press Studies in the History of Medicine, 5).
- 2015 - George Manuel Gomes, «A construção do “hispanismo” na obra política de António Sardinha (1915-1925)», Ler História, 68, 2015 (em linha desde 18 de Março de 2016: http://journals.openedition.org/lerhistoria/1699; DOI: 10.4000/lerhistoria.1699).
- 2016 - George Manuel Gomes, “António Sardinha, precursor do lusotropicalismo”, Faces de Clio: Revista discente da Pós-Graduação em História-UFJF, 2, 4, (2016), Juiz de Fora, pp. 97-109.
- 2016 - Ana Isabel Sardinha Desvignes, “Hispanismo e relações luso-brasileiras: a última cruzada contrarrevolucionária de António Sardinha”, Estudos Ibero-Americanos, vol. 42, n.º 1, Porto Alegre, PUCRS, Jan.-Abr. 2016, pp. 75-104.
- 2016 - Susana Rocha Relvas, O Pan-Hispanismo de António Sardinha: génese, receção e influência da sua obra. in Iberian Interconnections. ACIS Conference Proceedings. (Eds.) Susana Rocha Relvas, Maria Gómez Bedoya e Rikki Morgan-Tamosunas. Porto, Universidade Católica Editora, pp. 256-269.
- 2017 - Susana Rocha Relvas, “Receção do pensamento de António Sardinha nas Revistas Brasileiras: A Ordem, América Brasileira e Diário de Pernambuco” in Eliane Brites Rosa e Maria Emília Prado (Org.), Atas do XII Colóquio Internacional Tradição e Modernidade no Mundo Ibero-Americano. Rio de Janeiro, Rede Sirius, 2017, pp. 1-24.
- 2019 - George Manuel Gomes, António Sardinha, un penseur transnational de la contre-révolution (1913-1925), tese de doutoramento, Paris, École pratique des hautes études / Université PSL, defendida a 9 de Dezembro de 2019, 2 vols. (HAL tel-02637220). Orientação de Sérgio Campos Matos (até 2016, Dejanirah Couto).
- s.d. [post. 2019] - João Branco, «Cavalheiro, António Rodrigues», in Dicionário de Historiadores Portugueses, Lisboa, BNP.
- 2020 - Manuel Rezende, Sardinha and Portuguese Traditionalism, The European Conservative, Winter 2020-2021, pp. 26-28.
- 2020 - A. Paulo Dias de Oliveira, “A ideia de cruzada em À Lareira de Castela de António Sardinha”, Antagonismos, violência e aliança nas ordens militares, pp. 421-430.
- 2021 - Daniel Santos Sousa, A poesia de António Sardinha, 24 de Janeiro de 2021.
- 2022 - A. Paulo Dias Oliveira, “Hispanismo e Sebastianismo em três textos dos anos 20 de António Sardinha (1887-1925)”, Contemporâneos. Revista de Artes e Humanidades, n.º 23, Jul.-Dez. 2022, pp. 1-22.
- 2022 - Maria da Conceição Vaz Serra Pontes Cabrita, Textos e contextos: António Sardinha e Eugénio de Castro, correspondência (1905-1924). Elvas, AiaR - Associação de Desenvolvimento pela Cultura, 2022.
- 2022 - Elisabete Correia Campos Francisco, «Eu vi a luz em um país perdido»: o vencidismo para além dos Vencidos da Vida (de 1888 à actualidade), tese de doutoramento (orient. Sérgio Campos Matos), Lisboa, Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, 2022.
- s.d. [c. 2021-2024] - Pedro Ivo Dias Tanagino, “Corporativismos e latinidades: os conceitos de «iberismo» e «americanismo» em circularidade cultural nas direitas de Brasil e Portugal nas obras de Plínio Salgado e António Sardinha (1910-1932)”, texto de comunicação, 13 pp. [local e data de publicação a identificar].
- 2024 - George Manuel Gomes, António Sardinha (1887-1925) et la contre-révolution ibérique. Le penseur et ses héritages, PIE - Peter Lang, 2024.
- 2024 - José Manuel Quintas e Manuel Vieira da Cruz (org.), António Sardinha — Poesia, E-Primatur, 2024.
- 2024 - José Carlos Seabra Pereira, “O neo-romantismo lusitanista e a poética de António Sardinha”, in José Manuel Quintas e Manuel Vieira da Cruz (org.), António Sardinha - Poesia, Silveira, E-Primatur, 2024, pp. 665-864 [resumido in Poética neo-romântica de António Sardinha, Crítica XXI, 2025]
- 2024 - Carlos Bobone, A Herança de António Sardinha (1887-1925), Correio Real, nº 30, Dezembro de 2024, pp. 12-17.
- 2025 - José Miguel Sardica, “António Sardinha: 100 anos”, Renascença, 8 de Janeiro de 2025.
- 2025 - Jaime Nogueira Pinto, “Cem anos de António Sardinha”, Diário de Notícias, 10 de Janeiro de 2025.
- 2025-01-14 - José Manuel Quintas, “António Sardinha perante o recente triunfo de Mussolini em Itália e de Miguel Primo de Rivera em Espanha (António Sardinha,”Mais Longe Ainda”, 1923)“, Estudos Portugueses (EP), 14 de Janeiro de 2025.
- 2025 - José Manuel Quintas, Na vanguarda, Estudos Portugueses, Lisboa, 25 de Janeiro de 2025.
- 2025 - Pierre Lafont, “António Sardinha, le maître du traditionalisme portugais”, Écrits de Rome, 21, 2025, pp. 8-9.
- 2025 - José Manuel Quintas, “Integralisme lusitanien et salazarisme - Entretien”, Écrits de Rome, 21, 2025, pp. 10-15.
- 2025 - Louis Furiet, “Nationalisme et universalisme chez António Sardinha”, Écrits de Rome, 21, 2025, pp. 16-18.
- 2025-07-10 - José Manuel Quintas, “António Sardinha - A volta do Espírito”, in Estudos Portugueses; “Introdução” in Ensaios Escolhidos - António Sardinha, selecção de textos de Carlos Maria Bobone, Lisboa, Crítica XXI, Dezembro 2025, pp. 5-16.
- 2025-09 - José Manuel Quintas e Manuel Vieira da Cruz, Lusophone Verses: An interview, The European Conservative, Autumn 2025, pp. 56-58.
- 2025-09-09 - José Manuel Quintas - Alberto Sampaio na obra de António Sardinha - Síntese, EP.
- 2025 - José Miguel Sardica, Prefácio a Susana Rocha Relvas, Diálogos Ibéricos y Transatlánticos. Mapeando las redes intelectuales en torno al Hispanismo de António Sardinha. Transcripción y edición crítica y anotada del epistolario y textos dispersos (1906-1925), Lisboa, Universidade Católica Editora, pp. 15-34.
