ESTUDOS PORTUGUESES
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      • Francisco Velasco de Gouveia, 1580-1659
      • Visconde de Santarém, 1791-1856
      • Almeida Garrett, 1799-1854
      • Alexandre Herculano, 1810-1877
      • Martins Sarmento, 1833-1899
      • Joaquim Nery Delgado, 1835-1908
      • Alberto Sampaio, 1841-1908
      • Eça de Queirós, 1845-1900
      • Joaquim Pedro de Oliveira Martins, 1845-1894
      • Ferreira Deusdado, 1858-1918
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    • Publicações aconselhadas, 1914-16
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        • I. A origem e a natureza da realeza tradicional portuguesa
        • II. O caráter orgânico e democrático da monarquia medieval portuguesa
        • III. A formação das instituições representativas e o papel das Cortes
        • IV. A origem das Cortes e a representação dos Concelhos
        • V. O caráter consultivo das Cortes e a soberania Real
        • VI. O pacto fundamental e a legitimidade da Monarquia
        • VII. Reflexões sobre o Estado, a Nação e o Pacto na Tradição Política Portuguesa
        • VIII. O Absolutismo, o Pombalismo e a Reação Tradicionalista
        • IX. A Legitimidade Dinástica e Institucional na História Portuguesa
        • X. O Papel das Cortes na Monarquia Nova e a Representação dos Corpos Sociais
        • XI. Crise do Estado, Crítica ao Individualismo e Perspectivas de Renovação
      • 1924 - A Aliança Peninsular - Antecedentes e Possibilidades >
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        • A "lenda negra" [In "A Aliança Peninsular"]
        • Cabeça de Europa [in "A Aliança Peninsular"]
        • Estaremos decadentes? [in "A Aliança Peninsular"]
        • Se ainda é tempo! [in "Aliança Peninsular"]
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      • Évora-Monte [ 1834 ]
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      • O problema da vinculação
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"O PELICANO NO SEU NINHO - CORPO" (Pelicano, alimentando as crias com o seu próprio sangue) e ALMA (Pola lei e pola grei) da Divisa de D. João II, adoptada pelo Integralismo Lusitano (1914).


O que nós queremos
As indicações que seguem não pretendem ser um programa, triste vocábulo já agora desacreditado pela falência dos velhos e dos novos partidos.

Nelas vão apenas incluídos determinados pontos de doutrina e anunciadas algumas realizações práticas.

Por uns e outros elementos, a nossa tendência se revela e francamente se define a nossa atitude.

Este índice, embora incompleto, dentro do qual encontram expressão a nossa actividade e propaganda em prol de uma Monarquia tradicional, servirá para reunir à volta de uma aspiração honesta e consciente, a dedicação daqueles que, já descrentes da mentira democrático-parlamentar, ainda confiam no futuro da sua Pátria e na grandeza do seu destino.

Os outros, tímidos, cépticos, comodistas ou indiferentes, todos ligados à numerosa família dos covardes de inteligência - esses não têm aqui que fazer, nem devem pertencer à terra em que nasceram.

Quando à nossa causa tiver concorrido o esforço de todas as competências que neste país estão connosco, será então oportuno tornar conhecido o plano completo e sistemático de acção e estudo que constituirá toda a razão de ser de uma orientação política nacional que já agora podemos denominar 
Integralismo Lusitano
Monarquia orgânica tradicionalista anti-parlamentar
​A)      Tendência Concentradora (Nacionalismo.)
Poder pessoal do Rei: Chefe de Estado.

1)      Função governativa suprema:
​por ministros livremente escolhidos, especializados tecnicamente, responsáveis perante o Rei;
por conselhos técnicos também especializados (parte dos membros de nomeação régia, parte representando os vários corpos, com função consultiva).

2)      Função coordenadora, fiscalizadora e supletória das autarquias locais, regionais, profissionais e espirituais; nomeação dos governadores das Províncias e outros fiscais régios da descentralização.

