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        • VIII. O Absolutismo, o Pombalismo e a Reação Tradicionalista
        • IX. A Legitimidade Dinástica e Institucional na História Portuguesa
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Integralismo Brasileiro, 1932-1937

Em 1928, através do movimento "Pátria-Nova", surgiu no Brasil uma organização com um pensamento político próximo do Integralismo Lusitano -  "Pátria Nova - Centro Monárquico de Cultura Social e Política".

Em Fevereiro de 1932, Plínio Salgado lança a Sociedade de Estudos Políticos (SEP) em São Paulo, contando com membros do movimento "Pátria-Nova". No dia 1 de Março, ao convidar Olbiano de Mello a juntar-se-lhes, explica que se trata de uma "obra de catequese e iniciação", visando a divulgação das obras de Alberto Torres, Oliveira Viana, Tristão de Ataíde, Octavio de Faria, incluindo "as obras de Sardinha que é o que Portugal nos oferece de mais interessante." Em Maio, ao criar na SEP uma secção designada "Acção Integralista Brasileira" (AIB), Plínio Salgado manifestava ipso facto a sua proximidade com o ideário do congénere português. Os monárquicos do movimento "Pátria-Nova" apoiaram a criação da AIB e o lançamento do "Manifesto de Outubro", mas preservaram a sua autonomia.

Vincando ideários tradicionalistas, existiu sempre maior proximidade entre o Integralismo Lusitano e o movimento Pátria-Nova. Em 1935, o movimento Pátria-Nova adotou a designação "Ação Imperial Patrianovista Brasileira".
​

Em 1932, desafiando o partido da União Nacional do governo de Oliveira Salazar, tinha sido lançado em Portugal o Movimento Nacional-Sindicalista (MNS), sob a liderança dos integralistas Alberto de Monsaraz e Francisco Rolão Preto. É flagrante a afinidade do ideário do nacional sindicalismo português com o de Olbiano de Mello e Plínio Salgado. Os integralistas brasileiros, tal como os lusitanos, batiam-se por um programa de representação nacional de base municipalista, com a exclusão dos partidos político-ideológicos.

Em Portugal, o movimento militar de 28 de Maio de 1926 fora lançado precisamente para libertar os poderes do Estado de um vergonhoso conúbio entre as oligarquias partidárias e financeiras. Não estava colocada a questão da chefia de Estado - Dinastia ou Presidente -  pelo que integralismo de Plínio Salgado podia então ser considerado, na verdade, como o seu mais próximo parente no Brasil. O programa constitucional do general Gomes da Costa, redigido com a colaboração dos integralistas lusitanos, inclui uma representação nacional a obter por delegação directa dos municípios, sindicatos e corporações. A luta do Nacional-Sindicalismo era contra a Salazarquia e o estabelecimento de um regime semelhante ao fascismo italiano, com partido único e corporativismo de Estado - o Estado Novo. 

No Brasil, entre Junho e Setembro de 1933, através da Ação Social Brasileira (Partido Nacional Fascista), dirigida por José Fabrino e Júlio Barata, surgem os fascistas brasileiros como detractores do Integralismo Brasileiro. Para além dos métodos milicianos de organização e propaganda, comuns a diversas organizações políticas da época, o pensamento, linguagem e programa político da A.S.B - P.N.S. imitava com grande rigor o fascismo italiano. O partido de Mussolini dominava então por completo o Estado em Itália, Hitler tinha subido ao poder na Alemanha. Na Europa, os fascistas dispunham então de amplo apoio popular. Os fascistas brasileiros surgiam para disputar o apoio popular entretanto alcançado pelo Integralismo de Plínio Salgado.
 
Em Portugal, uns meses depois, aconteceria algo de semelhante. Em Janeiro de 1934, tentando disputar a influência do Movimento Nacional-Sindicalista junto da juventude, o governo de Salazar lançou a Acção Escolar Vanguarda (depois Mocidade Portuguesa), adoptou métodos milicianos de organização e propaganda com um uniforme de "camisas verdes". Tal como no Brasil, os integralistas portugueses - neste caso os "camisas azuis" do MNS - mobilizavam muito mais adesões do que os totalitários que apoiavam o governo. Antes das eleições de Dezembro, Salazar não quis correr riscos e mandou prender e desterrar para Espanha os líderes integralistas. O Nacional-Sindicalismo foi proibido. Anos depois, no Brasil, a Ditadura de Getúlio Vargas acabou também por proibir a A.I.B., sendo Plínio Salgado preso e forçado ao exílio em Portugal.

Em 1934, Plínio Salgado, talvez embriagado pela grande adesão popular à sua Ação Integralista Brasileira, apontou o Brasil como o local onde nasceria uma Quarta Humanidade.  É também então que Plínio afirma a originalidade do seu integralismo e faz uma (in)equívoca separação de águas em relação ao Integralismo Lusitano:

O movimento integralista brasileiro é um movimento de cultura que abrange:

1) - Uma revisão geral das filosofias dominantes até o começo deste seculo e, consequentemente, das ciências sociais, económicas e políticas;

2 ) - A criação de um pensamento novo, baseado na síntese dos conhecimentos que nos legou, parceladamente, o seculo passado.


O integralismo, pois, no Brasil, é bem diverso do integralismo francês de Charles Maurras, porque esse não passa de um "nacionalismo integral" com a preocupação de restaurar as tradições; diverso é, também, do integralismo lusitano, que transplantou o sentido tradicionalista da corrente gaulesa, com a tendência de reatar o processo social moderno ao espirito medievalista; e diferente é, por outro lado, não só do "racismo" alemão, cuja tese da superioridade étnica exprime um prejuízo de cultura, como, ainda, do "fascismo" italiano, ao qual somente nos ligamos no concernente à nova atitude do Estado, em face da luta social.