- 2025 - Susana Rocha Relvas, Diálogos Ibéricos y Transatlánticos. Mapeando las redes intelectuales en torno al Hispanismo de António Sardinha. Transcripción y edición crítica y anotada del epistolario y textos dispersos (1906-1925), Lisboa, Universidade Católica Editora.
- 2025-10-05 - José Manuel Quintas - A Ideia de Hispanidade em António Sardinha, EP.
- 2025-10-05 - José Manuel Quintas - O Sebastianismo segundo António Sardinha - 1, EP.
- 2025-10-21 - José Manuel Quintas - O Sebastianismo segundo António Sardinha - 2, EP.
- 2025-10-11 - José Manuel Quintas - Moniz Barreto e a ‘Aliança Peninsular’ de António Sardinha, EP.
- 2025-10-11 - José Manuel Quintas - António Sardinha e os ’Azoríns, Unamunos & Cia.’, EP.
- 2025-10-18 - José Manuel Quintas - António Sardinha acerca de Henri Bergson: ‘O elegante sofista da idade leviana’, EP.
- 2025-10-18 - José Manuel Quintas - António Sardinha e Jacques Maritain - Uma comum visão espiritualista e tradicionalista, EP.
- 2025-10-22 - José Manuel Quintas - António Sardinha e o Capitalismo Moderno, EP.
- 2025-10-25 - José Manuel Quintas - António Sardinha e a ‘Paz de Vestefália’, EP.
- 2025-10-27 - José Manuel Quintas - A ideia de “Quinto Império” em António Sardinha, EP.
- 2026 - Manuel Vieira da Cruz - António Sardinha: Breve Memória de um Centenário, EP.
- 2026-07-01 - José Manuel Quintas - António Sardinha, Maçonaria e Tradição Popular, EP.
- 2026 - José Manuel Quintas - António Sardinha e Charles Maurras - Da rejeição da «farmacopeia gaulesa» à latinidade católica e ao hispanismo, EP.
- 2026-09-01 - Nova Águia. Revista de Cultura para o Século XXI, n.º 38, 2.º semestre de 2026, Edições Zéfiro / MIL – Movimento Internacional Lusófono. Dossier «O Integralismo Luso-Brasileiro: no centenário da morte de António Sardinha» (pp. 16-159).
- 2026-09-01 - António Braz Teixeira, «O Integralismo brasileiro», Nova Águia, n.º 38, 2.º semestre de 2026, pp. 16-22.
- 2026-09-01 - A. Paulo Dias Oliveira, «O Brasil na obra de António Sardinha», Nova Águia, n.º 38, 2.º semestre de 2026, pp. 23-36.
- 2026-09-01 - Susana Rocha Relvas, «Redes transatlânticas entre Portugal e Brasil: a difusão do pensamento de António Sardinha na imprensa brasileira na década de 20», Nova Águia, n.º 38, 2.º semestre de 2026, pp. 37-48.
- 2026-09-01 - Alexandre Teixeira Mendes, «Significação da autoridade e da lógica totalitária em Gustavo Barroso», Nova Águia, n.º 38, 2.º semestre de 2026, pp. 49-53.
- 2026-09-01 - Anabela Almeida, «António Sardinha e Armando Côrtes-Rodrigues, um diálogo açoriano», Nova Águia, n.º 38, 2.º semestre de 2026, pp. 54-59.
- 2026-09-01 - Artur Manso, «António Sardinha: homenagem dos seus contemporâneos na revista Política», Nova Águia, n.º 38, 2.º semestre de 2026, pp. 60-74.
- 2026-09-01 - Carlos Bobone, «O diálogo entre António Sardinha e Pequito Rebelo na construção da doutrina integralista», Nova Águia, n.º 38, 2.º semestre de 2026, pp. 75-84.
- 2026-09-01 - Joaquim Domingues, «O Integralismo Lusitano e a tradição», Nova Águia, n.º 38, 2.º semestre de 2026, pp. 85-98.
- 2026-09-01 - Jóni Coelho, «A filosofia política do Integralismo Lusitano», Nova Águia, n.º 38, 2.º semestre de 2026, pp. 99-103.
- 2026-09-01 - José Almeida, «O pensamento político-doutrinário de António Sardinha», Nova Águia, n.º 38, 2.º semestre de 2026, pp. 104-110.
- 2026-09-01 - José Luís Andrade, «A greve académica de 1907 e a criação do Integralismo Lusitano», Nova Águia, n.º 38, 2.º semestre de 2026, pp. 111-123.
- 2026-09-01 - Manuel Dugos Pimentel, «Anti-igualitarismo e crítica da sociedade igualitária na filosofia política de Pequito Rebelo», Nova Águia, n.º 38, 2.º semestre de 2026, pp. 124-129.
- 2026-09-01 - Nuno Sotto Mayor Ferrão, «O tempo de António Sardinha e a sua obra intelectual de padrões tradicionalistas», Nova Águia, n.º 38, 2.º semestre de 2026, pp. 130-135.
- 2026-09-01 - Renato Epifânio, «“António Sardinha sem disfarces”, segundo António José de Brito», Nova Águia, n.º 38, 2.º semestre de 2026, pp. 136-138.
- 2026-09-01 - Samuel Dimas, «O neo-integralismo lusitano de Mário Saraiva», Nova Águia, n.º 38, 2.º semestre de 2026, pp. 139-143.
- 2026-09-01 - Manuel Cândido Pimentel, «Afonso Botelho e o Integralismo português», Nova Águia, n.º 38, 2.º semestre de 2026, pp. 144-147.
- 2026-09-01 - Carlos Leone, «Mono-arquia e mono-arquias plebiscitárias: o pós-integralismo contra Sardinha», Nova Águia, n.º 38, 2.º semestre de 2026, pp. 148-151.
- 2026-09-01 - Alexandre Franco de Sá, «Henrique Barrilaro Ruas, o Integralismo e a dignidade da política», Nova Águia, n.º 38, 2.º semestre de 2026, pp. 152-159.
- 2026-09-15 - José Manuel Quintas - António Sardinha: Formação, Doutrina, Destino, EP.
- 2026-09-16 - José Manuel Quintas - António Sardinha e o Brasil, EP.
- 2026 - José Manuel Quintas - Teófilo Braga e António Sardinha - A questão lusitana, as origens de Portugal e a teoria da história (1867-1924), EP.
POESIA
ANTÓNIO SARDINHA . POESIA, Setembro de 2024
Sumário
Nota editorial - J. M. Q. e M. V. C.
