ESTUDOS PORTUGUESES
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      • 1918 - O Encoberto (Poema)
      • 1922 - Em demanda do Graal
      • 1935 - Éclogas de agora
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        • I. A origem e a natureza da realeza tradicional portuguesa
        • II. O caráter orgânico e democrático da monarquia medieval portuguesa
        • III. A formação das instituições representativas e o papel das Cortes
        • IV. A origem das Cortes e a representação dos Concelhos
        • V. O caráter consultivo das Cortes e a soberania Real
        • VI. O pacto fundamental e a legitimidade da Monarquia
        • VII. Reflexões sobre o Estado, a Nação e o Pacto na Tradição Política Portuguesa
        • VIII. O Absolutismo, o Pombalismo e a Reação Tradicionalista
        • IX. A Legitimidade Dinástica e Institucional na História Portuguesa
        • X. O Papel das Cortes na Monarquia Nova e a Representação dos Corpos Sociais
        • XI. Crise do Estado, Crítica ao Individualismo e Perspectivas de Renovação
      • 1924 - A Aliança Peninsular >
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        • Quinas de Portugal [in "A Aliança Peninsular"]
        • Errata necessária [in "A Aliança Peninsular"]
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Fotografia
António Jacinto Ferreira (8 de Setembro de 1906, Lisboa - 10 de Outubro de 1995, Lisboa), professor catedrático de Medicina Veterinária, foi um destacado jornalista, membro das novas gerações do Integralismo Lusitano.

Dirigente da Acção Católica Portuguesa, do Movimento Nacional-Sindicalista (Comissário Distrital de Setúbal do NS, em 1935, após a proibição do Nacional-Sindicalismo pelo governo de Oliveira Salazar), e Presidente do Conselho Central da Sociedade de S. Vicente de Paula.

Em 1928, licenciou-se em Veterinária pela Escola Superior de Medicina Veterinária. Estagiou no Matadouro Municipal de Lisboa e no Instituto Nacional de Higiene. Foi Inspector de Sanidade Pecuária de Setúbal em 1939. Fez Doutoramento em Medicina Veterinária e prosseguiu carreira científica e académica, tendo concluído como Professor Catedrático da Escola Superior de Medicina Veterinária. Com vasta obra publicada de teor científico, pertenceu à Junta Nacional de Educação.

No exercício da cidadania, em Setúbal, criou o primeiro grupo do Corpo Nacional de Escuteiros. Foi o ​fundador e o primeiro Presidente do Sindicato Nacional dos Médicos Veterinários (SNMV). Nessa qualidade, integrou a Câmara Corporativa na III legislatura, de 1942 a 1949. Sem pertencer à União Nacional, foi deputado independente na Assembleia Nacional pelo círculo de Lisboa na IV legislatura de 1949 a 1953. Foi director do boletim do SNMV e, em 21 de Abril de 1994, foi-lhe atribuído o título de primeiro Sócio Honorário.

Em 1951, fundou o jornal O Debate semanário de grande expansão de que foi director até 1974. Ocupou sucessivos cargos de relevo na Causa Monárquica: Presidente da Junta Directiva da Causa Monárquica; Presidente da Lugar-Tenência. Fazendo parte do Círculo de Estudos Portugueses, pertenceu ao grupo dos que se mantiveram sempre fiéis ao ideário do Integralismo Lusitano.

Em 1991, no prefácio a Integralismo Lusitano - uma doutrina política de ideias novas, que dedicou à memória de António Sardinha, escreveu Jacinto Ferreira:

"Não nos foi dado conhecer em pessoa o principal propulsor desta doutrina, o poeta, ensaísta, pensador e historiador António Sardinha, porque a sua acção pública se revelou quando ainda éramos rapaz de verdes anos. Mas, ao tomarmos, em idade mais amadurecida, conhecimento das ideias que a informaram e ao tomarmos igualmente contacto com os seus principais mentores ainda então vivos - Hipólito Raposo, Pequito Rebelo, Almeida Braga, Alberto de Monsaraz - a ela nos dedicámos e dela fizemos, e temos feito, o estudo e a propaganda que a nossa convicção nos impõe."
(...)
"Tal como em 1914, é preciso, hoje [1991], reconstruir tudo, porque Portugal voltou ao princípio, transformado em campo de ruínas de toda ordem."

(Jacinto Ferreira, 1991, p. 8 e 23).
​
No testemunho de Mário Saraiva, acerca dos seus últimos anos:

"Veio a "democracia" do PREC abrilino; assaltado e destruído, terminou a acidentada vida do jornal [O Debate]. Jacinto Ferreira, pouco tempo antes de falecer, ainda tentou ressuscitar o seu jornal. Excepcional temperamento de lutador em prol do ideal que abraçou na mocidade!
A sua derradeira intervenção na política activa situou-se como escolhido dirigente no movimento juvenil "Nova Monarquia", no qual, diria, exuberou a sua perene juventude.
" (Mário Saraiva, 1998, p. 165).


Bibliografia de A. Jacinto Ferreira
  • 1944 - Soros e vacinas, Lisboa, Edições Gama.
  • 1953 - Quatro anos na Assembleia Nacional, Lisboa, Comissões de Freguesia de Lisboa da Causa Monárquica.
  • 1956 - Em prol do ultramar português, Lourenço Marques, Tip. Diário de Notícias, 1956
  • 1957 - Prédicas de um monárquico, Lisboa, (s.n.), 1957.
  • 1959 - Unidade nacional, Lisboa, (s.n.), 1959.
  • 1963 - Para um verdadeiro governo do povo, Lisboa, (s.n.), 1963.
  • 1973 - No debate das ideias, Lisboa, (ed. aut., BPP), 1973.
  • 1979 - Doenças infecto-contagiosas dos animais domésticos, Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian, 1979.
  • 1984 - Estudos de microbiologia geral e de imunologia, Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian, 1984.
  • 1985 - Os animais no adagiário português, Lisboa, Direcção-Geral da Comunicação Social, 1985.
  • 1987 - Poder Local e Corpos Intermédios, Lisboa, (ed. Aut.), 1987. (citações e resumos)
  • 1991 - Integralismo Lusitano: uma doutrina política de ideias novas, Lisboa, Cultura Monárquica, 1991 (capa e índice - pdf).
  • 1992 - Ao serviço da pátria e do rei: memórias políticas (1926-1974), Lisboa: (ed. aut.), 1992.
  • 2025 - Deus Pátria Rei. Páginas de "O Debate", Real Associação de Lisboa.
​
​Artigos

1962 - António Jacinto Ferreira - Destino de um "Nacionalista" (António José de Brito)


Refs:
  • Arquivo de José de Campos e Sousa
  • 1991 - Integralismo Lusitano: uma doutrina política de ideias novas, Lisboa, Cultura Monárquica.
  • 1998 - Mário Saraiva, Impressões e Memória, Lisboa, Universitária Editora.
​​...nós não levantaríamos nem o dedo mínimo, se salvar Portugal fosse salvar o conúbio apertado de plutocratas e arrivistas em que para nós se resumem, à luz da perfeita justiça, as "esquerdas" e as "direitas"!

​​- António Sardinha (1887-1925) - 
Fotografia

​www.estudosportugueses.com​

​2011-2025
​
[sugestões, correções e contributos: [email protected]]