ESTUDOS PORTUGUESES
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      • 1935 - Éclogas de agora
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        • I. A origem e a natureza da realeza tradicional portuguesa
        • II. O caráter orgânico e democrático da monarquia medieval portuguesa
        • III. A formação das instituições representativas e o papel das Cortes
        • IV. A origem das Cortes e a representação dos Concelhos
        • V. O caráter consultivo das Cortes e a soberania Real
        • VI. O pacto fundamental e a legitimidade da Monarquia
        • VII. Reflexões sobre o Estado, a Nação e o Pacto na Tradição Política Portuguesa
        • VIII. O Absolutismo, o Pombalismo e a Reação Tradicionalista
        • IX. A Legitimidade Dinástica e Institucional na História Portuguesa
        • X. O Papel das Cortes na Monarquia Nova e a Representação dos Corpos Sociais
        • XI. Crise do Estado, Crítica ao Individualismo e Perspectivas de Renovação
      • 1924 - A Aliança Peninsular >
        • Assentando posições (conversa preliminar)
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        • Pecados velhos [in "A Aliança Peninsular"]
        • Quinas de Portugal [in "A Aliança Peninsular"]
        • Errata necessária [in "A Aliança Peninsular"]
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Fernando Klautau Campos, 1891-1958

Fernando Klautau Campos (Lisboa, 1891 - Lisboa, 1958). Dissidente do Integralismo Lusitano (com arrependimento no final da sua vida).

Jornalista e historiador. Filho de Augusto César de Campos e Adelaide Klautau. Inventariou e publicou uma importante colecção de pensadores contra-revolucionários, bem como um estudo e antologia  dos escritos de reacção contra a tragicomédia constitucional, de autores como Almeida Garrett, Alexandre Herculano, Luz Soriano e Aragão Morato, e outros autores ainda, que não se alistavam nas hostes da Reação, como Oliveira Martins, Silva Cordeiro, Fialho de Almeida, Ramalho Ortigão, Antero de Quental, Eça de Queirós. Frequentou a Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Publicou em A Monarquia, Nação Portuguesa, A Voz, Acção Realista. 

Foi um admirador de António Sardinha e dos mestres do Integralismo Lusitano, mas veio a entrar em dissidência com a sua Junta Central, em 1919, quando esta se afastou da obediência a D. Manuel II. Fernando Campos integrou a Acção Realista Portuguesa onde, apesar da dissidência, estabeleceu pontes de ligação entre os dois agrupamentos. Não acompanhou os mestres integralistas Alberto de Monsaraz e Rolão Preto na luta do Nacional-Sindicalismo contra o estabelecimento da Salazarquia, seguindo Alfredo Pimenta e Manuel Múrias na adesão ao Estado Novo. Em 1935, dedicou a Manuel Múrias o livro No saguão do Liberalismo. Integrava então os serviços de imprensa do Secretariado da Propaganda Nacional, recebendo nesse ano o prémio António Enes daquele Secretariado. Na década de 1940, reaproximou-se dos mestres do Integralismo Lusitano e, no final da sua vida, pediu mesmo a Alberto de Monsaraz a bandeira do pelicano para cobrir a sua urna mortuária.

Foi Correspondente no Instituto de Coimbra e sócio da Academia Portuguesa da História e da Associação dos Arqueólogos Portugueses, secretariou a secção de História desta instituição.

​Bibliografia
  • 1924 - Os Nossos Mestres ou Breviário da Contra-revolução: juízos e depoimentos sobre a Revolução Francesa, a Democracia, a Liberdade, o Parlamento, a República, a Religião, o Nacionalismo, a Tradição, a Monarquia, o Rei, a Família e a Organização Económica, Portugália.
  • 1925 - Camilo contra-revolucionário, Lisboa, Portugália.
  • 1928 - D. Dr. Fortunato de S. Boaventura - Mestre da Contra-Revolução.
  • 1930 - A genealogia do pensamento nacionalista, Gil Vicente, 6, 1-2, 1930, pp. 35-38; 5-6, 1930, pp. 78-87; e 7-8, 1930, pp. 107-118.
  • 1931 - No centenário de José Agostinho de Macedo, Gil Vicente, 7, 3-4, 1931, pp. 108-114.
  • 1931 - O Pensamento Contra-Revolucionário em Portugal (Século XIX) - Volume I, Lisboa, Edição de José Fernandes Júnior.
  • 1932 - O Pensamento Contra-Revolucionário em Portugal (Século XIX) - Volume II, Lisboa, Edição de José Fernandes Júnior. 
  • 1934 - “Um livro de João Ameal «No Limiar da Idade – Nova», Nação Portuguesa, Vol. IX.
  • 1935 - No saguão do Liberalismo. O desengano de Garrett. A desilusão de Herculano. A descrença de Soriano. O pessimismo de Oliveira Martins. A penitência de Ramalho. A ironia de Eça de Queiroz. O testemunho de Antero. A contrição de Fialho; Concerto de acusações. Ed. de José Fernandes Júnior.
  • 1941 - Páginas Corporativas, Lisboa
  • 1943 - "O Visconde de Santarém. Mestre do Nacionalismo Português", in Trabalhos da Associação dos Arqueólogos Portugueses, vol. VII, 1943, pp. 87-126.
  • 1944 - No saguão do Liberalismo, 2ª ed., Lisboa, Edições GAMA.


Fotografia
Capa do livro de Fernando Campos, "No saguão do Liberalismo", Lisboa, Ed. José Fernandes Júnior, 1935
Fotografia
Capa do livro de Fernando Campos, "No saguão do Liberalismo", Edições GAMA, 1944.


​Refs:


​"Integralismo - 1914 / A propósito da morte de Fernando Campos", O Debate, Lisboa, 6 de Dezembro de 1958.
​​...nós não levantaríamos nem o dedo mínimo, se salvar Portugal fosse salvar o conúbio apertado de plutocratas e arrivistas em que para nós se resumem, à luz da perfeita justiça, as "esquerdas" e as "direitas"!

​​- António Sardinha (1887-1925) - 
Fotografia

​www.estudosportugueses.com​

​2011-2025
​
[sugestões, correções e contributos: [email protected]]