I. Obras publicadas em vida do Autor:
Tronco Reverdecido (1910)
A Epopeia da Planície - Poemas da Terra e do Sangue (1915)
Quando as Nascentes Despertam... - Poemas da Turbação e da Boa Estrela (1921)
Na Corte da Saudade - Sonetos de Toledo (1922)
Chuva da Tarde - Sonetos de Amor (1923)
II. Obras publicadas postumamente:
Era uma Vez um Menino (1926)
O Roubo da Europa (1931)
Pequena Casa Lusitana (1937).
III. Dispersos
Posfácio: O Neo-Romantismo e a poética de António Sardinha, por José Carlos Seabra Pereira
I. Obras publicadas em vida do Autor:
Tronco Reverdecido (1910)
A Epopeia da Planície - Poemas da Terra e do Sangue (1915)
Quando as Nascentes Despertam... - Poemas da Turbação e da Boa Estrela (1921)
Na Corte da Saudade - Sonetos de Toledo (1922)
Chuva da Tarde - Sonetos de Amor (1923)
II. Obras publicadas postumamente:
Era uma Vez um Menino (1926)
O Roubo da Europa (1931)
Pequena Casa Lusitana (1937).
III. Dispersos
Posfácio: O Neo-Romantismo e a poética de António Sardinha, por José Carlos Seabra Pereira
O que eu condeno é a importação das ideologias deprimentes da França de 89, por cujas funestas consequências se desorganizou a estrutura rija da Nacionalidade, - pelo Parlamentarismo no político, pelo Código-Civil no social, pelo Regalismo no religioso.
Diz-se integralista a nossa doutrina, porque a questão portuguesa se lhe apresenta em conjunto, debaixo de todos os seus aspectos. Não é exclusivamente o aspecto político que nos preocupa. Preocupam-nos com igual interesse o aspecto moral, o aspecto económico, o aspecto literário. [...] É preciso restaurar Portugal para Portugal. Por isso, o regresso da Monarquia não tem que valer unicamente como uma restauração – mas, sobretudo, como uma instauração.
a teoria da nobreza
As doutrinas integralistas pretendem restituir Portugal às suas instituições tradicionais. Um organismo não se fortifica senão reanimando-lhe as suas células constitucionais. A par de uma Dinastia independente, representante dos soberanos interesses da Pátria, é também necessário um regresso desafogado e sincero aos velhos quadros municipais e corporativos... sem AUTORIDADES SOCIAIS, não é possível transformar a circunstância política de uma restauração no princípio fecundo do ressurgimento de Portugal.
...servir o Estado - a coisa pública (RES PUBLICA), como então se dizia, importava desinteresse e abnegação. VIVER À LEI DA NOBREZA equivalia a viver desinteressadamente da sua própria fazenda, a ser-se "limpo de mãos". É que a HONRA excluía o PROVEITO. Eis a razão tão increpada, mas afinal tão compreensível, porque o nobre não podia negociar. Não nos esqueçamos que a Nobreza SERVIA. Servia cargos que, sem outra remuneração que a da HONRA, constituíam deste modo um custoso apanágio. NOBREZA OBRIGA, - ainda agora se exclama.
Vieram os mandamentos revolucionários com os seus igualitarismos frenéticos. Aboliu-se a Nobreza, que seria baseada no privilégio e na excepção, conforme salivava a fúria oratória dos declamadores.
....Disse-se que a origem da autoridade se tinha deslocado para o seio das multidões, passando o poder a exercer-se por delegação. "Mas triunfou, porventura, a democracia? - interrogou Sardinha. Eis a sua resposta: "A democracia pura, - o governo do povo pelo povo, em nenhuma parte a vimos ainda subir ao capitólio."
Em vez da Nobreza, como classe social, inverteram-se os valores morais e mentais, surgindo no seu lugar os partidos políticos e clientelas "com o seu interminável cortejo de sicofantas e de aventureiros."
Desconhecendo a Nobreza, a filosofia revolucionária gerou as oligarquias financeiras. À selecção lenta e segura, obrigada pela capilaridade social, sucedeu a selecção do acaso, dando a primazia aos menos capazes e ao menos dignos. (...) sofremos uma estiagem de personalidades, - sufoca-se debaixo de uma nuvem de medíocres pomposos.
Com a Profissão e com a Nobreza é que o Rei de Portugal - e não o minúsculo rei de um partido - empreenderá a restauração da Pátria pela Monarquia.
...servir o Estado - a coisa pública (RES PUBLICA), como então se dizia, importava desinteresse e abnegação. VIVER À LEI DA NOBREZA equivalia a viver desinteressadamente da sua própria fazenda, a ser-se "limpo de mãos". É que a HONRA excluía o PROVEITO. Eis a razão tão increpada, mas afinal tão compreensível, porque o nobre não podia negociar. Não nos esqueçamos que a Nobreza SERVIA. Servia cargos que, sem outra remuneração que a da HONRA, constituíam deste modo um custoso apanágio. NOBREZA OBRIGA, - ainda agora se exclama.
Vieram os mandamentos revolucionários com os seus igualitarismos frenéticos. Aboliu-se a Nobreza, que seria baseada no privilégio e na excepção, conforme salivava a fúria oratória dos declamadores.
....Disse-se que a origem da autoridade se tinha deslocado para o seio das multidões, passando o poder a exercer-se por delegação. "Mas triunfou, porventura, a democracia? - interrogou Sardinha. Eis a sua resposta: "A democracia pura, - o governo do povo pelo povo, em nenhuma parte a vimos ainda subir ao capitólio."
Em vez da Nobreza, como classe social, inverteram-se os valores morais e mentais, surgindo no seu lugar os partidos políticos e clientelas "com o seu interminável cortejo de sicofantas e de aventureiros."
Desconhecendo a Nobreza, a filosofia revolucionária gerou as oligarquias financeiras. À selecção lenta e segura, obrigada pela capilaridade social, sucedeu a selecção do acaso, dando a primazia aos menos capazes e ao menos dignos. (...) sofremos uma estiagem de personalidades, - sufoca-se debaixo de uma nuvem de medíocres pomposos.
Com a Profissão e com a Nobreza é que o Rei de Portugal - e não o minúsculo rei de um partido - empreenderá a restauração da Pátria pela Monarquia.
TEORIA DAS CORTES GERAIS
(Síntese de Henrique Barrilaro Ruas )
Texto escrito para servir de prefácio à História e Teoria das Cortes Gerais do Visconde de Santarém, merece autonomia por se tratar de um impressivo monumento de reconstituição e análise histórica. Segundo Henrique Barrilaro Ruas, "mais que simples teoria da representação nacional, este trabalho de António Sardinha é uma teoria do Povo Português.".