3)      Funções executivas, fazendo parte da função governativa suprema, que no entanto cumpre sublinhar como sendo a forma de acção mais característica e importante do ofício régio:
defesa diplomática;
defesa militar;
gestão financeira geral;
chefia do poder judicial; função moderadora.

B)      Tendência Descentralizadora:
​
1)      Aspecto Económico:
Empresa: regime e garantia da propriedade, vinculação (homestead), cadastro, subenfiteuse, sesmarias, propriedade colectiva, legislação social da empresa, etc.
Corporação: sindicatos operários, patronais e mistos, sua personalidade jurídica, fiscalização da empresa, fomento dos interesses comuns, arbitragem, etc.
Graus corporativos superiores: sistematização profissional, colégios técnicos, câmaras de trabalho, etc.
Nação Económica: Política económica do governo central (Rei, ministros, conselhos técnicos), função supletória de fomento (proteccionismo, tratados de comércio) - função de fiscalização e coordenação dos vários graus da hierarquia económica.

2)      Aspecto familiar administrativo:
Família: Unidade (pátrio poder); Continuidade (indissolubilidade conjugal; vinculação, luta contra o absentismo; vinculação propriamente dita: morgadio, homestead).
Paróquia: representação de um conjunto de famílias pelos seus chefes.
Município: representação de um conjunto mais amplo de famílias pelos seus chefes e de quaiquer outros organismos sociais de importância.
Província: câmara por delegação municipal, sindical, escolar e com a assistência do governador da província, função governativa especializada na aristocracia (com carácter rural e regional).
Nação Administrativa: Órgão - a Assembleia Nacional, assistida do conselho técnico geral (permanente ou de convocação temporária). Representação - delegações provinciais, municipais, escolares, corporativas; delegação eclesiástica, militar, judicial, etc. Função - consulta sobre a aplicabilidade, na prática, das leis que os ministros e os respectivos conselhos técnicos elaboraram (aprovação de impostos, orçamento, etc.).

3)      Aspecto Judicial:
Essencialmente organizado sobre estas bases:
Julgado municipal (tribunal singular).
Tribunal provincial (colectivo).
Supremo Tribunal de Justiça (colectivo).
Conselho Superior da Magistratura.

​4)      Aspecto espiritual:
Arte: Desenvolvimento artístico, subsídios pelo município, província e governo central, restituição às províncias das obras de arte que lhes pertencem.
indústrias artísticas locais.
museus regionais e defesa do património artístico da província.
museus nacionais e defesa do património artístico da nação.
Ciência: Desenvolvimento da instrução e prestação de subsídios e auxílio material pelo município, província e governo central, a par da autonomia de alguns órgãos de instrução.
Instrução primária no município.
Instrução secundária na província.
Universidade autónoma (Coimbra).
Escolas e Universidades livres.
Escolas industriais, regionais.
Religião: Liberdade e privilégios da religião tradicional Católica, Apostólica, Romana.
protecção a esta religião e prestação de auxílio material em regime concordatário.
liberdade de congregação.
liberdade de ensino.
- Nação espiritual: a alta representação destas três formas do aspecto espiritual nos conselhos de El-Rei e na Assembleia Nacional.


["O que nós queremos - Monarquia orgânica, tradicionalista, anti-parlamentar", Nação Portuguesa, nº 1 (1), 8 de Abril de 1914, pp. 4-6.]
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  • 1914 - Luís de Almeida Braga - Sindicalismo e República
  • 1915 - Luís de Almeida Braga - Do espírito da Democracia
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​​...nós não levantaríamos nem o dedo mínimo, se salvar Portugal fosse salvar o conúbio apertado de plutocratas e arrivistas em que para nós se resumem, à luz da perfeita justiça, as "esquerdas" e as "direitas"!

​​- António Sardinha (1887-1925) - 
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