Trata-se, portanto, de um movimento original, genuinamente brasileiro, com uma própria filosofia, um nítido senso destacado na confusão do mundo contemporâneo.

VISÃO POLÍTICA DO VELHO MUNDO
 
Até há bem pouco tempo, os movimentos de ideias, que se efetuavam na Europa, repercutiam no Brasil vinte ou trinta anos depois; desta vez, podemos ter a mais absoluta certeza, vai se dar o contrário: nós é que iremos influir na Europa, cujas condições daqui a dez ou vinte anos lhe permitirão compreender-nos.
”

(A Quarta Humanidade,
1934, pp. 87-88).

Em 1931, o papa Pio XI condenara já a estatolatria pagã do Fascismo. Em múltiplas passagens de A Quarta Humanidade, Plínio continua a procurar alicerçar-se nos Evangelhos, mas não deixa de surpreender que reconheça ainda no Fascismo uma "nova atitude do Estado, em face da luta social". 

Júlio Barata, director do jornal A Batalha, por duas vezes entre 1932 e 1940, foi sempre contra o Integralismo Brasileiro de Plínio Salgado; em 1933, era contra Plínio porque este não era fascista e Barata queria implantar o fascismo no Brasil; em 1938, segundo Barata, Plínio seria afinal um fascista que cultuava o super-homem nietzschiano; Barata foi depois Diretor da Divisão de Radiodifusão do Departamento de Imprensa e Propaganda (1940-1942) e, nos Estados Unidos, de 1942 a 1944, Chefe da Seção Brasileira do “Coordinator of Inter-American Affairs”, etc. Durante a II Guerra Mundial, a calúnia a respeito do Integralismo Brasileiro ganhou maior expressão: Frishauer, John Gunther, Dehilote, entre outros, publicaram livros em que se escrevia que os integralistas brasileiros teriam sido subsidiados pelo nazismo. A desfiguração do Integralismo Brasileiro, bem como dos acontecimentos de 1937-38, foi depois amplificado pela imprensa comunista e subsequente capciosa historiografia.

Na segunda metade da década de 1930, no auge do apoio das massas populares ao comunismo, fascismo e nazismo, os integralismos lusófonos ofereceram-lhes resistência e combate em torno de figuras como Francisco Rolão Preto em Portugal e Plínio Salgado no Brasil. Com um pensamento político alicerçado no catolicismo social de Leão XIII e Pio XI, os integralistas estiveram na primeira linha do combate aos totalitarismos do século XX.


J. M. Q.

(30.12.2025)
​
Fontes

Apontamentos Biográficos / Bibliográficos
  • Gustavo Barroso, 1888-1959
  • Plínio Salgado, 1895-1975
  • Olímpio Mourão Filho, 1900-1972 (Olympio)
  • Olbiano de Mello
  • Miguel Reale, 1910-2006
  • Alfredo Buzaid
  • Tasso da Silveira
  • Augusto de Lima Junior
  • Félix Contreiras Rodrigues
  • Rocha Vaz
  • João Carlos Fairbanks
  • Jayme Regalo Pereira

Textos / Documentos
  • 1926 - Jackson de Figueiredo - O Saci, o Avanhandava e o Imperialismo Pacífico.
  • 1932-10-07 - AIB - Manifesto da "Acção Integralista Brasileira" ("Manifesto de Outubro").
  • 1934 - Estatutos da Ação Integralista Brasileira, aprovados no I Congresso Integralista (Vitória – ES, 1934). Arquivo Municipal de Rio Claro – SP.
    1935 - Estatutos da Ação Integralista Brasileira, aprovados no II Congresso Integralista (Petrópolis – RJ, 1935).
  • 1933 - Plínio Salgado - O que é o Integralismo
  • 1934 - Plínio Salgado - A quarta humanidade [pdf]​
  • 1936 - Manifesto - Programa da AIB, para a eleição presidencial que não se realizou.
  • 1938 - Carta de Plínio Salgado a Getúlio Vargas. Rio de Janeiro, 28 de Janeiro de 1938.
  • 1944 - Plínio Salgado - Sentido cristão do império lusíada.
  • 1945 - Plínio Salgado - O Integralismo brasileiro perante a Nação.
  • 1945 - Carta aberta à nação.
  • 1998 - Depoimento de Eduardo Martinelli. In: CALIL, Gilberto, SILVA, Carla Luciana, BATISTA, Neusa. Porto Alegre: CD-AIB/PRP, 1998.
  • 2002 - Circular Geral – FPU. Santos, 11 de Novembro de 2002.
  • 2004 - Acácio Vaz de Lima Filho - O Manifesto Integralista de 1932​


Bibliografia​​ essencial (outra bibliografia em Plínio Salgado, 1895-1975 e em Internet Archive)
  • Plínio Salgado - O Integralismo na vida brasileira .pdf

​Imprensa

A Offensiva, Rio de Janeiro

Videos
​https://youtu.be/DcHIZUMnDFw - A História Secreta do Estado Novo | Os Estados Unidos demanda o fechamento do Integralismo

Relacionado
2025 - José Manuel Quintas - Integralismo Brasileiro vs. Fascismo


Calúnias e Difamações

1941 - John Gunther - Inside Latin America .pdf​ - ver página 408.
​​...nós não levantaríamos nem o dedo mínimo, se salvar Portugal fosse salvar o conúbio apertado de plutocratas e arrivistas em que para nós se resumem, à luz da perfeita justiça, as "esquerdas" e as "direitas"!

​​- António Sardinha (1887-1925) - 
Fotografia

​www.estudosportugueses.com​

​2011-2025
​
[sugestões, correções e contributos: [email protected]]