O primeiro elemento dessa teoria é o personalismo: «Reconhecida a independência da personalidade humana, sobre esse traço espiritual a sociedade se restaurará». Bem distinto do individualismo, o personalismo integralista justifica e promove as formas sociais espontâneas.
Antes de tudo, a família: «A família, desenvolvendo-se como célula fundamental, oferece na sua composição intima a natureza do Estado».
Em seguida, as outras realidades pré-estatais: «O mais rigoroso experimentalismo sociológico, levando-nos indutivamente do Indivíduo à Família, da Família à Corporação e ao Município, do Município à Província (...)». A todas essas comunidades António Sardinha reconhece o direito fundamental de autogoverno: «Pela soberania social, são autónomos os Municípios, as Províncias, as Corporações».
É como garantia desses direitos que Sardinha justifica o Estado: «Anteriores dos direitos circunscritos do Estado, há os direitos da sociedade, mais extensos e mais profundos, para cuja garantia o Estado exclusivamente se constitui».
No caso concreto de Portugal, é claríssimo o pensamento de António Sardinha: «A nacionalidade surge duma rede miúda de beetrias e outras agremiações agrárias»; «Portugal tecera-se de uma federação instintiva de agrupamentos naturais»; e ainda: «Pela federação das nossas confrarias agrícolas Portugal se constituiu».
Nesse longo processo histórico, foi essencial o papel da Realeza. «Função unificadora»; «órgão essencial do Estado»; «órgão coordenador e necessário»; «elemento estático, traduzindo finalidade e continuidade»;
— o Rei é definido pela natureza espiritual do poder: «O juramento do Rei, incidindo sobre os privilégios e as isenções do seu povo, conferia-lhe a legitimidade e com ela a soberania»; «era legítima toda a dinastia que não destruísse o governo da "república" para cuja garantia os reis se criavam e ordenavam».
Na concepção integralista, o poder real, longe de ser absoluto, é um poder «complementário»: «Simples agente da coordenação governativa, organicamente mais dotado e mais provado de que qualquer outro», ao Rei pertence uma soberania «mais histórica que política». Por isso «seria tão absurdo fazer dirigir o Estado por qualquer homem-bom de qualquer comuna, como pôr o Rei a cuidar das conveniências locais nos diversos concelhos».
O primeiro elemento dessa teoria é o personalismo: «Reconhecida a independência da personalidade humana, sobre esse traço espiritual a sociedade se restaurará». Bem distinto do individualismo, o personalismo integralista justifica e promove as formas sociais espontâneas.
Antes de tudo, a família: «A família, desenvolvendo-se como célula fundamental, oferece na sua composição intima a natureza do Estado».
Em seguida, as outras realidades pré-estatais: «O mais rigoroso experimentalismo sociológico, levando-nos indutivamente do Indivíduo à Família, da Família à Corporação e ao Município, do Município à Província (...)». A todas essas comunidades António Sardinha reconhece o direito fundamental de autogoverno: «Pela soberania social, são autónomos os Municípios, as Províncias, as Corporações».
É como garantia desses direitos que Sardinha justifica o Estado: «Anteriores dos direitos circunscritos do Estado, há os direitos da sociedade, mais extensos e mais profundos, para cuja garantia o Estado exclusivamente se constitui».
No caso concreto de Portugal, é claríssimo o pensamento de António Sardinha: «A nacionalidade surge duma rede miúda de beetrias e outras agremiações agrárias»; «Portugal tecera-se de uma federação instintiva de agrupamentos naturais»; e ainda: «Pela federação das nossas confrarias agrícolas Portugal se constituiu».
Nesse longo processo histórico, foi essencial o papel da Realeza. «Função unificadora»; «órgão essencial do Estado»; «órgão coordenador e necessário»; «elemento estático, traduzindo finalidade e continuidade»;
— o Rei é definido pela natureza espiritual do poder: «O juramento do Rei, incidindo sobre os privilégios e as isenções do seu povo, conferia-lhe a legitimidade e com ela a soberania»; «era legítima toda a dinastia que não destruísse o governo da "república" para cuja garantia os reis se criavam e ordenavam».
Na concepção integralista, o poder real, longe de ser absoluto, é um poder «complementário»: «Simples agente da coordenação governativa, organicamente mais dotado e mais provado de que qualquer outro», ao Rei pertence uma soberania «mais histórica que política». Por isso «seria tão absurdo fazer dirigir o Estado por qualquer homem-bom de qualquer comuna, como pôr o Rei a cuidar das conveniências locais nos diversos concelhos».
A TEORIA DO MUNICÍPIO
... o povo é quem a si mesmo se administra por magistrados eleitos e delegados seus. - Almeida Garrett
... precisamos de um Município-Estado, - componente da Pátria como elaborador e realizador de energias colectivas, é na actualidade um tema estreitamente ligado à sorte da Autoridade e da Civilização, reveste- se, quanto a nós, portugueses, de uma importância especial pela arraigada estrutura municipalista do nosso país . Como outrora os "vilões" ingressaram no corpo da Nobreza servindo com ânimo limpo e recto juízo as magistraturas concelhias , a dignificação política do nosso país conseguir-se-á por certo quando os "homens-bons" de Portugal, - que os há ainda ! - se resolvam a arrancar os Concelhos das mãos em que caíram, cortando pela raiz o partidarismo que envilece o Estado e insaciavelmente o depaupera. Não nos poupemos a tudo quanto contribua para preparar, contra o centralismo ignaro do Terreiro do Paço que tem Portugal como coisa conquistada, uma forte reacção dos elementos sãos da nacionalidade . O Municipalismo é um dos caminhos mais seguros e mais directos. Precisemos, pois , o que seja o Municipalismo, limpando-o das misturas bastardas com que anda de boca em boca na retórica salivosa dos comícios e congressos. Para bem agir, carece-se primeiro de se pensar bem. A mais se não destinam, como modesto indicador , os materiais reunidos no presente estudo.
... precisamos de um Município-Estado, - componente da Pátria como elaborador e realizador de energias colectivas, é na actualidade um tema estreitamente ligado à sorte da Autoridade e da Civilização, reveste- se, quanto a nós, portugueses, de uma importância especial pela arraigada estrutura municipalista do nosso país . Como outrora os "vilões" ingressaram no corpo da Nobreza servindo com ânimo limpo e recto juízo as magistraturas concelhias , a dignificação política do nosso país conseguir-se-á por certo quando os "homens-bons" de Portugal, - que os há ainda ! - se resolvam a arrancar os Concelhos das mãos em que caíram, cortando pela raiz o partidarismo que envilece o Estado e insaciavelmente o depaupera. Não nos poupemos a tudo quanto contribua para preparar, contra o centralismo ignaro do Terreiro do Paço que tem Portugal como coisa conquistada, uma forte reacção dos elementos sãos da nacionalidade . O Municipalismo é um dos caminhos mais seguros e mais directos. Precisemos, pois , o que seja o Municipalismo, limpando-o das misturas bastardas com que anda de boca em boca na retórica salivosa dos comícios e congressos. Para bem agir, carece-se primeiro de se pensar bem. A mais se não destinam, como modesto indicador , os materiais reunidos no presente estudo.
A ALIANÇA PENINSULAR E O RAPTO DE EUROPA
... um Portugal enclausurado na sua estreita faixa atlântica, preocupa-nos deveras e é a realidade sobre a qual incidimos a todo o instante a nossa meditação, visto ser o aspecto mais grave de que o futuro nacional se reveste para nós.
[...]
Debruçado para o Atlântico, no dia em que à fórmula estulta de união ibérica se substituir a fórmula consciente e erguida da aliança peninsular, Portugal, ligado à Espanha pela mesma finalidade exterior, recuperará novamente o senso adormecido da sua antiga vocação mundial.
(1917)
[...]
Debruçado para o Atlântico, no dia em que à fórmula estulta de união ibérica se substituir a fórmula consciente e erguida da aliança peninsular, Portugal, ligado à Espanha pela mesma finalidade exterior, recuperará novamente o senso adormecido da sua antiga vocação mundial.
(1917)
( Síntese de Mário Saraiva )
A Aliança Peninsular traça-se num sentido eminentemente espiritualista e a sua projecção aponta-se até às novas nacionalidades onde prevaleceu a cultura das duas nações mães.
Elevando-se sobre as baixezas partidaristas em que ao tempo se enleava e absorvia por completo a política oficial, António Sardinha, preocupava-se com o destino ameaçado da pátria decaída e ousava chamá-la a voltar aos caminhos abandonados da sua vocação e da sua glória.
Homem de fé e de génio - não fora ele também um poeta! - visionava que Portugal continuasse a sua missão histórica, tão precisa quando a própria civilização de que éramos porta-estandarte enfermava de crise gravíssima.
No formoso poema inacabado, ansiadamente clamava:
“Europa! Europa!.............
........................................
Onde ficou o lábaro de Cristo?
Onde deixaste, Europa, a tua flama?”
Na centelha da inspiração, a alma do poeta ouvia soar uma daquelas horas dramáticas em que os filhos eleitos do destino são chamados a guardar o património e a honra dos pais:
“Sozinha, nos penhascos do Ocidente,
ouvindo ao mar o ímpeto brutal,
pariste longa e dolorosamente
um moço a quem chamaste Portugal!
...............................................
não temas, ó Europa, ................
já tens quem te dilate a Fé e o Império!”
Elevando-se sobre as baixezas partidaristas em que ao tempo se enleava e absorvia por completo a política oficial, António Sardinha, preocupava-se com o destino ameaçado da pátria decaída e ousava chamá-la a voltar aos caminhos abandonados da sua vocação e da sua glória.
Homem de fé e de génio - não fora ele também um poeta! - visionava que Portugal continuasse a sua missão histórica, tão precisa quando a própria civilização de que éramos porta-estandarte enfermava de crise gravíssima.
No formoso poema inacabado, ansiadamente clamava:
“Europa! Europa!.............
........................................
Onde ficou o lábaro de Cristo?
Onde deixaste, Europa, a tua flama?”
Na centelha da inspiração, a alma do poeta ouvia soar uma daquelas horas dramáticas em que os filhos eleitos do destino são chamados a guardar o património e a honra dos pais:
“Sozinha, nos penhascos do Ocidente,
ouvindo ao mar o ímpeto brutal,
pariste longa e dolorosamente
um moço a quem chamaste Portugal!
...............................................
não temas, ó Europa, ................
já tens quem te dilate a Fé e o Império!”
Império entende-se aqui como o da civilização Ocidental e Cristã, que o materialismo ateu prometia varrer da superfície da terra.
Confessando-me católico e monárquico, confesso o património civilizador da minha Raça e a parte que me cabe dentro dele para o prolongar e enriquecer ainda mais. Preparemos os corações, saindo pela noite funda ao encontro da madrugada!
Sobre António Sardinha
Afonso Lopes Vieira, 1878-1946
- António Sardinha foi um herói do Espírito. Não morreu. Está sempre em Portugal. Está connosco.
Hipólito Raposo, 1885-1953
- A alma de António Sardinha, mais do que nenhuma outra, exemplifica na nossa geração a escravatura e o resgate perfeito da inteligência.
Simeão Pinto de Mesquita, 1889- ?,
- A lembrança dos que foram grandes de espírito, mesmo dos maiores, não escapa em regra ao destino humano do crepúsculo poente. Sardinha, entre raros, venceu essa regra: É que na sua obra reflete-se a aurora: o Sol vai nascer.
José Pequito Rebelo, 1893-1983
- António Sardinha, num tempo em que Portugal tinha perdido a razão, teve a honra de pensar a Pátria; e o seu pensamento presidirá à ressurreição nacional.
Francisco Rolão Preto, 1893-1977
- António Sardinha é a Contra-Revolução que se ultrapassa e torna em Revolução Nacional - Monarquia Social e Nação Imperial Portuguesa.
Fernando Amado, 1899-1968
- A lição de António Sardinha vive hoje como ontem: é a mais clara promessa do futuro.
José Centeno Castanho
- A grande, oportuna e cada vez mais atual lição de António Sardinha é a afirmação clara e terminante da necessidade da Monarquia como fator indispensável ao ressurgimento da nossa passada grandeza
Audio
António Sardinha e o Integralismo Lusitano - José Manuel Quintas e Fernando Rosas, debatem a figura de António Sardinha e o projeto do "Integralismo Lusitano", desde a República até ao Estado Novo. Arquivos RTP.
António Sardinha, José Manuel Quintas, Fernando Rosas, António de Oliveira Salazar, Francisco Rolão Preto, Francisco Veloso, Lino Neto, Igreja Católica, Dom João de Almeida, António Gomes da Costa, António Óscar Fragoso Carmona, Alfredo Augusto Pimenta, José Hipólito Raposo, Dom Manuel II, Dom Duarte Nuno de Bragança, Adolf Hitler, Benito Mussolini, Luís Cabral de Moncada, Oswald Spengler.
A evolução do Integralismo Lusitano; leitura do poema "Letreiro", de António Sardinha, por Luís Caetano.
https://arquivos.rtp.pt/conteudos/antonio-sardinha-e-o-integralismo-lusitano/
António Sardinha e o Integralismo Lusitano - José Manuel Quintas e Fernando Rosas, debatem a figura de António Sardinha e o projeto do "Integralismo Lusitano", desde a República até ao Estado Novo. Arquivos RTP.
António Sardinha, José Manuel Quintas, Fernando Rosas, António de Oliveira Salazar, Francisco Rolão Preto, Francisco Veloso, Lino Neto, Igreja Católica, Dom João de Almeida, António Gomes da Costa, António Óscar Fragoso Carmona, Alfredo Augusto Pimenta, José Hipólito Raposo, Dom Manuel II, Dom Duarte Nuno de Bragança, Adolf Hitler, Benito Mussolini, Luís Cabral de Moncada, Oswald Spengler.
A evolução do Integralismo Lusitano; leitura do poema "Letreiro", de António Sardinha, por Luís Caetano.
https://arquivos.rtp.pt/conteudos/antonio-sardinha-e-o-integralismo-lusitano/
Video
"Hispanidade e Lusitanidade", por Cabo das Tormentas.
| os_compositores_e_a_poesia_de_antÓnio_sardinha.pdf |
Fotografias: Câmara Municipal de Monforte
Arquivos
Universidade Católica Portuguesa - Fundo António Sardinha, Lisboa
O Fundo António Sardinha agrega em si não só o arquivo pessoal de António Sardinha, mas também a sua biblioteca particular e o recheio do seu escritório. O fundo foi doado à Universidade Católica Portuguesa pela sua viúva Ana Júlia Sardinha em fazes distintas - primeiro a Biblioteca, depois o escritório e o seu arquivo. Entretanto, ao longo do tempo, têm sido feitas doações mais pequenas de documentação, nomeadamente toda a correspondência pessoal de António Sardinha com a sua esposa, Ana Júlia, assim como fotografias e objetos museológicos.
António Maria de Sousa Sardinha (1887-1925) foi um poeta, historiador e político, que se destacou como ensaísta, polemista e doutrinador. Como doutrinador destaca-se o seu papel no movimento por si fundado, que se deu pelo nome de Integralismo Lusitano.
Sendo o tema do Integralismo Lusitano o mais vincado no seu arquivo pessoal, o mesmo revela-se em grupos de tipologias documentais diferentes. É o caso de correspondência com os seus pares e confrades integralistas, como é o caso de Hipólito Raposo, Luís de Almeida Braga ou José Adriano Pequito Rebelo, mas também, a título de exemplo, Marcello Caetano. Contém ainda centenas de cartas endereçadas à sua mulher, Ana Júlia. Neste arquivo existe ainda uma grande secção de jornais e recortes de jornais destacando-se, por exemplo, A Monarquia, jornal do qual foi diretor, mas também outro tipo de documentação deveras importante para o estudo deste movimento dos inícios do século XX.
No que respeita à sua biblioteca particular, que corresponde a cerca de 6 145 títulos, cuja variedade temática se estende à História, à Igreja Católica, à doutrina monárquica tradicionalista, ou até mesmo temas polémicos com o seu apogeu no século XIX com o Liberalismo, como é o caso da Maçonaria – em alguns casos edições bastante raras. As publicações contempladas nesta biblioteca delimitam-se cronologicamente entre os anos de 1553 até 1992. A cronologia estende-se depois do ano da sua morte, pelas razões de estarem contempladas publicações póstumas de obras de sua autoria, mas também de discípulos e seguidores da sua doutrina, que a sua família recolheu.
Já no que respeita à secção museológica que integra este fundo, a mesma contempla não só o mobiliário do seu escritório, cerâmica de variadas origens, pintura, mas também objetos pessoais, como os seus óculos ou aparos de escrever, por exemplo. Esta secção museológica está disposta numa sala-museu no interior da Biblioteca Universitária João Paulo II, que pode ser visitada.
Os registos bibliográficos das obras da biblioteca deste fundo estão disponíveis no Catálogo Bibliográfico Coletivo das Bibliotecas da Universidade Católica Portuguesa. Para mais informações contacte [email protected].
O Fundo António Sardinha agrega em si não só o arquivo pessoal de António Sardinha, mas também a sua biblioteca particular e o recheio do seu escritório. O fundo foi doado à Universidade Católica Portuguesa pela sua viúva Ana Júlia Sardinha em fazes distintas - primeiro a Biblioteca, depois o escritório e o seu arquivo. Entretanto, ao longo do tempo, têm sido feitas doações mais pequenas de documentação, nomeadamente toda a correspondência pessoal de António Sardinha com a sua esposa, Ana Júlia, assim como fotografias e objetos museológicos.
António Maria de Sousa Sardinha (1887-1925) foi um poeta, historiador e político, que se destacou como ensaísta, polemista e doutrinador. Como doutrinador destaca-se o seu papel no movimento por si fundado, que se deu pelo nome de Integralismo Lusitano.
Sendo o tema do Integralismo Lusitano o mais vincado no seu arquivo pessoal, o mesmo revela-se em grupos de tipologias documentais diferentes. É o caso de correspondência com os seus pares e confrades integralistas, como é o caso de Hipólito Raposo, Luís de Almeida Braga ou José Adriano Pequito Rebelo, mas também, a título de exemplo, Marcello Caetano. Contém ainda centenas de cartas endereçadas à sua mulher, Ana Júlia. Neste arquivo existe ainda uma grande secção de jornais e recortes de jornais destacando-se, por exemplo, A Monarquia, jornal do qual foi diretor, mas também outro tipo de documentação deveras importante para o estudo deste movimento dos inícios do século XX.
No que respeita à sua biblioteca particular, que corresponde a cerca de 6 145 títulos, cuja variedade temática se estende à História, à Igreja Católica, à doutrina monárquica tradicionalista, ou até mesmo temas polémicos com o seu apogeu no século XIX com o Liberalismo, como é o caso da Maçonaria – em alguns casos edições bastante raras. As publicações contempladas nesta biblioteca delimitam-se cronologicamente entre os anos de 1553 até 1992. A cronologia estende-se depois do ano da sua morte, pelas razões de estarem contempladas publicações póstumas de obras de sua autoria, mas também de discípulos e seguidores da sua doutrina, que a sua família recolheu.
Já no que respeita à secção museológica que integra este fundo, a mesma contempla não só o mobiliário do seu escritório, cerâmica de variadas origens, pintura, mas também objetos pessoais, como os seus óculos ou aparos de escrever, por exemplo. Esta secção museológica está disposta numa sala-museu no interior da Biblioteca Universitária João Paulo II, que pode ser visitada.
Os registos bibliográficos das obras da biblioteca deste fundo estão disponíveis no Catálogo Bibliográfico Coletivo das Bibliotecas da Universidade Católica Portuguesa. Para mais informações contacte [email protected].
Fonte: https://www.ucp.pt/pt-pt/ensinoservicos-de-apoiobibliotecasrecursos-de-informacaocatalogo-bibliografico-coletivo/fundo [10.01.2025]
Museu da Presidência da República, Lisboa
https://www.arquivo.museu.presidencia.pt/results?t=%22Ant%C3%B3nio%20Sardinha%22
https://www.arquivo.museu.presidencia.pt/results?t=%22Ant%C3%B3nio%20Sardinha%22
O Integralismo Lusitano surgiu no início do século XX como um movimento de ideias visando a regeneração de Portugal. Um grupo de jovens saídos do curso jurídico da Universidade de Coimbra, ao estudarem a História de Portugal sob os seus diversos aspectos - moral, literário, político, social, económico, etc. - concluíram que a decadência portuguesa é sobretudo o resultado de um prolongado domínio do Estado por oligarquias políticas e económico-financeiras, sendo a regeneração possível se os portugueses forem capazes de restabelecer os valores e as tradições democráticas da monarquia portuguesa.
Inspirando-se na Doutrina Social de Igreja (Catolicismo Social), sobressaiu uma ideia-chave: impõe-se a reabilitação das estruturas políticas orgânicas tradicionais - municipalistas e sindicalistas - da Nação portuguesa e, por seu intermédio, reassumir o controlo das instituições centrais do Estado.
Durante o século XX, os integralistas estiveram sempre na linha da frente dos combates aos sucessivos regimes oligárquicos, centralistas, autoritários e repressivos: contra a ditadura do partido democrático na 1ª República e contra o regime de partido único na 2ª República ou “Estado Novo”.
Reagindo aos totalitarismos do século XX - democratismo, comunismo e fascismo - o Integralismo aponta para uma nova era política fundada no personalismo e no municipalismo.
Nesta 3ª República, após a recuperação das liberdades cívicas, a prioridade passou a estar na libertação dos municípios da partidocracia e em pôr fim ao monopólio da representação nacional por intermédio de partidos político-ideológicos. No parlamento, à representação do pluralismo ideológico é necessário acrescentar a representação do pluralismo local e regional, social e espiritual. O poeta Afonso Lopes Vieira, com profundas afinidades de espírito com os integralistas, definiu-os como "revolucionários da Tradição" (*) , designação que António Sardinha retomou ao concluir A Teoria das Cortes Gerais.
(*) Afonso Lopes Vieira, Em Demanda do Graal, Lisboa, 1922, p. 298.
Inspirando-se na Doutrina Social de Igreja (Catolicismo Social), sobressaiu uma ideia-chave: impõe-se a reabilitação das estruturas políticas orgânicas tradicionais - municipalistas e sindicalistas - da Nação portuguesa e, por seu intermédio, reassumir o controlo das instituições centrais do Estado.
Durante o século XX, os integralistas estiveram sempre na linha da frente dos combates aos sucessivos regimes oligárquicos, centralistas, autoritários e repressivos: contra a ditadura do partido democrático na 1ª República e contra o regime de partido único na 2ª República ou “Estado Novo”.
Reagindo aos totalitarismos do século XX - democratismo, comunismo e fascismo - o Integralismo aponta para uma nova era política fundada no personalismo e no municipalismo.
Nesta 3ª República, após a recuperação das liberdades cívicas, a prioridade passou a estar na libertação dos municípios da partidocracia e em pôr fim ao monopólio da representação nacional por intermédio de partidos político-ideológicos. No parlamento, à representação do pluralismo ideológico é necessário acrescentar a representação do pluralismo local e regional, social e espiritual. O poeta Afonso Lopes Vieira, com profundas afinidades de espírito com os integralistas, definiu-os como "revolucionários da Tradição" (*) , designação que António Sardinha retomou ao concluir A Teoria das Cortes Gerais.
(*) Afonso Lopes Vieira, Em Demanda do Graal, Lisboa, 1922, p. 298.
Estes revolucionários da Tradição devem a sua gloriosa impopularidade a serem na realidade tão modernistas como anti-políticos, anti-parlamentares e sindicalistas. A eles me prendem afinidades de espírito porque em muitos pontos da batalha nos viemos a encontrar como irmãos de armas. Mas, não tendo a honra de lhe pertencer oficialmente – habituado como estou a manter uma independência que me é indispensável -, posso dizer que este tem sido o mais consciente dos núcleos de pensamento contemporâneo. Reagindo com mística bravura, por mercê de uma crença estabelecida em bases orgânicas, contra a mentira caduca e já arruinada da actual sociedade política e económica, os integralistas são os portugueses que sabem o que querem. E o seu esforço, mesmo quando outros resultados não desse, sempre seria este: ficar como um documento de honra e de coragem.
Afonso Lopes Vieira, Em Demanda do Graal, Lisboa, 1922, p. 298.
....nós, tradicionalistas, não somos conservadores, mas sim renovadores.
...
Um século inteiro de experiências dolorosas mostra-nos que nunca a sorte das classes pobres pode ser tratada e minorada pelos governos saídos do voto, que são estruturalmente governos sujeitos por defeito de origem à venalidade e à corrupção.
[ António Sardinha usa a palavra "democracia" como sinónimo de mentira ou embuste, de regime político dominado por oligarquias partidárias e financeiras. Em "Capital e Trabalho" (1917), é feita uma breve exposição da doutrina do catolicismo social contida na encíclica Rerum novarum, manifestando esperança de que através do Sindicalismo - na organização autónoma dos trabalhadores - se poderá ir para além do domínio da plutocracia. Em substituição da luta de classes, os integralistas defendem a harmonia entre o Capital e o Trabalho e o papel da Realeza que, por ser independente das oligarquias, é um verdadeiro juiz imparcial.]
(Capital e Trabalho, 1917; A Festa do Trabalho)
...
Um século inteiro de experiências dolorosas mostra-nos que nunca a sorte das classes pobres pode ser tratada e minorada pelos governos saídos do voto, que são estruturalmente governos sujeitos por defeito de origem à venalidade e à corrupção.
[ António Sardinha usa a palavra "democracia" como sinónimo de mentira ou embuste, de regime político dominado por oligarquias partidárias e financeiras. Em "Capital e Trabalho" (1917), é feita uma breve exposição da doutrina do catolicismo social contida na encíclica Rerum novarum, manifestando esperança de que através do Sindicalismo - na organização autónoma dos trabalhadores - se poderá ir para além do domínio da plutocracia. Em substituição da luta de classes, os integralistas defendem a harmonia entre o Capital e o Trabalho e o papel da Realeza que, por ser independente das oligarquias, é um verdadeiro juiz imparcial.]
(Capital e Trabalho, 1917; A Festa do Trabalho)
...os exemplos ruinosos do Constitucionalismo não podiam seduzir uma alma desempoeirada de moço.
Depois, o que me ensinava a Universidade na sua cadeira de Direito Público? Ensinava-me a aceitar a Revolução Francesa e a considerar a democracia, tal como o cidadão Cunha e Costa a considera: — um facto definitivo e irremovível.
...
Dentro de mim havia ideias ávidas, — é certo, ideias bebidas com o leite, herdadas com o sangue.
Eu era um municipalista de natureza, não só porque nas minhas veias repousavam dois séculos ininterruptos de boa tradição concelhia, mas também porque vira o meu município suprimido por João Franco em 1895 e guardado em nossa casa durante três anos o seu pendão de damasco rubro, à espera de uma hora melhor.
...
O municipalismo me levou à república, o municipalismo me trouxe à verdade monárquica.
(O meu republicanismo, 1917)
Depois, o que me ensinava a Universidade na sua cadeira de Direito Público? Ensinava-me a aceitar a Revolução Francesa e a considerar a democracia, tal como o cidadão Cunha e Costa a considera: — um facto definitivo e irremovível.
...
Dentro de mim havia ideias ávidas, — é certo, ideias bebidas com o leite, herdadas com o sangue.
Eu era um municipalista de natureza, não só porque nas minhas veias repousavam dois séculos ininterruptos de boa tradição concelhia, mas também porque vira o meu município suprimido por João Franco em 1895 e guardado em nossa casa durante três anos o seu pendão de damasco rubro, à espera de uma hora melhor.
...
O municipalismo me levou à república, o municipalismo me trouxe à verdade monárquica.
(O meu republicanismo, 1917)
... o movimento sindicalista é assim, no polo oposto ao nosso, um começo de restauração da sociedade pela substituição do pluralismo orgânico ao atomismo revolucionário
(....)
É pela defesa do Estado histórico, reduzido ao mínimo, que é como quem diz, ao exercício de suas funções especificas, que o Tradicionalismo completa o Sindicalismo, recebendo dele a recomposição da sociedade baseada no federalismo das classes.
(A transformação do Estado, 1918)
(....)
É pela defesa do Estado histórico, reduzido ao mínimo, que é como quem diz, ao exercício de suas funções especificas, que o Tradicionalismo completa o Sindicalismo, recebendo dele a recomposição da sociedade baseada no federalismo das classes.
(A transformação do Estado, 1918)
Gritam as "direitas", - gritam as "esquerdas". "Esquerdas" e "direitas" urge que desapareçam, porque são filhas do individualismo solto da Revolução [Francesa], - e a Revolução é a morte da alma centenária dos povos e a geradora da monstruosidade plutocrática dos tempos modernos, perante a qual, e esquecidas as regras divinas da Justiça, é quase de legítima defesa a monstruosidade bolchevista.
[...]
...nós não levantaríamos nem o dedo mínimo, se salvar Portugal fosse salvar o conúbio apertado de plutocratas e arrivistas em que para nós se resumem, à luz da perfeita justiça, as "esquerdas" e as "direitas"!
(Mais longe ainda!, 1923)
[...]
...nós não levantaríamos nem o dedo mínimo, se salvar Portugal fosse salvar o conúbio apertado de plutocratas e arrivistas em que para nós se resumem, à luz da perfeita justiça, as "esquerdas" e as "direitas"!
(Mais longe ainda!, 1923)
A dignificação política do nosso País conseguir-se-á quando os homens bons de Portugal se resolverem a arrancar os Municípios das mãos em que caíram, cortando pela raiz o partidismo.
(Teoria do Município, 1924)
(Teoria do Município, 1924)
Anteriores aos direitos circunscritos do Estado, há os direitos da sociedade, mais extensos e mais profundos, para cuja garantia o Estado exclusivamente se constitui. Existiam esses direitos, bem nítidos, bem contornados, na nossa sociedade pré-afonsina. (...) em Portugal – fenómeno extraordinário e único ... – a nação antecedeu o Estado.
...
Como homens de tradição, somos assim renovadores e, como tal, revolucionários.
...
Não pensamos numa ressurreição arqueológica – trabalho de arquitecto alheio às modificações e aos acréscimos do tempo – do que foram os Três Estados do Reino. Mas estabelecendo como fundamento do Estado histórico e nacional a representação das pessoas morais e dos interesses permanentes, se a instituição se não reproduz nos seus lineamentos primitivos, reproduzir-se-á na sua essência – no conteúdo vital que a animou. Esse conteúdo é o do social prevalecendo sobre o individual – é o do grupo substituindo o indivíduo. Assim era no passado. Assim o veremos com a já inevitável Ordem Nova, quando a hora soar do maximalismo do Ocidente – resposta heróica e luminosa à tropelada de pesadelo, em que a Ásia enigmática tenta despedaçar o que resta da velha supremacia europeia. Que actualidade mais bela para uma reedição do memorando trabalho do Visconde de Santarém?
(A Teoria das Cortes Gerais,
[II. O Caráter Orgânico e Democrático da Monarquia Medieval Portuguesa; ...
XI. Crítica ao Individualismo e Perspectivas de Renovação], 1924)
...
Como homens de tradição, somos assim renovadores e, como tal, revolucionários.
...
Não pensamos numa ressurreição arqueológica – trabalho de arquitecto alheio às modificações e aos acréscimos do tempo – do que foram os Três Estados do Reino. Mas estabelecendo como fundamento do Estado histórico e nacional a representação das pessoas morais e dos interesses permanentes, se a instituição se não reproduz nos seus lineamentos primitivos, reproduzir-se-á na sua essência – no conteúdo vital que a animou. Esse conteúdo é o do social prevalecendo sobre o individual – é o do grupo substituindo o indivíduo. Assim era no passado. Assim o veremos com a já inevitável Ordem Nova, quando a hora soar do maximalismo do Ocidente – resposta heróica e luminosa à tropelada de pesadelo, em que a Ásia enigmática tenta despedaçar o que resta da velha supremacia europeia. Que actualidade mais bela para uma reedição do memorando trabalho do Visconde de Santarém?
(A Teoria das Cortes Gerais,
[II. O Caráter Orgânico e Democrático da Monarquia Medieval Portuguesa; ...
XI. Crítica ao Individualismo e Perspectivas de Renovação], 1924)


